sábado, 28 de maio de 2011

sexo sem compromisso




título original.
NO STRINGS ATTACHED


realização.
ivan reitman.

argumento. elizabeth meriwether.
protagonistas. ashton kutcher. natalie portman. kevin kline.

género.
comédia. romance.
duração. 108 min
ano.
2011

sinopse. emma (portman) e adam (kutcher) são amigos de infância que uma manhã fazem sexo. para proteger a amizade, acordam em manter a relação estritamente sexual: nada de discussões, expectativas ou lamechiches. {página-oficial-do-filme}


avaliação
[ razoável ]

crítica.  sexo sem compromisso / no strings attached é uma comédia romântica com um bom elenco e uma ideia batida, que não traz surpresas nem sobressaltos. vi-o pela natalie portman e pelo kevin kline, que cumprem q.b.

o tema são os amigos coloridos, com a diferença (pouco inovadora) que é a madame que quer sexo pelo sexo sem demais complicações. o rapaz aceita, vivem (várias) boas experiências e ele apercebe-se que está apaixonado e quer algo mais. ela é médica, trabalha como uma moura e não tem tempo para saídas, aconchegos nem romantismos. nem os quer. o rapaz fica triste.


pelo meio, temos uma relação com o pai disfuncional (sim, o pai não joga com o baralho todo),  amigos que dão dicas que não interessam para nada, e tentativas coxas dos protagonistas para fugirem aos seus sentimentos.


e se alguém lhe oferecer cenouras, isso é... patchouli ?!


sem reviravoltas e ligeiro, sexo sem compromisso / no strings attached vê-se bem e esquece-se assim que começam a passar os créditos; tem um final feliz (moderno, sem sinos a repicar), uma feel good vibe mas é comum e não se destaca das muitas comédias românticas que são produzidas todos os anos.


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. ten years from now you're gonna
be having sex with your wife. and it's gonna be in the missionary position. and one of you is going to be asleep .
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sexta-feira, 20 de maio de 2011

castle (temporada 1)


título original.
CASTLE (SEASON 1)

criado por.
andrew w marlowe.

elenco principal. richard castle (nathan fillion). kate beckett (stana katic). martha rodgers (susan sullivan). alexis castle (molly quinn). javier esposito (jon huertas). kevin ryan (seamus dever). lanie parish (tamala jones). roy montogmery (ruben santiago-hudson).

género.
policial.

temporada. 1
ano. 2009
episódios. 10

sinopse. rick castle é um autor bestseller de policiais, que acabou de matar a sua personagem principal e está com bloqueio criativo. é contactado pela detective beckett porque alguém está a cometer homicídios como descrito nos seus livros. castle vê em beckett uma potencial personagem e usa a lista de contactos para se tornar consultor da polícia; os atritos iniciais rapidamente dão início a uma dupla imbatível, com muitas bicadas e peripécias. {página-oficial-da-série}


avaliação
[ muito bom ]

crítica.  castle é uma série muito divertida, das melhores que passa actualmente na televisão (axn). cada episódio tem um homicídio a resolver, com a consequente investigação, interrogatórios, colecta de provas e dinâmicas pessoais, tudo regado com suspense e bastante humor.



a razão principal porque gosto da série? o protagonista, sem dúvida. nathan fillion está soberbo como richard castle, um autor milionário que se torna consultor de um departamento de homicídios da polícia de nova iorque, sempre com uma piada na manga e muito descontraído. é um homem-criança assumido, mas as suas contribuições para os casos são bastante válidas e o seu conhecimento da natureza humana inestimável.

além do mais, as turras constantes com a detective beckett garantem um tom mais descontraído e alimentam a tensão sexual do binómio giros-espertos-e-bem-sucedidos-no-que-fazem presente em outras séries (ossos, espião fora de jogo, modelo e detective).



os diálogos estão muito bons, os crimes e histórias de fundo são boas, com temas diversos nesta 1.ª temporada: o assassino voodoo, a vítima mergulhada em petróleo numa banheira, os meninos abastados de dinheiro mas pobres de espírito que brincam à roleta russa com uma arma, o político baleado e enrolado num tapete e enfiado no lixo (mui adequado)
.




como nem só de crimes vive o hóme, rick castle tem uma dinâmica familiar a que não falta animação; a filha adolescente é o sonho de qualquer pai, sempre com boas notas na escola, tino e bom senso a potes. a mãe do escritor vive lá em casa, uma actriz envelhecida (se bem que enxutérrima) que já não consegue encontrar papéis adequados à sua "experiência". o trio tem uma grande química no ecrã e as cenas quotidianas são muito engraçadas e naturais.

esta temporada 1 só tem 10 episódios e aguça o apetite; felizmente, a temporada 2 tem bastante mais episódios, logo mais cadáveres, assassinos e diversão q.b.


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.
esposito (about castle): the man's got the mayor on speed dial. the rich really are different.
. beckett: you want him? he's yours.
. esposito: a control freak like you with something you can't control? that's gonna be more fun than shark week.

. castle (to beckett about marriage): you'd be good at it. you're both controlling and disapproving. you should really try it.


. beckett: we dated for six months.
. castle: i didn't ask.
. beckett: you were not asking very loudly.
. castle: i know, i'm like a jedi like that.

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domingo, 8 de maio de 2011

sem identidade


título original.
UNKNOWN

realização.
jaume collet-serra.

argumento. oliver butcher. stephen cornwell.
protagonistas. liam neeson. diane kruger. bruno ganz.

género.
acção. drama.
duração. 113 min
ano.
2011

sinopse. um homem acorda de um coma e descobre que alguém assumiu a sua identidade. como ninguém acredita nele, alia-se a uma jovem para provar que foi vítima de um plano diabólico. {página-oficial-do-filme}


avaliação
[ bom ]

crítica.  sem identidade / unknown é um bom filme de acção que, não sendo excelente, é bom entretenimento.

 o doutor martin harris (neeson) chega com a esposa a berlim, para participar numa cimeira de biotecnologia. tudo se desenrola normalmente até se ver envolvido num acidente de viação. acorda no hospital dias depois para descobrir que não tem documentos nem ninguém o reconhece (nem a mulher) como martin harris.


desesperado e sozinho num país estranho, tem como aliados uma imigrante ilegal e um enigmático ex-espião (um bruno ganz quase irreconhecível num registo breve mas memorável). começa então uma corrida contra o tempo, com assassinos e conspirações ao barulho.


é das louras 30 anos mais novas que eles gostam mais, lá lá lá lá!


o espectador é surpreendido com a reviravolta do argumento perto do final, que é o que coloca este filme acima de outros filmes de acção. está escrito de uma forma inteligente e por isso vale a pena a ida ao cinema.

de resto, tem as esperadas explosões, os cronometrados tiroteios e as frenéticas perseguições, com agressões e mentiras em cascata.


não desilude.


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. do you know what it feels like to become insane ?
it's a war between being told who you are and knowing who you are... which do you think wins ?
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quinta-feira, 5 de maio de 2011

o segredo dos seus olhos


título original.
EL SECRETO DE SUS OJOS

realização.
juan josé campanella.

argumento. juan josé campanella. eduardo sacheri.
protagonistas. ricardo darín. soledad villamil. pablo rago.

género.
 
drama. romance.
duração. 129 min
ano.
2009

sinopse. um investigador federal na reforma decide retomar a investigação de um crime, passado há 25 anos, que ficou por resolver. acaba por revisitar as suas memórias de amizade, paixão e morte, acrescentando novos dados ao caso. {página-oficial-do-filme}


avaliação
[ obra-prima do cinema ]

crítica.  tenho o preconceito de associar filmes estrangeiros a secas (por experiência própria), e nem o facto deste filme ter ganho o óscar de melhor filme estrangeiro (e o goya, aka óscares de nuestros hermanos) chegaria para me convencer, mas em passeatas pelo tubo, calhou ver o trailer desta jóia e... my gain.

o segredo dos seus olhos é tudo o que eu poderia esperar de um filme e mais ainda. todas as cenas, diálogos e interacção das personagens são bons, coerentes, executados com mestria, da realização aos actores. mistura habilmente mistério, drama, romance, sem esquecer o humor: perfeito para mim.


extremamente bem narrada, a história agarra-nos desde o início e ficamos fascinados com a acção, que é credível e realista (como as cenas passadas no ministério público, as relações entre subordinados e chefes, os "desenrascanços" do protagonista, etc).


se acham que ele está a espreitar-lhe o decote...
são buéréré de perpicazes (viva os óscares!)


é para isto que existe o cinema; num espaço de 2 horas, ri, emocionei-me, mandei bitaites, as emoções foram mais do que muitas. o filme tem uma mensagem belíssima, é portentoso. tem o condão de retratar o ser humano ao pormenor: o vício, a amizade, a tragédia, a dor, as conveniências versus os desejos, tudo isto cabe n' o segredo dos seus olhos.

se virem o trailer e mesmo assim não o quiserem ver, passa-vos um filme magnífico ao lado. your loss.

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. l
a verdad es que no sé que hacer. morales cada día que pasa esta peor, el asesino sabe que lo estamos buscando, tengo un juez que es un estúpido, a irene la quiero matar. y el único tipo en el que confío en este mundo es un borracho, un pelotudo de mierda.

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domingo, 1 de maio de 2011

may


título original.
MAY

realização e argumento.
lucky mckee.

protagonistas. angela bettis. anna faris. jeremy sisto.

género.
drama. terror.
duração. 93 min
ano.
2002

sinopse. may é uma jovem que teve uma infância perturbada. vive sozinha, na companhia da sua única «amiga verdadeira», uma boneca dada pela mãe em criança. quando não consegue encontrar um homem que a faça feliz, decide construir um, ao melhor estilo de frankenstein.


avaliação
[ razoável ]

crítica.  apontado pelos críticos como o digno sucessor de carrie, devo confessar que este filme não me encheu as medidas.

may (angela bettis) é uma rapariguita que nasce com um lazy eye, o que a torna diferente das restantes criancinhas. a mãe fá-la usar uma pala, convencida que é a melhor solução; assim, em vez de aprender a lidar com a sua deficiência, a criança doutora-se na arte de se esconder aos olhos dos outros e isola-se. amigos? zero.

passados alguns anos, reencontramo-la como uma jovem franzina e discreta, que não consegue manter uma conversação normal, não tem nada que se assemelhe a uma vida social (que surpresa!), limitada ao trajecto casa-trabalho e crendo piamente no destino que a mãe lhe vaticinou: está condenada à solidão por ser diferente.

may vive para o trabalho e a sua única companhia é uma boneca de louça (suzie) que a mãe lhe ofereceu, com a condição de não a tirar da caixa. dedica-se ainda à costura, fazendo a própria roupa, a maioria vestidos de corte juvenil.





may apresenta a sua melhor e única amiga:
uma boneca numa caixa de vidro. nada de anormal, portanto!

um dia apaixona-se por um rapaz mas as coisas não correm bem e algo na mente da jovem se quebra... permanentemente. a catarse passa por uma série de crimes, na tentativa de recriar o homem perfeito, que a entenda e que fique com ela para sempre.

may podia ser um filme melhor se o argumento fosse mais trabalhado e a evolução de may mais aprofundada; não direi mais para não desvendar demasiados pormenores, mas parece-me que o enfoque se perdeu um pouco e o realizador se rendeu ao slashing, precipitando um final tétrico.

embora o desfecho tenha sido arrepiante, soube-me a pouco.

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. w
hatcha reading about ?
. amputation .
. is that for work ?
. nope. it's just for fun .


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