terça-feira, 6 de janeiro de 2015

grand budapest hotel

[ bom ]

título original. the grand budapest hotel.

género. drama.
duração. 100 min
ano.
2014

realização. wes anderson.
argumento. wes anderson. stefan zweig.

protagonistas. ralph fiennes. tilda swinton. edward norton. adrien brody. harvey keitel. jude law.
sinopse. as aventuras de gustave h e de zero moustafa, um par de amigos improvável, que trabalham no famoso hotel budapest. [imdb]
 
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wes anderson leva-nos numa viagem à década de 1930, na fictícia república de zubrowka.    


gustave h, concierge num hotel de 5 estrelas situado num cume montanhoso de difícil acesso, tem a fama (e o proveito) da sua habilidade em satisfazer os hóspedes mais exigentes. tudo o que se passa no hotel tem a sua aprovação ou não, por isso quando o jovem zero moustafa é admitido como paquete, é gustave que vai supervisionar e treinar o novo funcionário, que tem pelo concierge uma admiração enorme.



tudo se passa na rotina das horas até à morte da abastada octogenária madame d., amiga e amante de gustave, e ao desaparecimento de um valioso quadro, deixado a este em herança. acusado injustamente de homicídio e roubo pelos herdeiros familiares, gustave está decidido a provar a sua inocência, limpar o seu bom nome e salvar o hotel da ruína que se avizinha. a ajudá-lo terá o jovem zero, o único amigo que lhe resta.



com um visual e cor fantásticos, o grand budapest hotel "prende-nos" visualmente desde a primeira cena. há muitos actores conceituados a dar vida às personagens (willem dafoe, adrien brody, tilda swinton, ralph fiennes, jeff goldblum, entre outros), diálogos espirituosos (onde se destaca claramente o humor britânico e o humor negro), como aquele em que gustave explica a zero o peculiar papel que desempenha na vida sexual dos hóspedes do hotel: “when you’re young, it’s all fillet steak, but as you get older, you have to move on to the cheaper cuts.”; e uma história dinâmica, a que há que estar atento.



grand budapest hotel é um filme diferente, uma lufada de ar no panorama habitual. é impossível ficar indiferente ao trailer e é com gosto que vemos a sucessão de cenas e cenários, sempre com um actor conhecido. a história absurda não é para levar muito a sério, mas como em tudo o que foge à regra: primeiro estranha-se, depois entranha-se.

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. you see, there are still faint glimmers of civilization left in this barbaric slaughterhouse that was once known as humanity. indeed that's what we provide in our own modest, humble, insignificant... oh, fuck it .

. if i die first, and I almost certainly will, you will be my sole heir. there's not much in the kitty, except a set of ivory-backed hairbrushes and my library of romantic poetry, but when the time comes, these will be yours. along with whatever we haven't already spent on whores and whiskey .
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domingo, 14 de dezembro de 2014

gritos

[ muito bom ]

título original. scream.

género. terror.
duração. 111 min
ano.
1996

realização. wes craven.
argumento. kevin williamson.

protagonistas. neve campbell. drew barrymore. courteney cox. david arquette. rose mcgowan. skeet ulrich.
sinopse. um assassino mascarado começa a matar jovens numa pacata cidade, seguindo as regras dos filmes de terror. [imdb]
 
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scream / gritos é um dos melhores filmes de terror de sempre. quando foi lançado, corria o ano de 1996, foi uma lufada de ar fresco dentro do género e permanece como uma mistura notável de terror e humor negro.

realizado por wes craven, famoso pela saga pesadelo em elm street, o filme revolucionou o género com os diálogos mordazes que gozavam com os lugares-comum do género que o celebrizou.     


na cidade de woodsboro, dois estudantes são esventrados depois de um estranho telefonema de uma figura mascarada. em poucos dias, cumpre-se um ano sobre o homicídio e violação de maureen prescott, que chocou a comunidade, ainda mal refeita da violência, e os habitantes estão apavorados.

aparentemente imunes à desgraça alheia, os jovens da cidade estão preocupados em divertirem-se e aproveitarem as férias da escola, o que os torna alvos apetecíveis. a excepção é sidney prescott, que o assassino persegue implacavelmente e que tenta sobreviver a todo o custo.



Com um argumento original, o filme estabelece as regras de sobrevivência nos filmes de terror: não fazer sexo; não consumir álcool ou drogas; não dizer «volto já»; e todos são suspeitos. o assassino, fanáticos por filmes de terror, acrescenta duas mais, logo no início do filme: nunca perguntar «quem está aí?» e não ir investigar barulhos estranhos.


o elenco é talentoso (com alguns actores, à época, no auge da carreira: neve campbell e courteney cox) e é essencial no saldo final. os diálogos são memoráveis ao ponto da sátira do filme (o primeiro scary movie) os usar à letra, assim como alguns trejeitos das personagens.

a cena inicial (de 12 minutos), com drew barrymore, é uma das melhores cenas de terror do cinema moderno: arrepiante e genial. o final é inteligente mesmo que um pouco previsível, mas a forma como a acção se desenrola até lá é excelente, com satirizações constantes ao género e diálogos sagazes e piadas que os fãs de terror reconhecem imediatamente.


um filme de terror que simultaneamente assusta e diverte, que critica a dessensibilização da juventude face à violência televisiva e cinematográfica e que arrecadou vários prémios e originou 3 sequelas (até ver).

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. what's the point [scary movies]? they're all the same. some stupid killer stalking some big-breasted girl who can't act who is always running up the stairs when she should be running out the front door. it's insulting .

. movies don't create psychos. movies make psychos more creative !
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