Mostrando postagens com marcador thriller. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador thriller. Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de abril de 2015

o senhor babadook

[ bom ]

título original. the babadook.

género. terror. thriller. suspense.
duração. 93 min
ano.
 2014

realização e argumento. jennifer kent.

protagonistas. essie davis. noah wiseman. daniel henshall. barbara west.
sinopse. uma jovem mãe solteira tenta lidar com o medo de monstros do filho. [imdb]
 
---

o senhor babadook é um filme surpreendentemente bom dentro do género, mas tal não é de estranhar, tendo em conta que a austrália tem produzido algumas pérolas neste campo, entre os quais o aclamado wolf creek.


em o senhor babadook, assistimos à luta diária de amelia, uma viúva que tem de cuidar sozinha do filho, um rapaz que grita e faz algumas fitas como todas as crianças mas que embaraça a mãe com algumas excentricidades. samuel não se dá com a maioria das crianças e tem uma constante necessidade de chamar a atenção, o que causa algumas fricções com outros pais (a própria amelia sente-se isolada e não se identifica com as outras mães com quem socializa). a gota d´água é uma luta do rapaz com a prima, que os isola ainda mais.



uma noite, amelia lê ao filho um livro que nunca vira antes na estante, mas rapidamente o larga, alarmada com o conteúdo violento e sombrio. no entanto, a leitura do livro acorda algo no seu interior e amelia começa a ouvir ruídos e a ver sombras. quando o filho confirma que o babadook (a personagem do livro) está à espreita para lhes fazer mal, tudo se precipita.


o filme torna-se bem mais fácil de compreender depois de percebermos a solidão e desespero que uma mãe solteira enfrenta, o que é retratado brilhantemente no filme. amelia vive uma vida cinzenta depois da morte do marido e não permite que o filho extravase e seja uma criança extrovertida. ela própria deixa de escrever (a sua ocupação antes da morte do marido) e mantém um emprego como auxiliar num lar de idosos, lidando com a doença e a tristeza todos os dias.
 


as manifestações do babadook tornam-se cada vez mais claras à medida que o filme avança e classificá-lo apenas como terror é redutor, pois é claramente mais do que isso. há uma descida à depressão tocante, ou não fosse o tema tratado assustador; a realizadora nunca se acanha em cenas choque e a interpretação de essie davis é imaculada.

um filme muito interessante, que merece uma eventual segunda visualização para apreendermos o que a realizadora quis transmitir.

»»»
. you can't get rid of the babadook .
»»»

domingo, 1 de março de 2015

em parte incerta

[ bom ]

título original. gone girl.

género. drama. thriller.
duração. 149 min
ano.
 2014

realização. david fincher.
argumento. gillian flynn.

protagonistas. rosamund pike. ben affleck. neil patrick harris. carrie coon. tyler perry.
sinopse. no quinto aniversário de casamento, nick dunne avisa a polícia que a esposa desapareceu. sob a pressão dos jornalistas, o retrato da união feliz dos dois começa a desmoronar-se. rapidamente, as mentiras e os enganos postos a nu fazem com que todos questionem: será que nick matou a mulher? [imdb]
 
---

em parte incerta é o primeiro livro de gillian flynn a ser adaptado, sendo que os restantes dois, lugares escuros e objectos cortantes já estão em pós-produção para cinema e televisão (mini-série). o maior êxito dos três livros, este em parte incerta foi aquele que menos gostei. é um bom livro que resultou num bom filme, mas as outras duas obras são, para mim, mais sinistras e assustadoras.


com um bom elenco e david fincher ao comando, não havia forma de termos um mau filme. ao longo de duas horas e meia, assistimos aos acontecimentos ligados ao desaparecimento de amy dunne, uma mulher extremamente inteligente e bem sucedida cujo casamento começa a descarrilar à medida que se esgotam a novidade e o romantismo e o marido é visto a uma luz cada vez mais realista.

no quinto ano de casados, amy desaparece misteriosamente. à medida que o caso apaixona a opinião pública e os jornalistas investigam o passado do casal, nick parece cada vez menos um bom marido e não demora a tornar-se o suspeito mais óbvio.



quando o diário de amy é encontrado, revela o estado do seu casamento: o inicial tom sonhador de amy dá lugar a uma voz medrosa e insegura, de uma mulher que teme pela vida e que já não confia do marido. ao mesmo tempo, nick tenta provar a sua inocência, mas todas as provas o contradizem, ao ponto de ter de contratar um advogado famoso por resolver "causas impossíveis".


como no livro, acção divide-se em capítulos contados pelo casal: os dele após o desaparecimento dela e os dela antes de desaparecer; nick foca-se nos interrogatórios, na organização popular para promover buscas por amy e em convencer as pessoas de que não é um assassino, e amy foca-se na sua vida, na sua carreira e na relação com nick, antes e durante o casamento.

fincher tem tempo suficiente de filme para ilustrar as cenas mais importantes da história (o livro de flynn tem mais de 500 páginas) e desde o início que somos envolvidos num ambiente retorcido e obscuro onde o realizador é mestre. porém, as falhas do livro mantêm-se no filme (ou não fosse a autora a argumentista): um final questionável e algumas pontas soltas que não fazem um "embrulho" convincente.


rosamund pike foi justamente nomeada pela sua interpretação e fincher tem filmes de se lhe tirar o chapéu (fight club e se7en), mas este filme não é o melhor dele.

estou bem mais interessada em ver as outras duas adaptações porque achei os livros superiores a este. em parte incerta, longe de ser mau,
não ultrapassa o best-seller em que se baseia (sobrevalorizado, na minha opinião), mas consegue transmitir o sentimento de inquietação original e é um thriller competente, o que vindo de david fincher desilude um pouco.

»»»
. when i think of my wife, i always think of the back of her head. i picture cracking her lovely skull, unspooling her brain, trying to get answers. the primal questions of a marriage: what are you thinking? how are you feeling? what have we done to each other? what will we do ?
»»»

sábado, 31 de janeiro de 2015

a semente do diabo (2014)

[ razoável ]

título original. rosemary's baby.

género. thriller.
episódios. 2 (176 min)
ano.
2014

realização. agnieszka holland.
argumento. scott abbot. james wong.

protagonistas. zoe saldana. jason isaacs. carole bouquet. patrick j adams. christina cole.
sinopse. adaptação moderna da história de rosemary woodhouse, que desconfia que os seus vizinhos pertencem a um culto que quer ficar com o seu bebé ainda por nascer. [imdb]
 
---

soube desta adaptação d'a semente do diabo recentemente; gostei do livro de ira levin e ainda mais do filme de 1968 de roman polanski, por isso tinha que ver esta mini-série.

sinceramente, eu não tinha grandes expectativas porque o filme de polanski é soberbo e enche as medidas; mas, vá, se esta nova adaptação tivesse metade da qualidade do clássico, o meu tempo seria bem empregue.



o primeiro episódio apresenta-nos os woodhouse, um jovem e feliz casal que tenta ter o primeiro filho. depois de um aborto espontâneo, os dois decidem afastar-se de tudo e ir viver para paris, onde guy tem um contrato de 1 ano a leccionar na sorbonne. habituada a sustentar a casa de família, rosemary aproveita a pausa para usufruir da cidade e concentrar-se numa nova gravidez. entretanto, guy acaba o livro que está a escrever (pelo qual recebe um cheque chorudo) e aproveita para se dedicar à escrita a tempo inteiro, visto que nunca quis ser professor.



pelo meio, os woodhouse conheceram os castevet, um casal mais maduro e sofisticado que os convida a viverem no seu condomínio de luxo, la chimére, o que eles aceitam, incrédulos perante tanta generosidade. a esmola é grande, mas eles não desconfiam, por isso no segundo (e último) episódio, apercebemo-nos de que guy está envolvido no que quer que se esteja a passar, e que rosemary alterna entre a ingenuidade e a paranóia de que os vizinhos querem fazer mal ao seu bebé. neste aspecto, não há uma noção de actualidade e a mocinha parece que come gelados com a testa.



pelo meio, somos brindados com umas belas cenas de paris (uma excelente escolha de local em vez da nova york do livro e do filme original) e por um bom trabalho de actores, mas o facto é que esta adaptação não acrescenta nada ao original e as cenas extra são usadas para pormenores sem importância, em vez de desenvolver as personagens e aprofundar algumas situações (há umas cenas de guy relacionadas com isso, mas são desinspiradas). o final é tolinho, já para não falar de que a cena em que rosemary confronta o culto, é uma sombra do original.



sei que o filme original tem mais de 45 anos mas, a ver um dos dois, seria sempre o de polanski. o filme de 1968 mete esta mini-série a um canto e tem o condão de ser superior ao livro, por isso a tarefa seria sempre difícil. mesmo assim, gosto da história e estava curiosa. o saldo são três horas que se passam bem mas que banalizam o potencial que a história tem e que polanski soube explorar como mais ninguém.

»»»
. all of them witches !

. pregnant women are supposed to gain weight, not lose it !
»»»


domingo, 9 de novembro de 2014

sem limites

[ bom ]

título original. bound.

género. thriller.
duração. 108 min
ano.
1996

realização e argumento. the wachowski brothers.

protagonistas. jennifer tilly. gina gershon. joe pantoliano.
sinopse. duas mulheres planeiam roubar dinheiro à máfia e culpar o namorado de uma delas. [imdb]
 
---

vi bound / sem limites há muitos anos e fiquei impressionada com a história, as protagonistas e o romance entre duas mulheres (um tema pouco comum no cinema). anos depois, muitos filmes passados, não tem o mesmo efeito em mim, mas permanece a mística; os wachowski são talentosos em todos os géneros em que deitam a mão (matrix é um dos meus filmes favoritos) .


violet é uma dondoca sustentada por caesar, que "lava" dinheiro para a máfia. aborrecida por um estilo de vida vazio, envolve-se com corky, uma ex-presidiária que está a remodelar um apartamento no prédio. juntas, as duas amantes planeiam o seu futuro: ficarem ricas com o dinheiro que caesar mantém em casa e usá-lo como bode expiatório, enquanto se põem a milhas.



adoro o look noir e o casal de protagonistas lésbico; é o que diferencia o filme de tantos outros de entre o género e do tema comum a tantos argumentos. quase duas décadas passadas, o filme envelheceu bem, outra característica dos irmãos wachowski.

há violência ou não houvesse mafiosos, há ganância ou não houvesse dinheiro ilícito, há sexo ou não houvesse traição. bound / sem limites é curto mas completo. a galeria de personagens é muitíssimo bem interpretada mas peca pela previsibilidade. tilly é perfeita como a burrinha que tem tanto de cérebro como de pernas; gershon tem o aspecto duro de uma criminosa (demasiado requintada em aspecto, mas nada é perfeito); pantoliano é o pau-mandado sem iniciativa que papa todas as mentiras que lhe dão com o ar de otário (e o penteado a condizer) que se espera.



um excelente exemplo de neo-noir e um bom thriller. 

»»»
for me, stealing's always been a lot like sex. two people who want the same thing: they get in a room, they talk about it. they start to plan.i t's kind of like flirting. it's kind of like... foreplay, 'cause the more they talk about it, the wetter they get. the only difference is,i can fuck someone i've just met. but to steal? i need to know someone like i know myself.
»»»

domingo, 27 de julho de 2014

sem limites

[ muito bom ]

título original. limitless.

género. thriller.
duração. 105 min
ano.
2011

realização. neil burger.
argumento.
leslie nixon.
protagonistas. bradley cooper. robert de niro. abbie cornish. anna friel.
sinopse. um aspirante a escritor vê a sua vida mudar radicalmente quando o ex-cunhado lhe dá a experimentar nzt, um novo e revolucionário fármaco que exponencia o potencial de quem o toma. [imdb]
 
---

o aspirante a escritor eddie morra está desnorteado. o adiantamento que recebeu para o livro está a escassear, o livro está a anos-luz de estar acabado, e a namorada, farta da relação desequilibrada que têm, manda-o dar uma volta.

quando o ex-cunhado se cruza com ele, eddie está em baixo; acabam os dois num bar, recordando o passado e recapitulando o presente. antes de sair, o "amigo" deixa a eddie a última sensação do momento, apenas acessível aos endinheirados: nzt, um comprimido que promete levar a mente a locais nunca antes acedidos. assim que a droga faz efeito, eddie vê a vida de uma cor inédita: acaba o livro em 4 dias, percebe o que tem de fazer para ser bem sucedido e em algumas semanas, muda a sua vida.


assente na premissa de um comprimido que permite o uso do cérebro a 100% (em vez dos 20% cientificamente provados) e ao que isso pode levar, sem limites transmite espectacularmente o efeito vertiginoso da nzt-48 através de fantásticos efeitos visuais e animações. o argumento foca-se na ascensão de eddie morra de escritorzeco com trocos contados a analista financeiro com vários milhões na conta bancária a desfrutar do melhor da vida.


gosto do ritmo vertiginoso do filme e bradley cooper faz um excelente trabalho com uma personagem oscilante. o resto do elenco é competente, embora decorativo; de niro não tem grandes hipóteses de brilhar porque o papel não permite mais. é raro haver uma justificação para um visual tão artístico (quase todas as cenas têm um pormenor elaborado), mas aqui justifica-se - e adora-se.


se tivesse de apontar o menos bom, seria a mensagem do filme. o que faz alguém com um acesso privilegiado ao conhecimento e uma compreensão extraordinária da natureza humana? erradica a pobreza, a fome? arranja uma forma de melhorar a vida de milhões de pessoas? investiga uma cura para o cancro? não. antes se promove e enriquece, arranjando uma forma de ter ainda mais poder e ascendente sobre terceiros. presumo que depende da mente...

baseado no livro dark fields (que fiquei curiosa em ler), sem limites é uma delícia para quem gosta de thrillers inteligentes com um cheirinho de ficção científica. o conceito é original, a acção é intrigante e o saldo é tão bom que estou disposta a desculpar o final algo desenxabido (assim como a piadinha envolvendo os portugueses no início da ascensão de eddie morra).

gostava de ver mais (bons) filmes semelhantes a este.

»»»
. what was this drug? i couldn't stay messy on it, i hadn't had a cigarette in six hours, hadn't eaten, so... abstemious and tidy? what was this? a drug for people who wanted to be more anal retentive ?
»»»

domingo, 25 de maio de 2014

enquanto dormes

[ bom ]

título original. mientras duermes.

género. thriller. suspense.
duração. 102 min
ano.
2011

realização. jaume balagueró
argumento. alberto marini.
protagonistas. luis tosar. marta etura. alberto san juan. petra martínez.
sinopse. césar é um homem que não consegue sentir alegria. contenta-se em atormentar os outros e como porteiro de um prédio, diverte-se secretamente com pequenos jogos, tendo acesso a todas as casas e bens dos moradores. [imdb]
 
---

enquanto dormes é um filme inquietante.

a sua figura central é césar, um homem amargo e incapaz de sentir alegria ou felicidade, tirando prazer da desgraça alheia.

a diferença é que césar cria essas mesmas situações, deleitando-se depois com as consequências, seja sob a forma de queixas, expressões infelizes ou revivendo o momento. césar parece apenas mais um cabrão no início do filme, mas vai revelar-se mais perigoso e cruel.


retratando na perfeição o porteiro faz-tudo disponível dia e noite, césar passa as noites junto da alegre clara... sem esta saber. totalmente obcecado em acabar com a aura de luz e boa disposição de clara, noite após noite, o homem invade-lhe e a intimidade, desejando-lhe um sonante bom dia quando a jovem passa na portaria, ignorante do que se passa.

césar confessa tudo o que faz à mãe, imobilizada numa cama de hospital, cujo horror é visível nas lágrimas que chora enquanto ouve o filho.

apesar das constantes sabotagens (infestações e alergias provocadas por césar), clara mantém-se uma pessoa positiva a toda a prova, o que exaspera mais o psicopata, que arranja novas formas de a atormentar.

em hollywood, filmes como os estranhos e perigo à espreita já abordaram a temática, mas nenhum com o refinado sadismo de jaume balagueró, um talento comprovado no cinema de terror (adorei the darkness, injustamente pouco difundido, e o aclamado rec).


um bom filme pede um bom elenco e aqui luis tosar (de quem sou fã desde o espectacular cela 211) enche o ecrã, compondo um voyeur arrepiante, suportando toda a carga emocional do filme, no seu tom desapaixonado e olhar velado.


enquanto dormes é obrigatório para fãs de thriller e suspense, quase que um psycho dos tempos modernos, com um norman bates mais assustador.

»»»
. es usted muy buena señora verónica, no entiendo porque sigue soltera, sí, y sin hijos ni nadie a su lado, cada vez le va a ser más difícil. usted es mayor y cada vez lo será más y es una pena que tenga que ir consumiendose sola en ese apartamento. (...) es que yo lo veo, son muchas horas aquí con los vecinos oyendo cosas y me doy cuenta y sí hacen ver que la escuchan, pero es por pena, en el fondo les importa usted una mierda, así que no se fie, hágame caso, está usted vieja y rematadamente sola y créame que la compadezco porque eso tiene mal remedio. muchas gracias por el estofado .
»»»

sábado, 15 de fevereiro de 2014

the killing 2: crónica de um assassinato

[ muito bom ]

título original. forbrydelsen (II).
género. thriller. policial.
episódios. 10 (550 min)
ano.
2009

criado por. soren sveistrup.
protagonistas. sofie grabol. morten suurballe. nicolas bro. kurt ravn. mikael birkkjaer.
sinopse. dois anos após o caso birk larsen, sarah lund continua afastada da investigação criminal. o seu antigo chefe, brix, chama-a para ajudar a desvendar o homicídio de uma advogada. [imdb]

---

sou mega fã desta série policial dinamarquesa, devorei a primeira temporada de the killing: crónica de um assassinato (opinião aqui) há cerca de um ano atrás, e consegui apanhar a segunda no axn black (a terceira e última temporada saiu em 2012, mas ainda não foi exibida por cá).

esta 2.ª temporada tem 10 episódios e cada um cobre as 24 horas de um dia da investigação feitas pelos detectives sarah lund e ulrik strange. a acção é non stop, os diálogos são acelerados e há voltas e reviravoltas suficientes para deixar a cabeça à roda do espectador mais experiente do género; torna-se compulsivo ver esta série.


desta feita, brix manda chamar lund ao departamento de investigação criminal, pois a detective tinha sido despromovida no final da temporada anterior e afastada para desempenhar outras funções.

o caso a averiguar é o do assassinato da advogada anne dragsholm, esfaqueada violentamente e exposta num cemitério histórico. tudo parece apontar para o marido, inicialmente, mas lund imediatamente detecta outras provas que refutam a teoria e os levam a uma base militar, envolvendo informação confidencial e desfiando outro novelo de acontecimentos.




paralelamente, o ministro da justiça entra em coma no hospital e o irreverente thomas buch é nomeado pelo primeiro-ministro para o substituir. buch começa a suspeitar do envolvimento do seu antecessor no encobrimento de mortes de civis no afeganistão por forças dinamarquesas, uma ligação que faz surgir o nome da advogada assassinada.

com a equipa do ex-ministro, buch começa a investigar por conta própria, reunindo provas de uma conspiração de proporções políticas inimagináveis.



do lado da polícia, sarah lund não desilude, obcecada pelo trabalho e anti-social como de costume, colocando a descoberta da verdade acima de tudo. ela é a super-polícia por excelência: rigorosa, implacável e incansável.

o seu novo parceiro, strange, tenta acompanhá-la como pode, apoiando-a junto de brix e da director da polícia, hedeby, que questionam a impulsividade da detective, que segue o seu instinto quase que irracionalmente. 



do lado político, assistimos ao jogo das cadeiras habitual, com toda a gente a tirar o nome da ribalta quando as coisas começam a ficar menos famosas e a falarem com os jornalistas quando há louros a recolher.


longe do sentimentalismo das séries americanas, the killing 2: crónica de um assassinato traz de volta a sombria copenhaga e os sisudos dinamarqueses, numa excelente série policial noir que nos deixa completamente siderados e viciados, satisfeitos por poder assistir a boa televisão. as interpretações são muito boas e a qualidade é inquestionável.

uma feliz sequela da primeira temporada, the killing 2 tem o carimbo de qualidade habitual e aguça (e muito) o apetite para a temporada final, que provavelmente irei ver em dvd, tal a curiosidade em deliciar com mais um caso da super-bófia lund.

»»»
. sarah lund, i've heard a lot about you .
»»»

 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...