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domingo, 23 de agosto de 2026

o convite

 

 [ bom ]

título original. the invite.
género. drama. comédia.
duração. 1h 47m
ano.
2026
realização. olivia wilde.
argumento. cesc gay. rashida jones. will mccormack. 
 
protagonistas. olivia wilde
. seth rogen. penélope cruz. edward norton.

sinopse. dois casais vizinhos jantam juntos pela primeira vez, com a dinâmica entre os quatro a dar origem a conversas e situações inesperadas. [imdb]
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o convite, realizado por olivia wilde, tem um elenco sólido e diálogos com um bom ritmo, que mantêm o espectador interessado no que se passa entre as personagens.

é um filme em que muito do interesse está menos naquilo que acontece, e sim naquilo que as pessoas dizem ou deixam por dizer.

é um remake do filme espanhol sentimental, de cesc gay, que não vi, mas pelo trailer, é evidente que teve uma abordagem mais cómica. aqui, enveredou-se por um registo mais dramático e emocional, ainda que haja espaço para momentos de humor.

os temas do casamento, da intimidade e das dinâmicas de casal são terreno fértil porque há sempre algo que nos ressoa como legítimo: gestos, silêncios e discussões com uma (desconfortável) familiaridade.

 

o excelente quarteto de actores é composto por seth rogen (superbad; the interview), penélope cruz (vicky cristina barcelona; volver), edward norton (fight club; american history x) e olivia wilde (house; tron: legacy).

o convite é um filme (deliberadamente) ambíguo, que mostra como a comunicação é essencial nas relações humanas e como a acumulação de silêncios e tensões pode parecer, tantas vezes, a opção mais fácil, mas dificilmente conduz a um final feliz.

Imagens: Google Search Images

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we love a contentious environment .
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terça-feira, 6 de janeiro de 2015

grand budapest hotel

[ bom ]

título original. the grand budapest hotel.

género. drama.
duração. 100 min
ano.
2014

realização. wes anderson.
argumento. wes anderson. stefan zweig.

protagonistas. ralph fiennes. tilda swinton. edward norton. adrien brody. harvey keitel. jude law.
sinopse. as aventuras de gustave h e de zero moustafa, um par de amigos improvável, que trabalham no famoso hotel budapest. [imdb]
 
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wes anderson leva-nos numa viagem à década de 1930, na fictícia república de zubrowka.    


gustave h, concierge num hotel de 5 estrelas situado num cume montanhoso de difícil acesso, tem a fama (e o proveito) da sua habilidade em satisfazer os hóspedes mais exigentes. tudo o que se passa no hotel tem a sua aprovação ou não, por isso quando o jovem zero moustafa é admitido como paquete, é gustave que vai supervisionar e treinar o novo funcionário, que tem pelo concierge uma admiração enorme.



tudo se passa na rotina das horas até à morte da abastada octogenária madame d., amiga e amante de gustave, e ao desaparecimento de um valioso quadro, deixado a este em herança. acusado injustamente de homicídio e roubo pelos herdeiros familiares, gustave está decidido a provar a sua inocência, limpar o seu bom nome e salvar o hotel da ruína que se avizinha. a ajudá-lo terá o jovem zero, o único amigo que lhe resta.



com um visual e cor fantásticos, o grand budapest hotel "prende-nos" visualmente desde a primeira cena. há muitos actores conceituados a dar vida às personagens (willem dafoe, adrien brody, tilda swinton, ralph fiennes, jeff goldblum, entre outros), diálogos espirituosos (onde se destaca claramente o humor britânico e o humor negro), como aquele em que gustave explica a zero o peculiar papel que desempenha na vida sexual dos hóspedes do hotel: “when you’re young, it’s all fillet steak, but as you get older, you have to move on to the cheaper cuts.”; e uma história dinâmica, a que há que estar atento.



grand budapest hotel é um filme diferente, uma lufada de ar no panorama habitual. é impossível ficar indiferente ao trailer e é com gosto que vemos a sucessão de cenas e cenários, sempre com um actor conhecido. a história absurda não é para levar muito a sério, mas como em tudo o que foge à regra: primeiro estranha-se, depois entranha-se.

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. you see, there are still faint glimmers of civilization left in this barbaric slaughterhouse that was once known as humanity. indeed that's what we provide in our own modest, humble, insignificant... oh, fuck it .

. if i die first, and I almost certainly will, you will be my sole heir. there's not much in the kitty, except a set of ivory-backed hairbrushes and my library of romantic poetry, but when the time comes, these will be yours. along with whatever we haven't already spent on whores and whiskey .
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