terça-feira, 19 de dezembro de 2023

godless / sem deus

[ fenomenal ]


título original. godless
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género. western. drama. acção.
episódios. 7 (7h 32m)
ano.
2017

criador. scott frank.

protagonistas. jack o'connell. michelle dockery. scoot mcnairy. jeff daniels. merritt wever. tantoo cardinal.
thomas brodie-sangster. kim coates. sam waterston. samuel marty. jeremy bobb.

sinopse. um fora da lei aterroriza o faroeste em busca de um antigo membro do seu bando, que encontrou uma nova vida numa vila povoada apenas por mulheres. [imdb]
 
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godless / sem deus começa com a imagem de uma cidade devastada por um gangue de bandidos, cuja violência deixou para trás dezenas de homens, mulheres e crianças assassinados.

é esta cena que acolhe o marshall john cook (sam waterston, law & order) na sua chegada à cidade de creede, colorado, no rasto dos fora-da-lei.

Fonte: Google Images

produzida por steven soderbergh (erin brockovich; ocean’s eleven) e criada, escrita e realizada por scott frank (get shorty; minority report), godless / sem deus, passada em 1884, tem como figura central roy goode (j. o’connell, skins), um bandido que abandona o seu gangue e se refugia numa pequena cidade habitada quase inteiramente por mulheres, trabalhando para uma viúva (michelle dockery, downtown abbey) que vive num rancho com a sogra e o filho índios.

roy é perseguido pelo líder do bando, frank griffin (j. daniels, dumb and dumber), um psicopata religioso que vê em roy o filho que não teve e que considera uma extensão de si mesmo.


Fonte: Google Images

a série tem sete episódios e foi lançada na netflix em 2017, tendo sido votada como uma das melhores séries do ano pelo washington post e pela vanity fair.

eu vi-a este ano e está no primeiro lugar do meu “top 3” de 2023, seguida por dark winds e dead to me.

gosto muito de westerns (bone tomahawk; django libertado; true grit) e godless / sem deus é um de mão cheia, harmonizando a premissa clássica com algumas reviravoltas da fórmula.


Fonte: Google Images

há uma galeria de personagens interessantes e situações muito bem construídas, interpretadas por um elenco sólido. o ritmo é o ideal, levando o seu tempo a desenvolver o enredo mas nunca descurando a acção.

sem surpresas, a série teve várias nomeações aos emmy nas categorias de interpretação, argumento, cinematografia e música; arrecadou os prémios de melhores actores secundários (jeff daniels como frank griffin e merritt wever como mary agnes, a irmã do xerife).

a ver, absolutamente.

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i've seen my death. this ain't it .
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domingo, 29 de outubro de 2023

drácula: o despertar do mal

 

[ razoável ]


título original. the last voyage of the demeter
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género. terror.
duração. 1h 58 min
ano.
 2023

realização. andré øvredal.
argumento. bragi f schut. zak olkewicz. bram stoker (livro).

protagonistas. corey hawkins. 
aisling franciosi. liam cunningham. david dastmalchian. jon jon briones. woody norman. javier botet.

sinopse. uma tripulação atravessa o mar negro em direcção a inglaterra, ignorante da carga que transporta. [imdb]
 
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este novo filme sobre a figura de drácula, realizado por andré øvredal, aborda um dos capítulos do clássico de 1897 de bram stoker, onde se reproduz o diário de bordo escrito pelo comandante do navio demeter, que deu à costa sem a tripulação.

a bordo, o vampiro assombra a tripulação da embarcação responsável por transportar o caixão que o contém, assim como vários outros, cheios de terra do seu castelo na transilvânia.

a ideia é mostrar uma versão do que poderia ter passado a bordo, na viagem entre a roménia e a inglaterra. várias das adaptações ao cinema do clássico de terror de stoker têm sequências passadas no demeter, caso do nosferatu de murnau (1922), e do drácula de john badham (1979).



um site informa que o filme esteve duas décadas em desenvolvimento, numa roda-viva de realizadores e argumentistas. 
em drácula: o despertar do mal (cujo título original é o apropriado the last voyage of the demeter), øvredal é liberal na  galeria de personagens: há uma criança entre a tripulação - o neto do comandante -, e há uma jovem encontrada num dos caixões cheios de terra. no centro da trama, temos clemens, um médico negro formado em cambridge mas impedido de exercer devido à cor da pele.

a restante tripulação divide-se entre supersticiosos a vociferarem sobre a maldição de uma mulher a bordo e marinheiros duros que não se assustam com pouco. são pouco desenvolvidos, o que dificulta uma relação mais próxima com o espectador - são carne para canhão.

os ventos e correntes fortes do tempo carregam o ambiente, e à medida que a tripulação vai sendo alvo da fome do vampiro, o capitão elliot (liam cunningham, o onion knight de game of thrones) torna-se obcecado pela sobrevivência do demeter.

o realizador andré øvredal descreveu a fita como alien - o 8.º passageiro (1979) a bordo de um navio em 1897, apesar de o mesmo não ser ridley scott nem o seu filme conseguir alcançar a tensão, terror e claustrofobia do clássico de ficção científica (e um dos meus filmes preferidos).

drácula: o despertar do mal é fraco em atmosfera e suspense, e repetitivo na construção do terror. o final é fraco. o elenco faz o que pode. 

fica a adição aos mais de 60 filmes sobre o conde drácula.

quem é fã do (sub)género, vai ver o filme no matter what. se é o caso, preparem-se para o esquecer rapidamente.


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a boat without rats - such a thing is against nature  .
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