domingo, 11 de novembro de 2012

a nona porta


título original. THE NINTH GATE

realização. roman polanski.
argumento. john brownjohn.

protagonistas. johnny depp. lena olin. frank langella. emmanuelle seigner.
género. thriller.
duração. 133 min
ano.
1999
sinopse. corso localiza livros raros para vender a coleccionadores abastados. contratado para comparar as três cópias existentes de um lendário manual de invocação satânica, o estudioso vê-se envolvido numa conspiração de contornos sobrenaturais. [imdb-do-filme]

 avaliação
[ bom ]


a nona porta é baseado no livro de arturo pérez-reverte, club dumas. apesar de nunca ter lido o livro, sei que o filme foi baseado num dos sub-enredos da história e não no tema central. do que li online, é capaz de ter sido melhor assim, porque para quem gosta do tema sobrenatural, tem assim um filme dedicado ao tema, sem desvios.


dean corso é um dealer de livros antigos muito pouco dado a escrúpulos. conhecido pela forma calculista como obtém os volumes, é contratado por um milionário para ir à europa comparar as três cópias sobreviventes de um manual satânico, alegadamente escrito pelo próprio senhor do inferno. o que vai descobrir torna-se tão perigoso que corso deixa de saber em quem confiar
e foca-se apenas em sobreviver.


emmanuelle seigner "rouba" todas as cenas em que aparece

o filme é um thriller psicológico que vai crescendo de intensidade à medida que vamos descobrindo os enigmas que se escondem por detrás do manual demoníaco. longe de ser um filme de acção, a nona porta tem uma boa dinâmica, onde não faltam as referências ao oculto (que o tornam extremamente interessante) e um final supreendente.


a história é suficientemente complexa e recheada de pormenores para justificar as minhas três visualizações deste filme. claro está que para outros espectadores poderá não serem precisas tantas vezes, mas desde a imagem às personagens e diálogos, polanski construiu um filme com várias camadas e muitos mistérios, apoiado por um elenco soberbo de actores, que vale a pena degustar aos poucos.


o final do filme foi muito criticado por ser vago, mas eu considero-o um dos pontos fortes, pois é necessário ver o filme como um todo (mitologias e nuances góticas incluídas) e entender bem as ambiguidades dos personagens.

um filme hipnotizante e elegantemente filmado; a não perder.
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. even hell has its heroes, señor .

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

mata-os suavemente


título original. KILLING THEM SOFTLY

realização e argumento. andrew dominik.

protagonistas. brad pitt. ray liotta. james gandolfini. richard jenkins. sam shepard.
género. drama. thriller.
duração. 97 min
ano.
2012
sinopse. jackie cogan é um assassino profissional contratado para investigar um assalto que teve lugar durante um jogo de poker clandestino promovido pela máfia local. [imdb-do-filme]

 avaliação
[ fraco ]


killing them softly
é um dos maiores "barretes", leia-se na categoria de filmes, que enfiei nos últimos tempos. é um daqueles filmes que se pressente nas primeiras cenas que não é aquilo que se esperava e que se gosta, mas vamos ficando para ver se melhora, e pode ser que valha pelos diálogos, e vá que tem o james gandolfini e o richard jenkins e de certeza que deve ser razoável, e vamos ficando. ora, quando começaram a rolar os créditos finais, percebi que desperdicei umas libras em vão.


acho que a palavra aborrecido não chega para descrever o filme. tenho que acrescentar que é pretensioso e violento de uma forma vazia.
como thriller não empolga, como drama é poucochinho e na forma como retrata os assassinos profissionais é desinspirado.



um assaltante com luvas de lavar louça (é a crise!?)

a crítica política é demasiado breve, casualmente abordada em alguns diálogos, nunca chegando a ter acutilância. o retrato de uma américa em crise, até no que toca ao crime é caricato, mas pouco explorado. as relações entre assassinos profissionais com os seus problemas familiares e afectivos soa desafasado e metido à pressão. o filme foi aclamado pelos críticos como hipnotizante e de culto, mas ou não vi o mesmo filme que eles ou é mais um daqueles casos em que um espectador comum tem de ser capaz de detectar subtilezas imaginárias apenas acessíveis a mentes críticas profissionais para apreciar (o que se revela em 99% dos casos um filme que ninguém gosta).


a história de ladrões e assassinos não me interessou minimamente e achei o naipe de actores completamente desperdiçado.

um filme a ver daqui a uns anos quando passar na televisão... se se conseguirem manter acordados
.
 
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. they cry, they plead, they beg, they piss themselves, they cry for their mothers. it gets embarrassing. i like to kill 'em softly. from a distance .

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