[ fraco ]
título original. carrie.
género. terror.
duração. 100 min
ano. 2013
realização. kimberly peirce.
argumento. lawrence d cohen. roberto aguirre-sacasa. stephen king (livro).
protagonistas. julianne moore. chloe grace moretz. judy greer. gabriella wilde.
argumento. lawrence d cohen. roberto aguirre-sacasa. stephen king (livro).
protagonistas. julianne moore. chloe grace moretz. judy greer. gabriella wilde.
sinopse. o remake da história trágica de carrie, uma jovem com poderes telecinéticos que não socializa com ninguém, protegida em demasia pela mãe religiosa. [imdb]
---
a actriz chloe moretz tem talento (é um facto) mas a sua carrie fica a milhas da carrie de sissy spacek. nesta, carrie não era uma rapariga gira de cabelo frisado e ressequido, mas tinha uma aparência peculiar e um olhar em constante sobressalto; não era apenas tímida, estava amedrontada o tempo todo, fazendo o máximo por ser invisível. chloe moretz é, desde o início, uma jovem muito bonita que com um pouco de maquilhagem e um brushing poderia passar por uma das raparigas bonitas da escola, o que não combina com a essência de carrie white.
logo aqui, o filme perde força na mensagem porque não cria a empatia que justifica o que se segue.
este remake de 2013 não consegue captar (nem sequer copiar) o impacto das cenas mais fortes do filme de brian de palma, como a cena inicial no balneário e a vingança de carrie white no baile.
ao invés, mostra uma jovem confusa mas gradualmente articulada (mudando num par de dias o que a educação de uma mãe desequilibrada "alimentou" durante uma década e meia), que aprende a controlar a sua habilidade telecinética em tempo recorde, e retrata-o como um anjo vingador com tiques de super-herói quando a sua mente finalmente cede perante a humilhação acumulada, como que desculpabilizando as mortes causadas.
nenhuma ideia, nenhuma cena do filme (excepto a revelação final de sue snell) é acrescentada ou melhorada relativamente ao título de 1976, o que gora em pleno a utilidade deste remake, cujo condão é o de modernizar, sem necessidade, uma história extremamente rica em simbolismo e que vale por si mesma.
o elenco não tem carisma nem traz valor extra, com excepção da talentosa julianna moore, como a fanática margaret white.
um flop, em jeito de chapa na piscina a 100 hm/h, da realizadora do surpreendente os rapazes não choram.
---
passados trinta e sete (!) anos do filme de brian de palma, inspirado no livro homónimo de stephen king, kimberly peirce realiza o remake de carrie, a história de uma jovem educada por uma fanática religiosa que liberta o seu poder telecinético no baile de finalistas. a carrie de brian de palma, com uma peculiar sissy spacek, redefiniu o género e lançou várias carreiras, do realizador e da protagonista ao autor do livro, stephen king.
aquando do filme de 1976, o tema do bullying integrou a ordem do dia e fez repensar a educação religiosa, dando origem a vários artigos e documentários, pondo a nação a discutir a integração dos adolescentes. o tema continua actual e a realizadora teria, neste remake, a oportunidade de relançar o debate, dependendo do impacto do filme.
este carrie foi uma desilusão, em grande parte devido à forma como carrie white é retratada. aquando do filme de 1976, o tema do bullying integrou a ordem do dia e fez repensar a educação religiosa, dando origem a vários artigos e documentários, pondo a nação a discutir a integração dos adolescentes. o tema continua actual e a realizadora teria, neste remake, a oportunidade de relançar o debate, dependendo do impacto do filme.
uma das cenas-chave do filme original perdeu força no remake |
a actriz chloe moretz tem talento (é um facto) mas a sua carrie fica a milhas da carrie de sissy spacek. nesta, carrie não era uma rapariga gira de cabelo frisado e ressequido, mas tinha uma aparência peculiar e um olhar em constante sobressalto; não era apenas tímida, estava amedrontada o tempo todo, fazendo o máximo por ser invisível. chloe moretz é, desde o início, uma jovem muito bonita que com um pouco de maquilhagem e um brushing poderia passar por uma das raparigas bonitas da escola, o que não combina com a essência de carrie white.
logo aqui, o filme perde força na mensagem porque não cria a empatia que justifica o que se segue.
ao invés, mostra uma jovem confusa mas gradualmente articulada (mudando num par de dias o que a educação de uma mãe desequilibrada "alimentou" durante uma década e meia), que aprende a controlar a sua habilidade telecinética em tempo recorde, e retrata-o como um anjo vingador com tiques de super-herói quando a sua mente finalmente cede perante a humilhação acumulada, como que desculpabilizando as mortes causadas.
o elenco não tem carisma nem traz valor extra, com excepção da talentosa julianna moore, como a fanática margaret white.
um flop, em jeito de chapa na piscina a 100 hm/h, da realizadora do surpreendente os rapazes não choram.
»»»
. the other kids, they think i'm weird. but i don't wanna be, i wanna be
normal. i have to try and be a whole person before it's too late .
»»»
2 comentários:
Também vi e achei fraquinho, honestamente, tirou-me a vontade de ler a obra do King, o que é pena, pois tinha curiosidade.
Jorge
ah, mas tanto o king como o de palma conseguiram retratar "a" carrie assustadora e produto de um fanatismo desmesurado. dá a ambos uma hipótese... ;)
Postar um comentário