sábado, 18 de outubro de 2014

gravidade

[ razoável ]

título original. gravity.

género. ficção científica.
duração. 91 min
ano.
2013

realização. alfonso cuarón.
argumento. alfonso e jonás cuarón.
protagonistas. sandra bullock. george clooney. ed harris.
sinopse. uma engenheira e um astronauta tentam sobreviver no espaço depois de um acidente os deixar à deriva. [imdb]
 
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gravidade foi um dos dois vencedores dos óscares de 2014, arrebatando a estatueta para melhor realizador e uma meia dúzia de menções técnicas (som, banda sonora, efeitos visuais, montagem).

o filme beneficiou de imensa publicidade nos media, inúmeras entrevistas dadas pelas estrelas de serviço, clooney e bullock, inúmeros making of, mas os trailers não me arrebataram ao ponto de o ver no cinema. preferi esperar pelo dvd e desfrutar da obra de alfonso cuarón no conforto do sofá cá de casa.


ryan stone é uma engenheira na sua primeira missão espacial, apoiada pelo veterano matt kowalsky, que cumpre o último voo antes da reforma. devido a um imprevisto, a nave é destruída, matando a tripulação de apoio e deixando stone e kowalsky à deriva, sozinhos na vasta escuridão do espaço.



sem comunicações com a terra, cada respiração rouba mais algum do pouco oxigénio que ainda têm disponível. o único caminho para a sobrevivência é alcançar uma estação espacial desactivada, mas para isso têm de ir mais longe na imensidão do espaço.

o filme é pouco credível. do ponto de vista dramático, tem os ingredientes necessários para agradar: as personagens são emocionais e humanas q.b. nas suas acções, o suspense é bem mantido, o argumento é interessante embora cliché. o realizador não caiu no erro de prolongar o filme e hora e meia é mais do que suficiente para o que há para contar.


mas há aspectos no filme que não fazem grande sentido e o enfraquecem: a fragilidade emocional da engenheira stone seria aceitável não estivesse ela numa missão espacial (duvido que a nasa a tivesse escolhido); o tratamento formal entre os dois astronautas e o facto de não saberem mais sobre o outro é absurdo (os programas de treino duram anos; deviam conhecer-se melhor depois de terem essa formação conjunta; ele pergunta-lhe se ela tem filhos!); a cena de stone a operar os comandos recorrendo a um infantil um-dó-li-tá... eu fiquei de pé atrás. isto é o espaço! mais rigor, se faz favor.
 
um filme razoável com bons efeitos especiais e um argumento altamente questionável. 

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quarta-feira, 24 de setembro de 2014

the quiet ones - experiência sobrenatural

[ razoável ]

título original. the quiet ones.

género. terror.
duração. 98 min
ano.
2014

realização. john pogue.
argumento. craig rosenberg. oren moverman. john pogue.
protagonistas. jared harris. olivia cooke. sam claflin. erin richards.
sinopse. um professor pouco convencional, juntamente com um grupo de estudantes universitários, decide realizar uma experiência com uma jovem peculiar. [imdb]
 
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the quiet ones - experiência sobrenatural é uma história de terror (não me consigo afastar do género durante muito tempo) que se inspira na experiência real efectuada em 1972 pelo dr alan robert george owen, que queria provar que a actividade considerada sobrenatural nada mais é do que o resultado de doenças mentais que se revelam num excesso de energia negativa do ser humano.


no filme, a experiência tem como sujeito jane harper, uma rapariga com problemas mentais e de comportamento que passou toda a sua vida a alternar famílias de acolhimento com orfanatos.


o professor coupland e os seus alunos estão decididos a curá-la, crentes de que todas as suas supostas manifestações demoníacas não passam de um caso de excesso de energia negativa. quando as forças dentro de jane se revelam mais poderosas do que alguma vez poderiam imaginar, os cientistas treinados vêem-se envolvidos numa situação limite.


o resultado é um filme que mistura ideias que já foram exploradas várias vezes: espíritos, possessões, o sobrenatural documentado, tudo sem grande imaginação. os actores principais são bons mas não há por onde esticar; a personagem feminina secundária é um cliché pegado e interpretada por uma actriz sem grande expressão. o final chega ligeiro num filme de hora e meia que tem pouco para oferecer além de cenas previsíveis e um argumento batido.


the quiet ones - experiência sobrenatural passou discretamente nos cinemas portugueses em junho deste ano. é um género difícil de ser bem sucedido, mas quando sai bem (a evocação; insidioso), é memorável. não foi o caso. 

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