género. aventura. fantasia.
duração. 2h 20m
ano. 2026
argumento. chris butler. aaron nee. adam nee.
protagonistas. nicholas galitzine. camila mendes. idris elba. jared leto. alison brie. james purefoy. morena baccarin. jon xue zhang.
he-man foi um desses desenhos animados, com bons momentos passados frente à televisão com irmão e primos, na pausa de brincadeiras.
assim, houve um apelo emocional da minha parte em voltar a ver a espada do poder, o castelo de grayskull e todos os “bonecos” ganharem vida no grande ecrã.
masters of the universe portou-se bem aos meus olhos, num reencontro feliz com um universo de magia e aventura.
no filme, decidiu-se iniciar a história de adam no planeta terra, aproximando-o mais da história do super-homem do que da estrutura da série animada. não veio mal ao mundo com esta escolha. vemos como adam se sente deslocado num quotidiano aborrecido, e como se refugia num mundo imaginário.
na primeira parte do filme, a narrativa centra-se em adam e na sua passagem para a idade adulta. mais do que uma arma mágica, a espada do poder é um símbolo de responsabilidade e aceitação do seu papel como herdeiro do reino de eternia.
na segunda parte, e já no planeta de origem, há uma adaptação e estranheza antes de assumir o que é esperado dele e a luta com o vilão de serviço. antes, durante e depois, há várias piadas, patetices e o tom descontraído de um filme que não se leva muito a sério.
destaque para nicholas galitzine (cinderela; a ideia de ti), que, apesar de ser fisicamente convincente, está mais à vontade como adam do que como he-man, e isto porque o filme investe mais na transformação emocional do protagonista do que na sua imponência física. jared leto (o clube de dallas; requiem for a dream) interpreta um skeletor inquietante e com umas tiradas engraçadas (fiel aos desenhos animados), com um visual muito bem conseguido.
e visualmente ainda, eternia convence como um verdadeiro mundo de fantasia épica, com bons efeitos especiais e uma estética leal à mattel.
masters of the universe resulta porque assume ser um conto de magia e heroísmo, e porque o realizador travis knight (bumblebee; kubo) tratou o material de origem com respeito.
e é isso: gostei do tom aventureiro e franco do filme, apesar das fragilidades do argumento e de um humor pateta (que resulta!).
no final, torna-se claro que o projecto é o de lançar uma franquia com he-man no centro da acção, abrindo ainda a porta a she-ra/princesa adora, a princesa guerreira e sua irmã gémea – yep, outro desenho animado que vimos na mesma altura de he-man.
uma nota ainda para a banda sonora, elevada pela presença de uma das faixas imortais dos queen (princes of the universe).
masters of the universe é cinema-pipoca do bom, de onde saímos bem dispostos por termos revisitado a nossa infância.
Imagens: Google Search Images
. you fools. you dolts! you blockheads! you pathetic pile of pitiful pissheads! i want that sword, do you hear me? i want that sword! it's mine! mine! mine!
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