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domingo, 9 de outubro de 2022

resurrection

 
[ bom ]

género. thriller.
duração. 1h 43min
ano.
 2022

realização e argumento. andrew semans.

protagonistas. rebecca hall. tim roth. grace kaufman. michael esper.
sinopse. uma mulher fica aterrorizada quando um ex-namorado reaparece, despertando memórias traumáticas. [imdb]
 
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resurrection foi outra fita que vi no feffs (festival europeu de cinema fantástico de estrasburgo) deste ano.
 
há muito tempo que não me sentia tão desconfortável com um filme.

Fonte: Google Search Engine

resurrection dá-nos cerca de trinta minutos iniciais onde conseguimos seguir a história sem nos sentirmos ansiosos com o que se passa no ecrã. depois, entre cenas saturadas de luto, trauma e paranóia, o espectador é bombardeado com um enredo pesado que fica na memória após o visionamento.

rebecca hall (vicky cristina barcelona; o despertar) interpreta margaret, uma mulher de negócios segura e uma mãe solteira controladora q.b., cuja vida se desmorona quando uma ex-relação aparece do nada, trazendo memórias e traumas que transformam margaret numa mulher amedrontada e à beira da insanidade. 
 
Fonte: Google Search Engine

o "porquê" desta mudança é explicado num longo monólogo da protagonista, bem sucedido devido ao talento e carisma de rebecca hall, cuja actuação é excelente e nos prende desde o momento em que aparece no ecrã - e ela aparece em quase todas as cenas.
 
tim roth, como david, é muito sinistro. nunca duvidamos do seu poder sobre margaret e dos actos que é acusado de ter cometido.

Fonte: Google Search Engine

a realização de semans é segura, auxiliada por uma cinematografia extremamente competente, que usa a luz e a sombra de uma forma muito eficaz, reflectindo a descida de margaret a um estado psicológico cada mais instável.

no feffs, o filme mereceu uma menção honrosa do júri - ver os premiados.

resurrection é uma experiência marcante com um final sombrio que nos deixa entrever um pequeno raio de luz, embora o sentimento que fique seja o de tristeza.

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.
when i was young i did something bad, unforgivable .
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

águas passadas



título original. DARK WATER

realização. walter salles.
argumento. rafael yglesias.
protagonistas. jennifer connelly. tim roth. john c reilly. ariel glade.
género. thriller.
duração. 105 min
ano.
2005
sinopse. dahlia está determinada a avançar com o divórcio e dedicar-se à educação da filha. quando a separação se transforma numa batalha pela custódia da criança, os nervos de dahlia começam a ceder, o que se agrava quando começam a ocorrer coisas estranhas na nova casa. [imdb-do-filme]

avaliação
[ razoável ]




dahlia está a começar do zero. ao mesmo tempo que enfrenta um processo de divórcio e luta pela custódia da filha, tenta lidar com as suas próprias inseguranças. apesar dos poucos meios, aluga um apartamento num prédio já muito antigo e arranja um emprego.

as coisas parecem encaminhadas até que dahlia começa a ouvir barulhos estranhos no andar acima do seu, que está desocupado. assombrada por memórias de infância e dores de cabeça incapacitantes, tem ainda de defender-se dos ataques do ex-marido, que quer ficar com a filha e provar a incapacidade de dahlia como mãe.

lá em cima está o tiro liro liro...
a história banal de águas passadas / dark water é resgatada pela interpretação de jennifer connely e a atmosfera dominante, pois o filme tem muito pouco para oferecer. fica a sensação de claustrofobia e o ar assombrado e vulnerável de dahlia, uma mulher que espelha tristeza e adivinha um final infeliz, tornando a maioria das cenas opressivas.

no final, águas passadas / dark water é apenas mais um dos numerosos remakes de terror asiáticos à moda de hollywood. às vezes as coisas correm bem, como no aviso / the ring, outras nem por isso. neste caso, apesar do filme não ser terrível, não vai além do sofrível.

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curiosidade: na cena da lavandaria, quando dahlia está a mexer nas máquinas, o número 666 é visível por momentos. este número é conhecido por ser o símbolo do anti-cristo.

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. i can't be her mother... i don't know how to be myself !

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