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domingo, 26 de agosto de 2012

juno


título original. JUNO

realização. jason reitman.
argumento. diablo cody.
protagonistas. ellen page. michael cera. jason bateman. jennifer garner.
género. comédia. drama.
duração. 96 min
ano.
2007
sinopse. juno tem 16 anos e está grávida. ao início opta pelo aborto, mas muda de ideias, decidindo-se pela adopção, o que lhe vai trazer algumas complicações. [imdb-do-filme]

 

avaliação [ bom ]


juno é um filme que nos deixa com um sorriso quando começa o genérico final. ficamos com a sensação de que vimos um filme de qualidade, com diálogos divertidos e personagens raras. juno é um filme fixe.

a base da história é a de uma adolescente que, na sua primeira vez, fica grávida. juno é uma maria-rapaz com boa onda e despreocupada com a opinião dos outros, mas engravidar do melhor amigo aos 16 anos abala qualquer um e com ela não é diferente. apesar de ter uma família espectacular e uma melhor amiga que não gasta tempo a criticar o que é impossível de desfazer, o aborto parece a melhor hipótese.

no entanto, juno desiste da ideia e decide publicar um anúncio no jornal à procura de pais adoptivos para o bebé. quem responde ao anúncio é um casal cujo estilo de vida não tem nada a ver com o da mãe biológica, o que vai originar uma dinâmica interessante. se juntarmos a isso diálogos engraçados, uma protagonista refrescantemente original e uma forma de encarar a vida tão sana que parece amalucada, temos um filme que inova um tema gasto e que degenera, muitas vezes, em dramas de matiné.


o filme vale pelo argumento, pelas boas interpretações e por uma actriz principal muito talentosa e que encarna um juno irrepreensível, sarcástica e inconsequente como só uma adolescente pode ser
.

porém, as mesmas coisas que mais gostei no filme são as menos positivas: juno vive no seu mundinho (e tem a sua própria linguagem) e pensa que controla a maior parte da situações, quando isso não é real. uma gravidez na adolescência não é certamente uma experiência tão leve como aparenta no ecrã nem é qualquer progenitor que acata as decisões da filha sem um ai ou concorda com pais adoptivos sorteados de um anúncio de jornal para perfilhar um neto; é irreal, no mínimo.

claro que isto não interfere com o prazer com que se vê o filme, mas nem a gaiatice de juno esconde o facto da mesma ultrapassar a gravidez adolescente e o aborto com a mesma facilidade com que descarta um cd de uma banda foleira, o que não passa a melhor mensagem do mundo a jovens espectadores.  

fora isso, é um bom filme.


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curiosidade: juno é a esposa de júpiter e a rainha dos deuses; representa a fertilidade e o casamento. no canadá, onde o filme foi rodado, tem um grande simbolismo: "juno" era o nome de código da praia onde as tropas canadianas desembaracaram no dia d, e onde morreram cerca de mil soldados a tentar defendê-la; "juno" é também o nome dos prémios de música (os "grammy" do canadá).


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. you should've gone to china, you know, 'cause I ihear they give away babies like free ipods. you know, they pretty much just put them in those t-shirt guns and shoot them out at sporting events .

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sábado, 27 de agosto de 2011

hard candy




título original.
HARD CANDY

realização.
david slade.
argumento. brian nelson.
protagonistas.
patrick wilson. ellen page. sandra oh.


género.
thriller.
duração.
104 min

ano.
2005

sinopse. uma adolescente encantadora como hayley não devia ir a um café para conhecer jeff, um fotógrafo que conheceu na Internet. é um comportamento de risco, mas hayley não é uma rapariga comum. [site-oficial-do-filme]


avaliação
[ muito bom ]

crítica.  hard candy é um filmão: bem escrito, bem interpretado, bem realizado. mostra-nos um lado invulgar da pedofilia, onde os papéis de presa e predador são difusos.

hayley tem 14 anos e jeff 32. falam on-line há algumas semanas e decidem encontrar-se, por terem tantas afinidades. jeff é bem parecido e amável, um fotógrafo de moda conceituado, e hayley sensata e com uma cabeça e discurso de adulta; do encontro no café passam para a casa dele e aí começa o jogo do gato e do rato, num filme extremamente intenso e com uma carga psicológica inesperada num thriller com um tema que não costuma ser tratado assim.

o argumento, do mesmo criador d'o demónio, é muito bom, com diálogos excelentes e um ritmo alucinante. a interpretação de ellen page é espantosa, tão credível e poderosa que acreditamos em tudo o que ela diz e faz.

este capuchinho vermelho põe qualquer lobo com dono!

é esta dualidade e a força do argumento que nos envolvem e fazem de hard candy um filme independente digno de grandes salas de cinema, mas como tal não é possível, fica a divulgação e a recomendação para que vejam; é muito bom.

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. fuck off .

. your conversational skills are really deteriorating as the day goes on .
 
. i am every little girl you ever watched, touched, hurt, screwed, killed .

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