domingo, 9 de agosto de 2026

águas profundas

 

[ fraco ]

título original. deep water.
género. terror. thriller.
duração. 1h 46m
ano.
2026
realizaçãorenny harlin.
argumentopete bridges. s.p. krause. shayne armstrong.
 
protagonistas. aaron eckhart. ben kingsley
. angus sampson. lucy barrett. molly belle wright. nashy. lakota johnson. richard crouchley.

sinopse. um voo intercontinental faz uma aterragem de emergência em águas infestadas de tubarões. [imdb]
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águas profundas é o segundo filme de renny harlin (die hard 2 – assalto ao aeroporto; mindhunters) com tubarões. o primeiro foi deep blue sea/perigo no oceano, em 1999, que se tornou icónico dentro do género.

os filmes com tubarões saem quase sempre nos meses de verão, e enchem salas de cinema. nem todos têm o nível de jaws (ler apontamento), mas raramente falham em dar lucro, principalmente quando se baseiam em factos verídicos, como o the reef (ler apontamento).

águas profundas começa por nos apresentar rapidamente o grupo de pessoas que iremos acompanhar durante as próximas duas horas. tem de ser breve porque nem todos chegarão vivos ao destino. primeiro há o despenhamento do avião, e depois, as águas infestadas de tubarões.

sem surpresa, é nas sequências de acção que o filme funciona, ou não soubesse renny harlin da poda.

o despenhamento está bem feito, tenso e com bons pormenores, e as aparições dos tubarões proporcionam os saltos que se procuram. num filme deste género, explicar demasiado é desnecessário e o que interessa é colocar as personagens à mercê dos elementos depressa.

são esses os pontos fortes do filme: a acção e o ritmo.

 

o problema é que o filme tem de sobreviver ao próprio argumento. e aí afunda, passe a piada fácil.

os diálogos são cheios de lugares-comuns e as personagens demasiado superficiais para serem mais do que carne para canhão. os efeitos digitais dos tubarões nem sempre ajudam a criar a tensão pretendida - há um par de cenas em que o cgi é simplesmente mau.

assim, águas profundas é entretenimento de verão com pessoas a tentar sobreviver à queda de um avião e a ataques de tubarão.

apesar de algumas caras conhecidas no elenco, entre um argumento implausível e personagens ocas, é o que é. e não exige grande coisa ao espectador.

e, no cinema de tubarões, isso pode ser suficiente para duas horas de entretenimento. ou não.

Imagens: Google Search Images

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we've just got to hold on!
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segunda-feira, 20 de julho de 2026

masters of the universe

 

[ bom ]

título original. masters of the universe.
género. aventura. fantasia.
duração. 2h 20m
ano.
2026
realizaçãotravis knight.
argumentochris butler. aaron nee. adam nee.
 
protagonistas. nicholas galitzine
. camila mendes. idris elba. jared leto. alison brie. james purefoy. morena baccarin. jon xue zhang.

sinopse. após vários anos, o príncipe adam regressa a eternia, devastada pelo maléfico skeletor. [imdb]
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cresci a ver vários desenhos animados, quase todos estrangeiros e dobrados em brasileiro, algo normal para os meus contemporâneos dos anos 80.

he-man foi um desses desenhos animados, com bons momentos passados frente à televisão com irmão e primos, na pausa de brincadeiras.

assim, houve um apelo emocional da minha parte em voltar a ver a espada do poder, o castelo de grayskull e todos os “bonecos” ganharem vida no grande ecrã.

masters of the universe portou-se bem aos meus olhos, num reencontro feliz com um universo de magia e aventura.

no filme, decidiu-se iniciar a história de adam no planeta terra, aproximando-o mais da história do super-homem do que da estrutura da série animada. não veio mal ao mundo com esta escolha. vemos como adam se sente deslocado num quotidiano aborrecido, e como se refugia num mundo imaginário.

na primeira parte do filme, a narrativa centra-se em adam e na sua passagem para a idade adulta. mais do que uma arma mágica, a espada do poder é um símbolo de responsabilidade e aceitação do seu papel como herdeiro do reino de eternia.

na segunda parte, e já no planeta de origem, há uma adaptação e estranheza antes de assumir o que é esperado dele e a luta com o vilão de serviço. antes, durante e depois, há várias piadas, patetices e o tom descontraído de um filme que não se leva muito a sério. 

destaque para nicholas galitzine (cinderela; a ideia de ti), que, apesar de ser fisicamente convincente, está mais à vontade como adam do que como he-man, e isto porque o filme investe mais na transformação emocional do protagonista do que na sua imponência física. jared leto (o clube de dallas; requiem for a dream) interpreta um skeletor inquietante e com umas tiradas engraçadas (fiel aos desenhos animados), com um visual muito bem conseguido.

e visualmente ainda, eternia convence como um verdadeiro mundo de fantasia épica, com bons efeitos especiais e uma estética leal à mattel.

masters of the universe resulta porque assume ser um conto de magia e heroísmo, e porque o realizador travis knight (bumblebee; kubo) tratou o material de origem com respeito.

e é isso: gostei do tom aventureiro e franco do filme, apesar das fragilidades do argumento e de um humor pateta (que resulta!).

no final, torna-se claro que o projecto é o de lançar uma franquia com he-man no centro da acção, abrindo ainda a porta a she-ra/princesa adora, a princesa guerreira e sua irmã gémea – yep, outro desenho animado que vimos na mesma altura de he-man.

uma nota ainda para a banda sonora, elevada pela presença de uma das faixas imortais dos queen (princes of the universe).

masters of the universe é cinema-pipoca do bom, de onde saímos bem dispostos por termos revisitado a nossa infância.

Imagens: Google Search Images

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you fools. you dolts! you blockheads! you pathetic pile of pitiful pissheads! i want that sword, do you hear me? i want that sword! it's mine! mine! mine!
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