sábado, 30 de julho de 2011

real desatino


título original. YOUR HIGHNESS


realização.
david gordon green.
argumento. danny mcbride. ben best.
protagonistas. danny mcbride. natalie portman. james franco.

género.
comédia. aventura.
duração. 102 min
ano.
2011

sinopse. thadeous passou a vida a ver o irmão, fabious, embarcar em aventuras e conquistar o coração do povo. cansado de ser excluído da aventura, da adoração e do trono, resignou-se a uma vida de diversão. quando a noiva do irmão é raptada pelo feiticeiro leezar, o rei faz-lhe um ultimato: ou ajuda no resgate ou acaba-se a boa vida. [site-oficial-do-filme]


avaliação
[ razoável ]

crítica. uma aventura de capa e espada em versão comédia é uma combinação questionável, mas o sucesso é possível, comprovado por robin hood: heróis em collants. your highness / real desatino teria potencial para ser um filme hilariante, mas fica-se pelo bonzinho (inho inho) a resvalar.

dois príncipes irmãos, o mais velho herdeiro da coroa e o retrato perfeito do cavaleiro atlético, corajoso e destemido, preferido pelo pai (o rei) e amado pelo povo, e o mais novo, rechonchudo, egoísta e dado aos prazeres terrenos na mesma proporção que o irmão é dado aos ideais da cavalaria.

quando o primogénito, fabious, se prepara para casar, um feiticeiro rapta a noiva. a intenção é violar a virgem numa noite de eclipse de forma a nascer um dragão mortífero, que lhe vai garantir o domínio do reino pela violência e pelo terror.

o rei ordena então que thadeous acompanhe o irmão na perigosa missão de salvar a noiva e matar o feiticeiro, juntamente com outros cavaleiros. pelo caminho as coisas não correm pelo melhor, com a visita a um mago tarado, emboscadas e lutas pela vida.

o humor está lá, com muito nonsense, crueza, asneiras e piadas sexuais com muitos pénis e rabos à mistura, o que em excesso, reduzem o filme ao humor fácil e evitam uma sátira mais inteligente.

na idade medieval, já havia laca, fio dental e se faziam madeixas.

os actores (franco, portman, theroux) são desperdiçados; há cenas e diálogos bem sucedidos, mas por cada 1 destes, há meia dúzia deles bem brejeiros, que diminuem a qualidade e lhe negam o estatuto de filme de culto que poderia ter atingido.


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. they only say that stuff because of you, because you go out and have to pretend to be the best, and they look at me like i'm some sort of idiot. everyone in the kingdom wants to suck your dick, no one wants to suck mine !

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sexta-feira, 29 de julho de 2011

tinhas mesmo que ser tu


título original. LEAP YEAR


realização.
anand tucker.
argumento. deborah kaplan. harry elfont.
protagonistas. amy adams. matthew goode. adam scott.

género.
comédia. romance.
duração. 100 min
ano.
2010

sinopse. anna quer casar. farta de esperar que o namorado tome a iniciativa, ela viaja até dublin para fazer o pedido, pois de acordo com uma lenda irlandesa, um homem que é pedido em casamento no dia 29 de fevereiro (ano bissexto) deve aceitar. mas a viagem não é fácil e anna vê-se envolvida em situações que mudam a forma como vê a sua vida.  [site-oficial-do-filme]


avaliação
[ razoável ]

crítica. esta é mais uma comédia romântica, leve e despretensiosa como a maioria. a fórmula não é nova e as situações são previsíveis, mas tem cenas engraçadas e os cenários ingleses rurais são lindos, de um verde arrebatador, o que torna a visualização bastante mais agradável.


anna é uma decoradora de apartamentos, que tem uma relação duradoura com o namorado cardiologista. os dois estão à procura de casa comum e anna espera pelo pedido de casamento. quando vê que o mesmo tarda em acontecer, planeia surpreender o namorado, numa conferência na irlanda, e fazer o pedido no dia 29 de fevereiro, agarrando-se à convicção de que a lenda irlandesa garantirá o sucesso e sairá dali noiva.

segue-se então uma viagem atribulada, que atrasa anna mas não a demove. um irlandês alto e bem parecido acede em ajudá-la pelo preço certo e juntos, vivem uma aventura que culmina num romance apaixonado.


a protagonista é uma mulher muitíssimo determinada.
ó p'ra ela a pastorar de saltos altos e saia travada!


apesar de previsível, leap year / tinhas mesmo que ser tu vê-se bem e tem em amy adams uma protagonista competente, com um par romântico (matthew goode) que dá para o gasto, embora sem grande química. os lugares por onde passam são pitorescos e tem o final típico cor-de-rosa.

uma comédia romântica com alguns momentos bons, mas que nunca consegue fugir ao molde.


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.
just put 'em in the wash; they'll be grand .


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quinta-feira, 28 de julho de 2011

quem tem medo do papão?


título original. BOOGEYMAN


realização.
stephen kay.
argumento. eric kripke.
protagonistas. barry watson. emily deschanel. lucy lawless.

género.
terror.
duração. 89 min
ano.
2005

sinopse. o papão ainda habita as memórias de tim como a criatura que devorou o seu pai 15 antes. será o papão real ou será que tim o inventou para explicar o desaparecimento do pai? a resposta está escondida em cada canto escuro da sua casa de infância, um lugar onde tem de regressar aquando do funeral da mãe. [site-oficial-do-filme]


avaliação
[ fraco ]

crítica.  boogeyman / quem tem medo do papão? é do pior género de filmes possível: do género mau.


o início não é de desprezar, com algum suspense, onde assistimos a um tim criança aterrorizado com o papão que vive no seu armário. mas pouco depois de arrancar o filme, já com tim na idade adulta, conseguimos perceber que a qualidade é do mais questionável.


não há gore neste filme, e a tentativa de criar terror é feita através de efeitos sonoros e mudanças de câmara, mas o efeito resulta fraco, o que juntando a uma história muito desinspirada, faz com que a curta duração da fita pareça maior, à medida que o desinteresse se instala.



se não tivesse aparecido a série ossos/bones, estaria
ainda a emily a fazer filmes medíocres como este?


surpreendeu-me bastante ver aqui emily deschanel (a protagonista de ossos) e lucy lawless (a estrela de xena, a princesa guerreira), pois o filme não tem ponta por onde pegar.

a evitar.


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hey, you're not getting weird on me again, are you ?


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quarta-feira, 27 de julho de 2011

chicago


título original. CHICAGO


realização.
rob marshall.
argumento. bill condon.
protagonistas. renée zellweger. catherine zeta-jones. richard gere.

género.
musical.
duração. 113 min
ano.
2002

sinopse. chicago, anos 20. a artista de cabaré velma kelly e a aspirante a artista roxie hart estão no corredor da morte, ambas acusadas de homicídio; as mulheres tentam manipular a imprensa e a opinião pública a todo o custo, pois é a única forma de escaparem ao cadafalso. [imdb-do-filme]


avaliação
[ muito bom ]

crítica. chicago é um filme cheio de pinta, onde não falta humor mordaz em jeito de crítica social, ao som de música orelhuda e com interpretações de se lhe tirar o chapéu.

nos acelerados anos 20, em chicago, as mulheres andam de cabelo e vestidos curtos, os homens são galantes e a diversão da moda são os bares, onde impera o estilo cabaré. velma kelly (zeta-jones) é uma das estrelas do momento. quando é detida pela polícia pelo homicídio da irmã e do marido, a imprensa enche páginas à conta da artista, uns diabolizando-a e outros retratando-a como vítima, garantindo publicidade a rodos.

mas chicago não pára e outra mulher (zellweger) não tarda em roubar a atenção dos media, acusada de assassinar o amante. assistimos então a um confronto das duas onde lutam pela atenção dos jornalistas, manipulando a opinião pública para serem absolvidas. e o espectador segue o percurso todo, acompanhando as reviravoltas e as jogadas de bastidores de advogados e carcereiros, tudo cantado com graça e embrulhado nuns bamboleios ritmados.



um palmo de cara não só alimenta as "gordas" dos jornais diários...
como dá direito a um cartão para sair da cadeia.



chicago tem luz, vida, cor e é sexy; as músicas são marotas e inteligentes q.b., e os actores dão um espectáculo memorável (onde apenas gere destoa, com uma voz fraca e pouco ritmo), e até as coreografias estão muito boas e imaginativas (como a do boneco/ventríloquo na conferência de imprensa e o tango do corredor da morte).

diversão garantida.

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. i don't mean to toot my own horn, but if jesus christ lived in chicago today, and he had come to me and he had five thousand dollars, let's just say things would have turned out differently .

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

trust - perigo online


título original. TRUST


realização.
david schwimmer.
argumento. andy bellin. robert festinger.
protagonistas. clive owen. viola davis. liana liberato.

género.
drama.
duração. 106 min
ano.
2010

sinopse. uma família de classe média vê o seu mundo desabar quando a filha adolescente se torna o alvo online de um pedófilo. as consequências são chocantes e põem tudo em causa. [site-oficial-do-filme]




avaliação
[ bom ]

crítica. trust - perigo online é um filme bastante actual sobre os vários perigos da internet, com enfoque nos chat rooms. chega a tornar-se desagradável e desconfortável mas a mensagem é demasiado poderosa para ser ignorada.

annie tem 14 anos, anda no liceu e pratica vólei na escola. nos anos, os pais oferecem-lhe um portátil e annie passa a dividir o seu tempo entre a vida escolar e a internet, onde conversa online com pessoas da sua idade sobre assuntos variados.

até ao dia em que charlie, um dos seus amigos virtuais com quem tem mais afinidade, lhe propõe um encontro. a mistura de mistério e excitação levam-na a aceitar e, sem os pais saberem, vai ao encontro do rapaz... apenas para descobrir que por detrás do nickname, está uma pessoa bastante diferente.

o filme, bastante próximo do formato tele-filme, avança bastante rápido e grande parte foca-se (e bem) nas consequências do acto de annie, que alterna entre a negação e a vergonha, recusando admitir que foi enganada e crendo que charlie é boa pessoa. 


a forma como é feita a sedução, como as crianças e jovens são manipulados por desconhecidos é assustadora e o filme chega a tornar-se incómodo. a maneira como a dinâmica familiar de annie é alterada é bastante credível, assim como as limitações das autoridades policiais em descobrir a localização dos predadores que actuam na internet.



inocente, parva, ingénua, uma adolescente genuína.



o facto de annie ter uns pais abertos e compreensivos não a tornam menos vulnerável ao perigo nem ajudam à mentalização de que foi uma vítima, agarrando-se a ilusões que vão destruindo a relação de confiança que tem com os pais e os amigos e levando-a ao isolamento.

o filme deve ser visto de mente aberta, sem julgamentos
; o mundo virtual sempre foi ardiloso e as redes sociais estão na ordem do dia; um acesso não monitorizado por parte de crianças e adolescentes pode levar a inúmeras situações, inofensivas ou não;  trust - perigo online aborda uma situação possível, onde os desfechos podem ser bastante trágicos.

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he attacked you .
. it wasn't like that! you don't even know him !

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sábado, 23 de julho de 2011

instinto fatal 2


título original. BASIC INSTINCT 2


realização.
michael caton-jones.
argumento. leora barish. henry bean.  smith.
protagonistas. sharon stone. david morrisey. david thewlis.

género.
thriller. erótico.
duração. 114 min
ano.
2006

sinopse. a escritora catherine tramell está a braços com a lei e o psiquiatra michael glass é destacado pela scotland yard para a avaliar. no entanto, glass envolve-se com tramell e é arrastado para um perigoso jogo de sedução. [site-oficial-do-filme]


avaliação
[ razoável ]

crítica. instinto fatal foi o filme que lançou a carreira de sharon stone; para tal foi crucial a cena com o descruzar de pernas mais famoso do cinema e as muitas cenas eróticas, que criaram muita polémica e especulação (por ex, escreveu-se que as cenas de sexo eram reais). tudo isto (e a figura de stone) puseram o filme no mapa antes ainda de ser exibido e ficou para os anais do cinema.

14 anos, vem a sequela, onde apenas se mantém a personagem de sharon stone, a escritora catherine trammell. apenas isso, porque o que o primeiro filme tinha de bom (a tensão, o suspense e um argumento interessante) o segundo não tem.

sharon stone está fantástica aos 48 anos, sedutora, magnética, uma bomba. cada cena em que aparece beneficia-a e prende-nos ao ecrã. o filme demorou mais de cinco anos para começar a ser rodado, com vários actores masculinos a serem propostos para protagonizar ao lado da actriz e a serem recusados por esta ou pelo realizador. david morrissey foi a escolha final para interpretar o psicanalista que é seduzido pela femme fatale e não está mal.

o filme, apesar de não ser mau, também não é grande coisa. os diálogos "marotos" e as cenas de sexo não são suficientes para ampararem um argumento fraquito e sharon stone não faz o filme sozinha, havendo partes em que a sua personagem está exagerada e demasiado agressiva, longe da personagem mais credível do primeiro filme.



depois da psicoterapia, ela certamente ia para a night, daí a fatiota.



a acção, desta vez, é em londres, onde a escritora é suspeita de ter assassinado um amante (dejá vu anyone?), sendo submetida a uma avaliação psicológica. a partir daqui, o psiquiatra torna-se o seu novo joguete, protagonista do seu novo livro e a pessoa pela qual vemos o desenrolar da história (como no primeiro filme).

mamocas, cambalhotas e vocabulário picante há bastante, mas falta o bom gosto e uma história competente, num filme que podia ser bem pior não fosse o elenco (sharon stone, charlotte rampling, david thewlis) que, apesar de
competente, não salva um filme que não vem acrescentar grande coisa à sétima arte, excepto a possibilidade de vermos um símbolo sexual de hollywood de 50 anos em plena forma.

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kevin franks died. you don't seem very worried .
. i'm devastated... i may never cum again .

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sexta-feira, 22 de julho de 2011

o motel - sem saída


título original. VACANCY 2: THE FIRST CUT


realização.
eric bross.
argumento. mark l smith.
protagonistas. agnes bruckner. david moscow. scott g anderson.

género.
terror. thriller.
duração. 86 min
ano.
2009

sinopse. os funcionários do motel meadow view gravam os hóspedes a ter sexo e vendem cópias. quando um homem assassina uma prostituta, o vídeo é um sucesso e decidem fazer mais. caleb, jessica e tanner param para pernoitar no motel pouco depois e têm uma noite de pesadelo.


avaliação
[ fraco ]

crítica. vacancy 2 - the first cut conta a história de como tudo começou em vacancy / o motel, funcionando como prequela deste. a história é sobre um motel onde os hóspedes são filmados a ser assassinados e as cópias vendidas no mercado negro. este filme explica as origens deste negócio macabro.

o cenário é diferente do primeiro, com um motel diferente. os dois funcionários de serviço têm um quarto com uma câmara e microfone instalados, para onde encaminham todos os casais que lá passam. o objectivo é gravá-los a ter sexo e vender os vídeos. quando gravam o assassinato de uma mulher, as vendas disparam e apercebem-se que têm um novo modelo de negócio bem mais lucrativo.


há malucos para tudo, realmente! ou acham que é menos doente
quem compra os vídeos? chiça!


o filme é fraco, principalmente porque há pormenores que não batem certo ou são pontas soltas (o que é de admirar porque o argumentista é o mesmo), mas falta sobretudo novidade, com a fórmula do primeiro filme a repetir-se, com bastante menos suspense e interesse.
 

eu gostei do primeiro filme, mas este fica bastante aquém. por alguma razão não passou pelos cinemas, indo directamente para dvd.

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. jesus would let these two in here .
. yeah, but he knows if they slit his throat he'll be back in three days !

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quarta-feira, 20 de julho de 2011

o motel


título original. VACANCY


realização.
nimrod antal.
argumento. mark l smith.
protagonistas. kate beckinsale. luke wilson. frank whaley.

género.
terror. thriller.
duração. 85 min
ano.
2007

sinopse. quando o carro de david e amy fox tem uma avaria, eles são obrigados a passar a noite num motel isolado. no quarto, a televisão transmite uns filmes sangrentos... aparentemente filmados ali mesmo. aprisionados, david e amy têm de lutar para sobreviver, antes que se transformem nos protagonistas de um novo filme. [site-oficial-do-filme]


avaliação
[ bom ]

crítica. amy e david estão cansados e irritáveis, maçados de uma longa viagem. ao meterem por estradas secundárias, perdem-se e o carro tem uma avaria. ficam apeados no cu de judas, sem transporte nem rede de telemóvel. a alternativa é alugar um quarto para passar a noite, num motel isolado.

a acção não demora muito tempo a arrancar, assim que o casal é confrontado com umas cassetes de vídeo perturbadoras. começa então uma contagem decrescente, onde a poucas horas da madrugada, o casal tem de sobreviver num local desconhecido e onde os seus movimentos estão a ser gravados.

o filme é bem sucedido porque é credível. os protagonistas são um casal que perdeu um filho recentemente e que está prestes a divorciar-se, mas ao verem-se encurralados, tentam sobreviver e ajudar-se mutuamente. os crimes, o modus operandi dos assassinos, a sequência de acção é também bastante credível e ajuda ao boneco.



suados e em desespero: ou como fica um casal português
depois dos sacrifícios económicos e das medidas de austeridade.


o elenco, reduzidíssimo, está muito bem escolhido e é competente. luke wilson é conhecido pelos seus papéis em comédias e kate beckinsale não costuma fazer filmes deste género, sendo mais famosa pela trilogia underworld, mas estão muito bem e não imagino outros actores a protagonizar (sarah jessica parker foi a primeira escolha para o papel de amy, tendo desistido pouco antes do filme começar a ser rodado).

há falhas, claro, como alguns clichés e cenas menos conseguidas, mas no geral é um filme acima da média e que cumpre bastante bem dentro do género.

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. why didn't you just stay on the interstate ?

. i don't know. i guess i just wanted to make this as miserable as possible, you know? see just how big a bitch you'd be about it .

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domingo, 17 de julho de 2011

o ritual


título original. THE RITE


realização.
mikael hafstrom.
argumento. michael petroni.
protagonistas. anthony hopkins. colin o'donoghue. alice braga.

género.
drama. thriller.
duração. 114 min
ano.
2011

sinopse. um seminarista, a braços com uma crise de fé, viaja até itália para frequentar um curso de exorcismo. [site-oficial-do-filme]

avaliação
[ razoável ]

crítica. a eterna luta do bem contra o mal, a figura do diabo e outros demónios, vende sempre bem. volta e meia, sai mais um filme sobre o assunto, neste caso sobre exorcismos. faz-se a referência-chave - «história baseada em factos reais» -, junta-se um punhado de actores sérios e está o ramalhete composto.


o nosso protagonista, michael, é um jovem encurralado pela tradição familiar na escolha da profissão: pode ser cangalheiro ou padre. como está farto de ajudar o pai a embelezar cadáveres e a envernizar caixões e o seminário lhe permite estudar longe de casa, a opção é fácil. porém, à medida que o dia do juramento de sacerdócio se aproxima, entra em pânico porque não acredita em deus nem na vocação para seguir a vida religiosa.


é-lhe então proposto que viaje até itália, para frequentar um curso de exorcismo. a igreja recebe, anualmente, meio milhão de reportes de possessões demoníacas e os padres não chegam para as encomendas. o processo, complexo, passa pela triagem de aferir se é um distúrbio psicológico, uma encenação calculada ou uma possessão. se for, o padre tem de ter fé e força para expulsar o demónio da pessoa.

houvessem mais padres com o aspecto deste
e eram vê-las a encherem as igrejas às paletes!


michael aceita, pouco convencido. em roma, conhece o padre lucas trevant, um experiente exorcista cansado pelo peso dos anos, que está determinado a transmitir os seus conhecimentos. mostra-lhe o caso de uma jovem de 16 anos, com o qual, michael vê as suas crenças abaladas.



apesar de ter uma história inicial interessante, the rite / o ritual torna-se chato, com a acção a desenrolar-se de uma forma lenta e insípida. salva-se a excelente interpretação de sir anthony hopkins, em grande forma para um setentão, mas que por si só não reabilita o filme. os clichés também são mais que muitos, o que ajuda ao bocejo constante, que só acaba quando começam a rolar os créditos finais.

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. choosing not to believe in the devil doesn't protect you from him .

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sexta-feira, 15 de julho de 2011

a melhor despedida de solteira


título original. BRIDESMAIDS


realização.
paul feig.
argumento. kristen wiig. annie mumolo.
protagonistas. kristen wiig. maya rudolph. rose byrne.

género.
comédia.
duração. 125 min
ano.
2011

sinopse. a vida de annie está uma desgraça, mas quando a sua melhor amiga fica noiva, não se nega a ser dama de honor e ajudar nos preparativos. falida e mal de amores, annie enreda por caros e bizarros rituais para mostrar à amiga e às restantes amigas que está à altura da tarefa. [site-oficial-do-filme]


avaliação
[ bom ]

crítica. a melhor despedida de solteira é um filme bastante divertido que, longe de ser um filme só para mulheres, tem múltiplos ingredientes para agradar à ala masculina.


escrito e protagonizado por kristen wiig (um talento a ter debaixo de olho), conta as aventuras (e sobretudo desventuras) de annie, uma ex-pasteleira desinspirada que perdeu o rumo da sua vida, encurralada num emprego chato e numa relação pouco saudável e com companheiros de casa esquisitóides.


quando a melhor amiga lhe anuncia que vai casar, annie chega-se à frente como dama de honor principal, que tem a hercúlea tarefa de facilitar a vida da noiva e ajudá-la nos (muitos) preparativos do casamento. as restantes damas de honor são um grupo escolhido a dedo, desde a mãe a tempo inteiro que quer aproveitar ao máximo a oportunidade de desbunda à insana irmã do noivo, uma gorducha sem papas na língua nem travões sociais.
 

a primeira hora de filme é hilariante, com piadas muito boas e frequentes (as cenas na loja dos vestidos de cerimónia estão excelentes!). depois o ritmo começa a abrandar, porque todas as comédias têm romance à mistura e uma mensagem séria e altruísta a passar, e o ritmo ressente-se com isso. mas ainda há umas cenas excelentes, como por exemplo a cena do carro para chamar a atenção do polícia.



estão a ver a loura de olhos esbugalhados e boca aberta?
fiquem de olho nela, é um talento confirmado!


não sei se a melhor despedida de solteira é "a comédia do ano" mas está surpreendentemente bem conseguida, já para não dizer que está bem melhor que a ressaca - parte II, que foi sempre publicitada como tal e não cumpriu o esperado.

quanto à tradução do título original para português podia ser melhor.

uma comédia que não sendo genial, proporciona umas boas gargalhadas.

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. do you want to tell a cop about it? we're just like priests, except we would tell everybody afterwards .

. i've seen better tennis playing in a tampon commercial .

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quinta-feira, 14 de julho de 2011

piranha 3d


título original. PIRANHA 3D


realização.
alexandre aja.
argumento. pete goldfinger. josh stolberg.
protagonistas. elizabeth shue. jerry o'connell. richard dreyfuss.

género.
terror. comédia.
duração. 88 min
ano.
2010

sinopse. todos os anos, a população da pacata vila de lago victoria aumenta nas férias da páscoa, com milhares de jovens em busca de sol e divertimento. porém, este ano há algo mais preocupante, para além das habituais ressacas e queixas dos moradores locais. um súbito tremor de terra subaquático provoca a libertação de centenas de piranhas, que começam a atacar tudo o que apanham na água... [site-oficial-do-filme]


avaliação
[ fraco ]

crítica. há filmes que beneficiam imenso de uma máquina publicitária bem oleada, principalmente quando não valem um caracol. piranha 3d é um exemplo flagrante disso mesmo; foi sempre referenciado em revistas da especialidade como um bom filme e que grande treta.


o filme não começa mal se ignorarmos o cgi manhoso; ver o richard dreyfuss a cantarolar uma música que o seu personagem cantava em tubarão / jaws é uma referência inteligente e que apela aos fãs do género. depois dele, há vários actores conceituados a fazer uma perninha, mas isso não é suficiente para aguentar o martírio que é piranha 3d.


imaginem o cenário: férias da páscoa, estudantes aos magotes, cerveja a rodos, praia, raves e festas sem parar. tudo de corpo tonificado e retesado, biquinís, tangas e sungas e está a festa armada. juntem-se umas centenas de piranhas pré-históricas que se têm aguentado praticando o canibalismo e que se vêm libertas neste local de veraneio e é uma orgia de mutilações, urros e água tinta.



dentes afiados a abocanhar chicha é mato neste filme!


os actores não têm com que trabalhar e não são mais do que bonecos, no meio de tanta carnificina visual. depois da primeira meia hora, é difícil não bufar de 5 em 5 minutos à espera que o filme acabe. os efeitos especiais tentam personificar as piranhas, dando-lhes expressões maquiavélicas e olhos vermelhos de fúria assassina, mas o desejo de parar o filme e passar o tempo restante a dar banho ao cão (ou ao canário) é grande porque muito melhor empregue. não o vi no cinema na versão 3d, mas nem assim ele seria melhor.


tem um ponto positivo: não chega a durar hora e meia.

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. t
he piranha hunt in packs. the first bite draws blood, blood draws the pack .

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