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domingo, 4 de dezembro de 2022

o menu

 

[ bom ]

título original. the menu
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género. terror. comédia. thriller.
duração. 1h 47min
ano.
 2022

realização. mark mylod.
argumento. seth reiss. will tracy.

protagonistas. ralph fiennes. anya taylor-joy. nicholas hoult. hong chau. judith light. john leguizamo. reed birney. aimee carrero.
sinopse. um casal inicia uma aventura gastronómica inesquecível num dos restaurantes mais exclusivos do mundo, liderado pelo famoso chef slowik; no menu estão previstas iguarias e várias surpresas chocantes. [imdb]
 
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misturando suspense, terror e comédia negra, o menu é uma sátira social sobre a cultura de consumo, onde a actividade banal de comer se torna um símbolo de riqueza e ostentação.
 
Fonte: Google Images

o hawthorn é um dos restaurantes mais exclusivos do mundo, dirigido pelo aclamado chef slowik.

localizado numa ilha, o espaço serve um menu especial de degustação, preparado com os ingredientes locais mais frescos, a uma dúzia de convivas por noite.

obcecado com a perfeição, o chef promete um menu «diferente» aos 12 clientes, um menu cujo tema fica claro à medida que a acção se desenrola.

Fonte: Google Images

o menu tem interpretações excelentes de fiennes, taylor-joy, chau e hoult, mas o argumento não mantém a mesma qualidade do início ao fim.

a primeira metade do filme é rica em tensão, criando um ambiente sinistro onde o humor negro funciona muito bem. as imagens dos pratos apresentados (e o grafismo tipo catálogo) espelham a esterilidade dos convivas e do que os leva ao hawthorn (o casal abastado que volta pela enésima vez, o foodie entusiasta, o actor que deixou de ser relevante e que quer voltar à ribalta...).

Fonte: Google Images

já o segundo acto desilude: quase não há sobressaltos, o humor é fraco (e mais espaçado) e as personagens tornam-se desinteressantes, com muito pouco a ser explicado sobre as suas motivações.

o menu aborda os temas do talento culinário e da obsessão e mistura-os com violência de uma forma sagaz, num comentário social inteligente.


Fonte: Google Images

no entanto, apesar das cenas finais elevarem um pouco o marasmo da segunda metade da fita, saí do cinema com a sensação de que a premissa e o elenco (excelentes) não tiveram uma execução à altura.

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here, we are family. we harvest. we ferment. we gel .
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segunda-feira, 25 de julho de 2022

o homem do norte

  

[ muito bom ]

título original. the northman.

género. acção. aventura. drama.
duração. 2h 17min
ano.
 2022

realização. robert eggers.
argumento. robert eggers. sjón.

protagonistas. alexander skarsgard. nicole kidman. anya taylor-joy. ethan hawke. willem dafoe. björk. claes bang.
sinopse. a história épica de um príncipe viking na sua missão em vingar o pai. [imdb]
 
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the northman marca o muito aguardado regresso de robert eggers, depois dos memoráveis the witch e the lighthouse.
 
o filme é uma mega-produção com um orçamento multimilionário e com várias estrelas no elenco, cujas filmagens, atrasadas pela pandemia, tornaram a fita altamente antecipada pelos muitos fãs de eggers.

Fonte: Google Search Engine

a história de the northman explora o que está disposto a fazer um príncipe viking para obter justiça pelo assassinato do pai às mãos do tio.

se a sinopse
lembra a história de hamlet, de shakespeare, não admira. o bardo foi beber à mesma fonte que a disney para o seu clássico o rei leão: à mitologia nórdica, nomeadamente à figura de amleth.
 
Fonte: Google Search Engine

visualmente espectacular, the northman capta a atenção do espectador desde o início. depois, a música e a atmosfera certificam-se de que não desviamos o olhar enquanto seguimos amleth criança, os ritos que faz com o pai retornado da guerra, e o horror quando o mesmo é assassinado à traição. 
 
assim, uma história que está presente na cultura literária e cinematográfica há séculos, que não traz nada de novo (excepto uma cena entre amleth e a mãe, onde uma revelação traz uma nuance refrescante à trama), é elevada por uma cinematografia fenomenal, pela mão de um realizador com uma assinatura muito própria.

Fonte: Google Search Engine

outro ponto a destacar é o elenco, embora não me importasse de ter visto mais actores nórdicos nos papéis principais: skarsgard está impecável e bastante físico, e, como o argumento exige, carrega todo o filme às costas (musculadas); björk, dafoe e hawke brilham muito nos pequenos papéis que têm.
 
taylor-joy e kidman dominam o ecrã, como sempre, mas é inegável que kidman está com as expressões faciais cada vez mais limitadas devido a visíveis intervenções estéticas - já o tinha notado na série nine perfect strangers, sobre a qual escreverei futuramente.

Fonte: Google Search Engine

o argumento equilibra muito bem a brutalidade com o misticismo do século 10, e os elementos sobrenaturais são bem incorporados e nunca destoam da acção. há sombras por todo o lado: nos diálogos, nos olhares, nos cenários.

o final não desilude, encerrando a história com chave d'ouro: o desenlace ideal para um guerreiro na cultura viking.

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it is not enough to be the man that never cries, prince amleth. the prince that turned from his fate. a beast that care for not! a beast that brings tears from from the eyes of man! now remember for whom you shed your last teardrop !
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