Mostrando postagens com marcador jodie comer. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jodie comer. Mostrar todas as postagens

domingo, 5 de julho de 2026

a morte de robin hood

 

[ bom ]

título original. the death of robin hood.
género. drama.
duração. 2h 02m
ano.
2026
realização e argumentomichael sarnoski.
 
protagonistas. hugh jackman
. jodi comer. bill skarsgard. faith delaney. noah jupe. murray bartlett.

sinopse. nos últimos anos de vida, robin hood é um homem atormentado por décadas de violência. [imdb]
---

a morte de robin hood apresenta-se menos como uma adaptação da lenda clássica, e mais como uma releitura do mito – a expressão “desconstrução” tem sido bastante mencionada online.

para mim, o filme divide-se claramente em duas partes: a primeira como uma fantasia macabra e violenta da figura de robin hood; a segunda como uma história de redenção de um homem envelhecido, que rejeita a lenda heróica que se construiu ao redor do seu nome.

gostei da atmosfera, das paisagens, e da recriação do ambiente medieval inglês do século xiii. o filme avança devagar, apesar da violência inicial. a fotografia é muito boa, embora algumas cenas tenham demasiado nevoeiro e alguns diálogos sejam difíceis de perceber devido a sotaques ou dicção – vi na versão original com legendas em francês, que foram essenciais em algumas partes.

já que estou nesse tópico, achei os temas dos diálogos um dos pontos fortes: fé, equilíbrio, perda e arrependimento trouxeram profundidade ao argumento. nesses momentos, confirmamos que o filme está menos interessado na “lenda de robin hood” e bastante mais no homem por detrás da mesma.

hugh jackman (wolverine) tem uma interpretação sólida; não reconheci bill skarsgard (it; the crow) mas gostei do seu joão pequeno; jodie comer (killing eve; dr foster) é, como sempre, excelente na nuance emocional.

gostei menos do ritmo, quando o filme abranda drasticamente após os primeiros 40 minutos. o arco de redenção é previsível.

fiquei com a sensação de que o cerne da história nem sequer precisava de robin hood. a figura lendária parece funcionar como um anzol para atrair espectadores. 

desaparecem os merry men e o fora-da-lei brincalhão que rouba aos ricos para dar aos pobres. a tal desconstrução que mencionei acima rejeita aquilo que tornou a lenda duradoura: o idealismo, o sentido de justiça, a esperança, o prazer da aventura. no seu lugar, resta um homem desagradável e atormentado pelo seu passado, sem qualquer dimensão heróica.

continuo a preferir versões mais fiéis ao espírito da personagem (como os filmes com kevin costner e sean connery), mas sobretudo o clássico de animação da disney e a deliciosa paródia de mel brooks robin hood: heróis em collants, com cary elwes. são versões que compreendem que robin hood pode assumir diferentes tons sem perder a sua identidade.

não é um mau filme e a ideia de explorar os últimos dias de robin hood é boa.

a execução é emocionalmente distante e dificilmente fará deste um sucesso comercial ou um filme memorável. o conceito merecia um filme melhor: o meu bom aqui é "bom menos".

Imagens: Google Search Images

»»»
. 
he was not a hero. he was a murderous brigand .
»»»

domingo, 19 de setembro de 2021

free guy: herói improvável

 

[ bom ]

título original. free guy.

género. aventura. comédia.
duração. 1h 55min
ano.
 2021

realização. shawn levy.
argumento. matt lieberman. zak penn.

protagonistas. ryan reynolds. jodie comer. taika waititi. joe keery.
sinopse. um empregado de um banco descobre que é um figurante num videojogo, e decide tornar-se o herói da sua própria história. [imdb]
 
---

free guy: herói improvável foi criado pelos mesmos estúdios que produziram deadpool. isso e a sinopse (acima) dizem tudo.


desde o início, o filme é uma montanha-russa: diálogos engraçados debitados por um elenco competente, cenários dinâmicos e coloridos, 1001 referências ao mundo dos videojogos e à sua plataforma principal (twitch), com várias cenas hilariantes e comentários mordazes à cultura social media.
 
 
será um filme melhor apreciado por quem esteja dentro do mundo dos videojogos online que são mencionados (gta; fortnite; payday), mas mesmo quem vá "às escuras", por assim dizer, pode desfrutar de um argumento que valoriza a individualidade pessoal e o desejo de ser feliz.

também não há como falhar as referências ao universo marvel (hulk; capitão américa) e à saga star wars.

 
sair do cinema depois de ver free guy: herói improvável equivale a sair bem disposto e com um pouco mais de fé nas relações humanas. 

»»»
. hey, i'm here with my best friend, trying to help him through a tough time. if that ain't real, i don't know what is .
»»»

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...