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domingo, 9 de fevereiro de 2020

jojo rabbit

[ muito bom ]

título original. jojo rabbit.

género. drama. comédia. guerra.
duração. 1h 48min
ano.
 2019

realização e argumento. taika waititi.

protagonistas. taika watiti. roman griffin davis. scarlett johansson. thomasin mckenzie.
sinopse. um rapaz, membro da juventude hitleriana, descobre que a mãe está a esconder uma jovem judia. [imdb]
 
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esta noite são os óscares e a lista de nomeados a melhor filme é longa; jojo rabbit está entre os nomeados, e dos cinco (em nove) que vi, é um dos meus favoritos, a par com parasita


jojo tem 10 anos e vive numa cidade alemã nos últimos meses da segunda guerra mundial. o pai foi chamado para a frente de batalha e ele e a mãe vivem sozinhos. jojo é precoce mas naturalmente tímido, e quer ser como os outros meninos. sendo um rapaz do seu tempo, é fervoroso na sua defesa da ideologia nazi, crendo profundamente no que lhe é ensinado e envergando com orgulho o seu uniforme da juventude hitleriana. tem um amigo imaginário: pateta, espontâneo, que dança desengonçadamente... e é o sósia - versão maori - de hitler.


vamos seguindo a vida de jojo, semelhante à de tantas outras crianças alemãs na altura. torna-se bastante evidente como o ódio tem de ser ensinado para ser praticado. a mãe do protagonista tenta confrontar o filho com o extremismo das suas convicções sem revelar abertamente a sua própria ideologia. as cenas entre os dois são muito bonitas e enternecedoras; já as cenas entre jojo e a jovem judia são de confrontação e descoberta. à medida que jojo descobre outro tipo de amor, o ódio [aos judeus] deixa de fazer sentido.

e é isso que jojo rabbit é: a história de um rapaz que se apaixona e tem de manter a sua paixão secreta de toda a gente, incluindo dele mesmo, enquanto se apercebe de que a maioria dos adultos que o rodeiam lhe mente e são eles mesmos infantis nas suas convicções e no seu ódio. os diálogos são eficazes e o realizador/argumentista (que interpreta hitler) rouba todas as cenas em que aparece, a par com o melhor amigo de jojo (o estreante archie yates).


jojo rabbit nunca tenta ser um filme sobre o holocausto, e os momentos dramáticos são escassos e atenuados, mas subtilmente refere-se a várias atrocidades cometidas nessa altura. os diálogos entre adultos são irónicos e baseados na propaganda nazi da altura. várias personagens são caricaturas, as suas acções risíveis (como a cena em que o protocolo nazi do "heil hitler" é ridicularizado).

no final, o bem triunfa. a vida é bela; e dançar é obrigatório.

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. you're not a nazi, jojo. you're a ten-year-old kid who likes dressing up in a funny uniform and wants to be part of a club .
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sábado, 20 de abril de 2013

vicky cristina barcelona


[ bom ]


título original. vicky cristina barcelona.

género. romance. comédia.

duração. 96 min
ano.
2008
realização e argumento. woody allen.
protagonistas. scarlett johansson. javiwe bardem. rebecca hall. penélope cruz.
sinopse. vicky e cristina são as melhores amigas do mundo, mas têm atitudes completamente diferentes no que toca ao amor. de férias em barcelona, conhecem juan antonio, que vai pôr à prova os seus ideais românticos. [imdb-do-filme]

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vicky cristina barcelona segue duas amigas de férias em barcelona. vicky está noiva e de casamento marcado e cristina está à procura de um sentido na vida, indecisa sobre o que quer fazer. o duo diverte-se a explorar a cidade e a fazer amizades, mas ninguém as marca e seduz como juan antonio, um pintor desconcertante na forma como as aborda.
 

a scarlett continua sem me convencer...

a história é simples e contém alguns clichés, mas os diálogos são refrescantes e compensam o lado menos positivo. as interpretações são bastante boas, com rebecca hall e penelope cruz a destacarem-se dos demais (embora a personagem de maria elena seja demasiado caricatural para merecer um óscar); javier bardem é convicente como o artista atormentado pela ex-mulher, mas que não desiste de a procurar em cada mulher com quem se envolve. já scarlett johansson é fraquinha e creio que a evolução da sua personagem não é feita da melhor forma, por limitações da actriz e não do argumento.



este duo incendeia o ecrã; excelente química!
a visão de allen é uma reflexão sobre o amor e as relações, vividas a dois e a três, na dinâmica que opõe o conservadorismo americano à forma mais livre, e até libertina, europeia de amar. como sempre, o realizador e argumentista não desilude e as suas personagens femininas são sempre deliciosamente complexas.
apesar de não ser tão bom como meia-noite em paris, vicky cristina barcelona é um bom filme à la woody allen.

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. oh, what makes him so angry toward the human race ?
. because after thousands of years of civilization they still haven't learned to love .

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sábado, 9 de fevereiro de 2013

hitchcock


[ bom ]

título original. hitchcock.

género. drama.

duração. 98 min
ano.
2012
realização. sacha gervasi.
argumento
. john j mclaughlin.
protagonistas. anthony hopkins. helen mirren. toni collette. scarlet johansson.
sinopse. a relação entre hitchcock e a mulher, alma, na produção e lançamento da mais ousada, e mais aplaudida, aventura cinematográfica do realizador, psico. [imdb-do-filme]

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tinha bastante curiosidade em ver este filme, como fã do mestre do suspense. embora um título que tenha o nome da figura principal remeta para uma biografia, aqui não é o caso. hitchcock não narra a vida e obra do cineasta, centrando-se apenas no período de tempo que cobre a execução do seu maior sucesso na tela, psycho. também o enfoque na mulher do realizador, alma reville, e o seu protagonismo apontam para que o título de "hitchcock e alma" fosse mais apropriado.

o filme passa-se em 1959; hitchcock acabou de lançar intriga internacional e sente-se incomodado quando um jornalista sugere que é altura de se reformar. espicaçado, decide recuperar a irreverência artística dos anos iniciais e começa a procura por um livro que justifique um argumento em que valha a pena investir. encontra-o no livro de robert bloch, psycho, baseado na vida do serial killer ed gein.

é difícil vermos neste "boneco" hannibal lecter

a ideia não é bem recebida pelos estúdios nem pela mulher de hitchcock, alma, que está decidida a escrever um argumento com um amigo. mas o realizador está obcecado com a ideia e quando a solução passa por financiar o filme independentemente, hipoteca a casa para o poder filmar.

a partir daqui, assistimos ao processo criativo que resultou em psycho: o casting, o argumento, as cenas, os efeitos visuais e sonoros. mais nenhuma obra do autor é focada ao passo que a relação entre alma e hitchcock é-o e de que maneira.
hitchcock deixa adivinhar um homem inseguro e não tão genial, obcecado por louras esculturais e que depende de uma forma pouco saudável da esposa, cuja personagem é bastante mais desenvolvida e complexa. sinceramente, apesar de não conhecer quase nada da vida de alma reville, não é a ideia que tinha (nem continuo a ter) de alfred hitchcock.
são as cenas que se relacionam com psycho que realmente nos prendem a atenção e que dão a deixa para as cenas mais inteligentes, bem humoradas e mordazes do filme. tirando isso, torna-se algo banal, onde a figura hitchcockiana apenas faz corpo presente, sem grande profundidade.

anos 60, hollywood, glamour zero

a grande maioria do filme é "roubada" pelo elenco feminino, com tónica em helen mirren (alma reville) e scarlett johansson (janet leigh), ao que se contrapõe um excelente james d'arcy como anthony perkins, com pouquíssimo tempo de antena (o que é uma pena). anthony hopkins está bem, mas o seu hitchcock pareceu-me pouco natural; a classe e o sarcasmo estão lá, mas muitas cenas pareceram-me forçadas. este hichcock é pouco brincalhão e demasiado instável, nada parecido com aquele que vi em entrevistas ou na televisão.

gostava de ter gostado mais, passe a redundância. adorei as partes que rodeiam a rodagem de psycho e aquelas em que hitchcock lida com os censores mas tudo o resto é aborrecido. pode ser que, no futuro, hollywood faça justiça ao mestre do suspense com um filme à sua altura e largura.


um filme bonzinho, assim um bom menos.

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. you may call me hitch, hold the cock .

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

diário de uma nanny


título original.
THE NANNY DIARIES


realização e argumento. shari springer berman. robert pulcini.
protagonistas. scarlett johansson. laura linney. paul giamatti. alicia keys.
género. romance. drama.
duração. 106 min
ano.
2007
sinopse. annie, recém-licenciada, tenta compreender o seu lugar no mundo.  decide tornar-se baby-sitter numa família rica e rapidamente aprende que a vida não é tão cor-de-rosa no outro lado da faixa social. [imdb-do-filme]

avaliação
[ fraco ]



diário de uma nanny é insonso. scarlett johansson passeia-se pelo ecrã, faz caretas e gagueja deixas, num filme com a profundidade de um prato raso.

annie tirou o canudo e não sabe o que fazer da vida, por isso aproveita o emprego como ama interna até perceber o próximo passo e ganhar algum dinheiro. a ideia é assistirmos à forma como a jovem se encontra a ela própria enquanto cuida de uma criança cujos pais abastados fazem tudo menos passar tempo em família.


o filme é muito previsível, mas o pior são as personagens, tão estereotipadas que adivinhamos o que vão dizer e fazer durante todo o filme. o romance do filme é fraquito e forçado, como que enxertado porque tinha de haver um romance e "prontos".

a única coisa boa do filme é a interpretação e presença de laura linney como senhora x, a patroa de annie. rouba todas as cenas em que aparece e dá dimensão a uma personagem condenada à partida.  

nunca li o livro que deu origem ao filme, mas depois de ver este, a curiosidade é nula.

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curiosidade: a música "chim chim cher-ee", do filme mary poppins, ouve-se quando annie está a considerar tornar-se nanny. mais à frente no filme, a música é o seu toque de telemóvel.


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. in africa they have the saying, it takes a village to raise a child. but for the tribe of the upper-eastside of manhattan, it takes just one person. the nanny .

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