segunda-feira, 12 de setembro de 2011

a rapariga do capuz vermelho



título original. RED RIDING HOOD

realização.
catherine hardwicke.
argumento. david johnson.
protagonistas. amanda seyfried. gary oldman. julie christie.

género.
thriller.
duração. 100 min
ano.
2011

sinopse. há anos que os habitantes de daggerhorn sacrificam animais para satisfazer o apetite de um lobisomem e mantê-lo afastado da aldeia. fartos de viver com medo, chamam um caçador de bestas, o padre solomon, para acabar com o problema. a partir daí tudo se complica. [site-do-filme]


avaliação
[ fraco ]

crítica.  já tinha sido avisada para evitar a rapariga do capuz vermelho, mas mesmo assim quis certificar-me que havia ponta por onde pegar, não só porque a história me pareceu interessante mas porque sempre gostei da fábula do capuchinho. pois bem, há ponta por onde pegar... com uma pinça!

gostei das cores em que o filme foi filmado, da interpretação de julie christie como a avó do capuchinho e do uso dos pormenores da história infantil no final. só. a restante hora e meia foi má: parecia que estava a ver um filme encomendado pela mtv, com maquilhagem e cabeleireiro demasiado caprichados, uma narrativa cheia de buracos mas atafulhada de ideias não concretizadas, com um cariz tão comercial que resultou vazio.

gary oldman, com tantos filmes bons, manchou o currículo forte e feio.

a realizadora, a mesma da saga crepúsculo, a continuar assim, será um nome a evitar, o que é uma pena, porque realizadoras há poucas e trazem um novo olhar, mas para tretas destas, mais vale estar quietinha. esperava melhor, nem que fosse uma imitação do filme de neil jordan, the company of wolves, o que tornaria tudo mais tolerável, mas aqui não há metáforas, a sensualidade é forçada, falta misticismo e o papel do lobo torna-se irrelevante.

assim, tudo o que me poderia interessar no filme foi tão maltratado que ficou uma sensação de tempo perdido.

em conclusão, a rapariga do capuz vermelho é uma xaropada a evitar mesmo que passe na televisão.

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.
i'll wait for you ...
. i thought you'd say that .


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sábado, 10 de setembro de 2011

the reef



título original. THE REEF

realização.
andrew traucki.
argumento. andrew traucki. james m vernon.
protagonistas. damian walshe-howling. zoe naylor. gyton grantley.

género.
thriller. terror.
duração. 94 min
ano.
2010

sinopse. baseado em eventos reais, conta a história de cinco pessoas à deriva em alto mar, depois do seu barco começar a afundar. arrastadas pela corrente, quatro delas decidem tentar nadar até terra, mesmo sabendo que há tubarões na água. [site-oficial-do-filme]


avaliação
[ bom ]

crítica.  the reef, mais do que um filme de terror, é um thriller dos bons. pegando na premissa homem versus natureza, conta-nos a história de um grupo de pessoas que se vê forçada a lutar pela vida em pleno oceano.

com um pequeno leque de actores desconhecidos, o fime tem o condão de nos transportar para o ecrã, para a água onde o grupo se encontra. e isso é o melhor, o sentirmos que estamos lá, o arrepiarmo-nos com a visão da temida barbatana, o asssustarmo-nos com o chapinhar na água, ao que não faltam os olhos esbugalhados sempre que um dos protagonistas olha para debaixo de água para tentar localizar o tubarão... e o vê ali ao pé.


apesar da situação ser questionável (quem se vai enfiar em água onde há tubarões quando há a alternativa de ir ao fundo na mesma água mas sentadinho num veleiro virado?), isso rapidamente se ultrapassa e toda a atenção está focada na acção.

nem o ian thorpe, com as suas barbatanas naturais, escapava,
por mais depressa que nadasse...

a forma como the reef está filmado é muito realista e as cenas dos tubarões extremamente bem feitas e inseridas. não há cgi nem pixeis, os bichinhos são reais, assim como a capacidade do realizador nos assustar, o que não me acontecia desde jaws / tubarão.


o filme é pura polpa, arrancando logo após o primeiro quarto de hora, o suficiente para conhecermos os personagens.

para quem gosta de filmes de sobrevivência/com tubarões/acelerados, é obrigatório. para quem tem medo, não vejam ou arriscam-se a nunca mais conseguir nadar para fora de pé.


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. i've fished, i know what is there. i'm not getting in the water .


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