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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

carrie (2013)

[ fraco ]

título original. carrie.
género. terror.
duração. 100 min
ano.
2013

realização. kimberly peirce.
argumento. lawrence d cohen. roberto aguirre-sacasa. stephen king (livro).
protagonistas. julianne moore. chloe grace moretz. judy greer. gabriella wilde.
sinopse. o remake da história trágica de carrie, uma jovem com poderes telecinéticos que não socializa com ninguém, protegida em demasia pela mãe religiosa. [imdb]

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passados trinta e sete (!) anos do filme de brian de palma, inspirado no livro homónimo de stephen king, kimberly peirce realiza o remake de carrie, a história de uma jovem educada por uma fanática religiosa que liberta o seu poder telecinético no baile de finalistas. a carrie de brian de palma, com uma peculiar sissy spacek, redefiniu o género e lançou várias carreiras, do realizador e da protagonista ao autor do livro, stephen king.

aquando do filme de 1976, o tema do bullying integrou a ordem do dia e fez repensar a educação religiosa, dando origem a vários artigos e documentários, pondo a nação a discutir a integração dos adolescentes. o tema continua actual e a realizadora teria, neste remake, a oportunidade de relançar o debate, dependendo do impacto do filme.


uma das cenas-chave do filme original perdeu força no remake
este carrie foi uma desilusão, em grande parte devido à forma como carrie white é retratada. 

a actriz chloe moretz tem talento (é um facto) mas a sua carrie fica a milhas da carrie de sissy spacek. nesta, carrie não era uma rapariga gira de cabelo frisado e ressequido, mas tinha uma aparência peculiar e um olhar em constante sobressalto; não era apenas tímida, estava amedrontada o tempo todo, fazendo o máximo por ser invisível. chloe moretz é, desde o início, uma jovem muito bonita que com um pouco de maquilhagem e um brushing poderia passar por uma das raparigas bonitas da escola, o que não combina com a essência de carrie white.

logo aqui, o filme perde força na mensagem porque não cria a empatia que justifica o que se segue.


este remake de 2013 não consegue captar (nem sequer copiar) o impacto das cenas mais fortes do filme de brian de palma, como a cena inicial no balneário e a vingança de carrie white no baile.

ao invés, mostra uma jovem confusa mas gradualmente articulada (mudando num par de dias o que a educação de uma mãe desequilibrada "alimentou" durante uma década e meia), que aprende a controlar a sua habilidade telecinética em tempo recorde, e retrata-o como um anjo vingador com tiques de super-herói quando a sua mente finalmente cede perante a humilhação acumulada, como que desculpabilizando as mortes causadas.



nenhuma ideia, nenhuma cena do filme (excepto a revelação final de sue snell) é acrescentada ou melhorada relativamente ao título de 1976, o que gora em pleno a utilidade deste remake, cujo condão é o de modernizar, sem necessidade, uma história extremamente rica em simbolismo e que vale por si mesma.

o elenco não tem carisma nem traz valor extra, com excepção da talentosa julianna moore, como a fanática margaret white.

um flop, em jeito de chapa na piscina a 100 hm/h, da realizadora do surpreendente os rapazes não choram.

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. the other kids, they think i'm weird. but i don't wanna be, i wanna be normal. i have to try and be a whole person before it's too late .
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domingo, 15 de julho de 2012

hannibal


título original. HANNIBAL

realização. ridley scott.
argumento. steve zaillian.
protagonistas. anthony hopkins. julianne moore. gary oldman. ray liotta. giancarlo giannini.
género. drama. thriller.
duração. 131 min
ano.
2001
sinopse. hannibal lecter refugiou-se em florença e aprendeu a controlar os seus instintos canibais. é descoberto pelo inspector pazzi, que o entrega a mason verger, um sobrevivente de um ataque de lecter. mason quer vingar-se e recorre a clarice starling. [imdb-do-filme]

avaliação
[ bom ]


hannibal é a sequela de o silêncio dos inocentes, mas pode ser visto como um filme autónomo, embora a personagem de hannibal lecter seja mais desenvolvida no primeiro filme.

a acção do filme divide-se entre a itália e os estados unidos, e isto porque o dr lecter se refugiou em florença quando fugiu da prisão, usando o seu imenso conhecimento e inteligência para granjear um posto cultural. levando uma vida discreta, aprendeu a controlar os seus instintos canibais.

porém, na américa, uma vítima sobrevivente de lecter não desiste de o capturar e lança uma recompensa milionária a quem ajudar à sua captura. um inspector italiano decide investigar, obrigando hannibal a lutar pela sobrevivência. paralelamente, a agente clarice starling tem complicações no fbi e sente-se assombrada pelo passado com lecter, com que tem uma ligação intensa.


 there's a lot of freaks in this town...

hannibal é um filme interessante, apesar de não ter a crueza nem a crueldade velada do primeiro filme. mesmo assim, tem cenas interessantes, nomeadamente as que envolvem as personagens de giannini e ray liotta. juliane moore é diferente de jodie foster como starling mas a sua interpretação é credível, embora menos impactante.

como pontos menos positivos, acho que a história tenta misturar muitos sub-enredos sem necessidade, o que não equivale a mais acção, uma vez que este é um thriller psicológico com dois protagonistas sólidos o suficiente. gostava ainda que a acção em florença tivesse sido mais explorada.

acho que esperava uma obra-prima com ridley scott na realização, david mamet como argumentista e anthony hopkins como lecter; o filme é bom mas fica a sensação que poderia ser melhor.

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curiosidade: em florença, onde parte do filme foi filmado, os turistas têm um folheto turístico chamado: "hannibal lecter: visite os locais da cidade onde ele esteve".


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. on a similar note i must confess to you, i'm giving very serious thought... to eating your wife .

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

os miúdos estão bem


título original. THE KIDS ARE ALL RIGHT

realização.
lisa cholodenko.
argumento. lisa cholodenko. stuart blumberg. 
protagonistas. annette bening. julianne moore. mark ruffalo.

género.
comédia. romance.
duração.
106 min

ano.
2010

sinopse. nic e jules são um casal lésbico com dois filhos adolescentes. quando um deles insiste em conhecer o pai biológico, toda a dinâmica familiar é alterada. [site-oficial-do-filme]


avaliação
[ razoável ]

crítica.  the kids are all right / os miúdos estão bem foi o filme independente que concorreu com cisne negro (e outros) nos óscares de 2010. apelidado de comédia refrescante e inovadora, vi muito pouco desses dois epítetos no filme e, não fosse o facto de tratar do tema do casamento homossexual com filhos próprios, seria mais um drama familiar com momentos de humor, logo banal.

jules e nic têm dois filhos adolescentes, joni com 18 e laser com 15; quando o rapaz insiste em conhecer o pai biológico, a clínica de inseminação fornece, após autorização, o contacto do dador de esperma. um encontro é combinado sem as mães saberem.

até que a situação é descoberta e o casal de mães decide também conhecer o "pai", dando início a alguns conflitos no seio da família.

se a relação entre um homem e uma mulher é complicada,
entre duas mulheres também não é pêra-doce!


houve duas ou três cenas fáceis de prever antes de acontecerem, e mesmo que o colorido do tema mude um pouco a forma como é visionado, o filme tem pouca novidade, tornando-se suportável pela galeria de personagens, bastante credíveis, e nada mais.

esperava melhor.

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marriage is hard... just two people slogging through the shit, year after year, getting older, changing. it's a fucking marathon, okay ?
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