terça-feira, 11 de setembro de 2012

o ditador


título original. THE DICTATOR


realização.
larry charles.

argumento. sacha baron cohen. alec berg.
protagonistas. sacha baron cohen. anna faris. ben kingsley.
género.
comédia. sátira.
duração. 83 min
ano.
2012

sinopse. o general aladeen é um ditador conhecido por dormir com  celebridades e por organizar os seus próprios jogos olímpicos. depois de uma tentativa de assassinato falhada, aladeen vê-se sozinho e sem dinheiro em nova iorque. [imdb-do-filme]


avaliação
[ a evitar ]

apontamento. o ditador nem começa mal, num qualquer país a abarrotar de petróleo (que parece árabe mas também podia ser na índia), com várias críticas bem apontadas, mas, assim que a acção passa para a américa, começa o festival do disparate.


o desfile de estrelas (ben kingsley, megan fox, john c reilly) compensa algumas cenas, mas o argumento é muito pobre no geral e os diálogos são fraquitos. se se tirasse ênfase à relação amorosa (ah, o amor...) e o foco fosse mais na sátira, creio que teríamos um filme melhor e mais constante ao nível da comédia. assim, algumas piadas são boas, mas a maioria é de mau gosto ou nem sequer têm graça, por isso não há nada do que rir.

estariam a escrever o argumento do filme?

a intenção parece ser ofender o maior número de pessoas possível, tanto são os estereótipos presentes e as piadas racistas e sexuais. o saldo é um filme cansativo, desinspirado e confuso, onde se safam algumas músicas, versões árabes/indianas de alguns hits que resultam bem; se calhar o ditador safava-se como musical... nunca saberemos.

ainda só vi 2 filmes de sacha baron cohen, mas tiveram um ponto em comum: apesar de curtos, têm o condão de parecer mais longos, ao ponto de eu começar a desejar que acabem rápido
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.  i love it when women go to school. it's like seeing a monkey on rollerskates. it means nothing to them, but it's so adorable for us
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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

águas passadas



título original. DARK WATER

realização. walter salles.
argumento. rafael yglesias.
protagonistas. jennifer connelly. tim roth. john c reilly. ariel glade.
género. thriller.
duração. 105 min
ano.
2005
sinopse. dahlia está determinada a avançar com o divórcio e dedicar-se à educação da filha. quando a separação se transforma numa batalha pela custódia da criança, os nervos de dahlia começam a ceder, o que se agrava quando começam a ocorrer coisas estranhas na nova casa. [imdb-do-filme]

avaliação
[ razoável ]




dahlia está a começar do zero. ao mesmo tempo que enfrenta um processo de divórcio e luta pela custódia da filha, tenta lidar com as suas próprias inseguranças. apesar dos poucos meios, aluga um apartamento num prédio já muito antigo e arranja um emprego.

as coisas parecem encaminhadas até que dahlia começa a ouvir barulhos estranhos no andar acima do seu, que está desocupado. assombrada por memórias de infância e dores de cabeça incapacitantes, tem ainda de defender-se dos ataques do ex-marido, que quer ficar com a filha e provar a incapacidade de dahlia como mãe.

lá em cima está o tiro liro liro...
a história banal de águas passadas / dark water é resgatada pela interpretação de jennifer connely e a atmosfera dominante, pois o filme tem muito pouco para oferecer. fica a sensação de claustrofobia e o ar assombrado e vulnerável de dahlia, uma mulher que espelha tristeza e adivinha um final infeliz, tornando a maioria das cenas opressivas.

no final, águas passadas / dark water é apenas mais um dos numerosos remakes de terror asiáticos à moda de hollywood. às vezes as coisas correm bem, como no aviso / the ring, outras nem por isso. neste caso, apesar do filme não ser terrível, não vai além do sofrível.

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curiosidade: na cena da lavandaria, quando dahlia está a mexer nas máquinas, o número 666 é visível por momentos. este número é conhecido por ser o símbolo do anti-cristo.

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. i can't be her mother... i don't know how to be myself !

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