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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

mil e uma maneiras de bater as botas

[ razoável ]

título original. a million ways to die in the west.

género. comédia.
duração. 116 min
ano.
2014

realização e argumento. seth macfarlane.
protagonistas. seth macfarlane. charlize theron. liam neeson. amanda seyfried.
sinopse. albert é um cobarde pastor de ovelhas que leva uma tampa da namorada. quando uma misteriosa mulher chega à cidade, vai ajudá-lo a encontrar a sua coragem e os dois apaixonam-se. [imdb]
 
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seth macfarlane, o génio (questionável) por trás do sucesso de family guy, reveza-se nos papéis de realizador, argumentista e protagonista na comédia mil e uma maneiras de bater as botas, passado no oeste americano, uma época altamente turbulenta da história norte-americana.


bem rodeado de um elenco de estrelas, macfarlane interpreta albert, um pacato pastor de ovelhas que tenta, a todo o custo, sobreviver a duelos, lutas de saloon e mordidelas de cascavel. e isto porque albert quer viver uma vida sem sobressaltos ao lado da sua namorada, mesmo que isso signifique ter fama e proveito de cobarde.

quando a namorada o troca por outro (um neil patrick harris engraçado mas unidimensional), albert vê a sua vida andar para trás e tenta reconquistá-la mudando a sua forma de ser. isto coincide com a chegada à cidade de uma mulher deslumbrante, que atira certeiro e incentiva albert a ganhar um par de cojones, ensinando-o a disparar e a ser mais masculino; pelo meio apaixonam-se e as coisas não correm melhor porque a moça já é comprometida e o seu mais-que-tudo é um dos criminosos mais procurados... e vem a caminho da cidade, a dar para o furibundo.



tudo isto se passa entre algumas gargalhas e muitos sorrisos, num filme que recorre aos habituais peidos e asneiras para fazer humor. há momentos bons, como a prostituta que se quer guardar para o marido mas "despacha" os clientes habituais enquanto aquele a espera para saírem ou o médico local que usa um pássaro para catar feridas.



é difícil perceber porque razão macfarlane, que já provou que é mais do que capaz de um humor inteligente, aposta num filme onde a larga maioria das piadas são brejeiras. este filme poderia tornar-se muito mais, mas ficou-se pelo mediano.
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. hey, dude, you really shouldn't drink and horse .
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terça-feira, 20 de março de 2012

the grey - a presa


título original. THE GREY

realização. joe carnahan.
argumento.
joe carnahan. ian mackenzie jeffers.
protagonistas. liam neeson. dermot mulroney. frank grillo.
género.
drama.
duração. 117 min
ano.
2012
sinopse. um grupo de sobreviventes luta pela vida após o avião em que seguiam se despenhar no alasca. têm de escapar ao gelo, ao frio e a uma feroz alcateia de lobos, que os perseguem sem descanso. [imdb-do-filme]


avaliação [ muito bom ]


crítica. the grey - a presa é, à data deste apontamento e nas semanas que se seguem, o melhor filme em exibição no cinema. a luta entre o homem e a natureza resulta bastante bem no grande ecrã, proporcionando uma experiência mais realista. o isolamento e o desespero das personagens e a sensação de vastidão dos cenários impressiona na tela gigante com som surround.

ottway é um perito em lobos, contratado para assegurar a segurança dos trabalhadores numa instalação no alasca. trocado por miúdos, a sua tarefa é matar os lobos que se aproximam demasiado. quando a equipa regressa a casa, o avião despenha-se no deserto de neve e os sobreviventes da queda ficam à mercê dos elementos e dos lobos. o filme segue a sua luta pela sobrevivência, ao que se juntam as dificuldades das relações humanas, com cada homem a revelar as suas fraquezas e medos na dinâmica de grupo.

os meninos à volta da fogueira, com lobos à espreita para os papar...

a acção do filme é electrizante e a história tem momentos de grande tensão emotiva que levam a uma reflexão mais aprofundada de algumas questões (a perda de um ente querido, actos de coragem, como encarar a morte), sem cair na lamechice nem no lugar-comum. o elenco é discreto e muito competente.

the grey - a presa é um filme muito rico simbolicamente, onde o cenário agreste e os lobos são metáforas maiores, com um significado muito mais profundo do que o retratado. como filme de acção é bom, mas como drama é excelente.

a não perder.


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. once more into the fray, into the last good fight i'll ever know. live and die on this day. live and die on this day ...

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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

os miseráveis



título original. LES MISÉRABLES

realização.
bille august.
argumento.
rafael yglesias.
protagonistas. liam neeson. geoffrey rush. uma thurman.

género.
drama histórico.
duração. 134 min
ano.
1998

sinopse. frança pós-revolução. jean valjean cumpriu 19 anos de trabalhos forçados por roubar um pão. quando é libertado, começa uma nova etapa e torna-se um homem respeitável e honesto. mas o passado volta para o assombrar na figura de javert, um antigo guarda prisional. [imdb-do-filme]

avaliação [ muito bom ]


crítica.  os miseráveis é uma das muitas adaptações cinematográficas da obra homónima de victor hugo. nunca li o livro nem vi qualquer outra adaptação, mas fiquei rendida à história e às personagens.

a acção passa-se na frança pós-revolucionária, onde a sociedade está longe de estar estruturada de acordo com os princípios de igualdade, liberdade e fraternidade. o fosso social é gigântico e o povo luta pela sobrevivência, onde um tecto e comida garantem-se dia após dia.

jean valjean vagueia pela rua, recém-saído da prisão duas décadas passadas. revoltado e esfomeado, é acolhido por um religioso que lhe ensina o valor da bondade e do perdão e o recupera para a comunidade.
 

anos mais tarde, valjean é um homem próspero e influente na cidade de vigau, mas esconde o seu passado de ex-condenado. quando o seu antigo carcereiro é destacado para vigau como inspector da polícia, os dois homens lutam por fazer valer o seu poder mas valjean é forçado a fugir, perseguido sem misericórdia pelo implacável javert.

geoffrey rush rouba todas as cenas em todos os filmes em que
aparece e aqui repete a dose

há outras personagens e histórias que, ao longo de duas horas de filme, nos entretêm e maravilham. os diálogos são muito bons, espirituosos por vezes, e há quadros de amor e bondade, e também de muita miséria e maldade.

um clássico em muitos aspectos da narrativa,
os miseráveis tem uma mensagem lúcida e bastante presente, como que em jeito de moral. o homem bom é muito bom e o homem mau é muito mau, mas victor hugo construiu personagens envolventes que passam por situações muito realistas, o que nos permite ignorar alguns clichés.

é um filmão, vejam.


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. i'm a man who... what's the word for it? i'm one of those people who doesn't eat every day. i'm... i'm hungry, that's the word.

. jean valjean my brother you no longer belong to evil. with this silver, i have bought your soul. i've ransomed you from fear and hatred, and now i give you back to god
.

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domingo, 8 de maio de 2011

sem identidade


título original.
UNKNOWN

realização.
jaume collet-serra.

argumento. oliver butcher. stephen cornwell.
protagonistas. liam neeson. diane kruger. bruno ganz.

género.
acção. drama.
duração. 113 min
ano.
2011

sinopse. um homem acorda de um coma e descobre que alguém assumiu a sua identidade. como ninguém acredita nele, alia-se a uma jovem para provar que foi vítima de um plano diabólico. {página-oficial-do-filme}


avaliação
[ bom ]

crítica.  sem identidade / unknown é um bom filme de acção que, não sendo excelente, é bom entretenimento.

 o doutor martin harris (neeson) chega com a esposa a berlim, para participar numa cimeira de biotecnologia. tudo se desenrola normalmente até se ver envolvido num acidente de viação. acorda no hospital dias depois para descobrir que não tem documentos nem ninguém o reconhece (nem a mulher) como martin harris.


desesperado e sozinho num país estranho, tem como aliados uma imigrante ilegal e um enigmático ex-espião (um bruno ganz quase irreconhecível num registo breve mas memorável). começa então uma corrida contra o tempo, com assassinos e conspirações ao barulho.


é das louras 30 anos mais novas que eles gostam mais, lá lá lá lá!


o espectador é surpreendido com a reviravolta do argumento perto do final, que é o que coloca este filme acima de outros filmes de acção. está escrito de uma forma inteligente e por isso vale a pena a ida ao cinema.

de resto, tem as esperadas explosões, os cronometrados tiroteios e as frenéticas perseguições, com agressões e mentiras em cascata.


não desilude.


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. do you know what it feels like to become insane ?
it's a war between being told who you are and knowing who you are... which do you think wins ?
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