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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

last vegas - despedida de arromba

[ razoável ]

título original. last vegas.

género. comédia.
duração. 105 min
ano.
2013

realização. jon turteltaub.
argumento.
dan fogelman.
protagonistas. morgan freeman. robert de niro. michael douglas. kevin kline.
sinopse. um grupo de amigos de infância, agora reformados, junta-se numa despedida de solteiro em las vegas. [imdb]
 
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last vegas - despedida de arromba é um filme road-trip com gimbras. os gimbras são um grupo de 4 homens, todos sessentões, que se conhecem desde putos, os flatbush four.


à beira dos 70 anos, reúnem-se em las vegas para o casamento do solteirão inveterado do grupo, billy, e da sua noiva de 30 anos.

o restante grupo divide-se entre: o viúvo que passa o dia fechado em casa a olhar as fotografias da mulher, o velhote que vive com o filho que lhe controla os movimentos e o reformado da flórida que se sente encurralado numa rotina cinzenta mas a quem a esposa dá permissão para "pular a cerca".



alternando o tom entre a comédia e o drama, as deixas de humor são previsíveis e o drama de pacotilha.

relevante é o elenco, todos eles "óscarizados" e com provas dadas: morgan freeman, robert de niro, kevin kline e michael douglas. o argumento não esteve à altura do naipe de actores (incluindo uma personagem secundária que foi pena não ter aparecido mais), o que foi uma pena, pois as situações imaginadas para manter a acção não tiveram grande interesse (por exemplo, o concurso em biquíni em que os quatro amigos são convidados para serem os juízes da prova é uma longa cena, com tanto de tolo como de desnecessário).



consigo perceber que a audiência-alvo deste filme seja mais velha, mas percebi a mensagem que o filme transmite e acho-a salutar; a forma como foi feita é que deixa a desejar.


um filme morno para ver quando calhar.

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. this is your last night as a bachelor, billy. you better brace yourself for tomorrow, but tonight we're gonna party like it's 1959 .
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domingo, 27 de julho de 2014

sem limites

[ muito bom ]

título original. limitless.

género. thriller.
duração. 105 min
ano.
2011

realização. neil burger.
argumento.
leslie nixon.
protagonistas. bradley cooper. robert de niro. abbie cornish. anna friel.
sinopse. um aspirante a escritor vê a sua vida mudar radicalmente quando o ex-cunhado lhe dá a experimentar nzt, um novo e revolucionário fármaco que exponencia o potencial de quem o toma. [imdb]
 
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o aspirante a escritor eddie morra está desnorteado. o adiantamento que recebeu para o livro está a escassear, o livro está a anos-luz de estar acabado, e a namorada, farta da relação desequilibrada que têm, manda-o dar uma volta.

quando o ex-cunhado se cruza com ele, eddie está em baixo; acabam os dois num bar, recordando o passado e recapitulando o presente. antes de sair, o "amigo" deixa a eddie a última sensação do momento, apenas acessível aos endinheirados: nzt, um comprimido que promete levar a mente a locais nunca antes acedidos. assim que a droga faz efeito, eddie vê a vida de uma cor inédita: acaba o livro em 4 dias, percebe o que tem de fazer para ser bem sucedido e em algumas semanas, muda a sua vida.


assente na premissa de um comprimido que permite o uso do cérebro a 100% (em vez dos 20% cientificamente provados) e ao que isso pode levar, sem limites transmite espectacularmente o efeito vertiginoso da nzt-48 através de fantásticos efeitos visuais e animações. o argumento foca-se na ascensão de eddie morra de escritorzeco com trocos contados a analista financeiro com vários milhões na conta bancária a desfrutar do melhor da vida.


gosto do ritmo vertiginoso do filme e bradley cooper faz um excelente trabalho com uma personagem oscilante. o resto do elenco é competente, embora decorativo; de niro não tem grandes hipóteses de brilhar porque o papel não permite mais. é raro haver uma justificação para um visual tão artístico (quase todas as cenas têm um pormenor elaborado), mas aqui justifica-se - e adora-se.


se tivesse de apontar o menos bom, seria a mensagem do filme. o que faz alguém com um acesso privilegiado ao conhecimento e uma compreensão extraordinária da natureza humana? erradica a pobreza, a fome? arranja uma forma de melhorar a vida de milhões de pessoas? investiga uma cura para o cancro? não. antes se promove e enriquece, arranjando uma forma de ter ainda mais poder e ascendente sobre terceiros. presumo que depende da mente...

baseado no livro dark fields (que fiquei curiosa em ler), sem limites é uma delícia para quem gosta de thrillers inteligentes com um cheirinho de ficção científica. o conceito é original, a acção é intrigante e o saldo é tão bom que estou disposta a desculpar o final algo desenxabido (assim como a piadinha envolvendo os portugueses no início da ascensão de eddie morra).

gostava de ver mais (bons) filmes semelhantes a este.

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. what was this drug? i couldn't stay messy on it, i hadn't had a cigarette in six hours, hadn't eaten, so... abstemious and tidy? what was this? a drug for people who wanted to be more anal retentive ?
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domingo, 24 de fevereiro de 2013

guia para um final feliz



bom ]

título original. silver linings playbook.

género. drama. romance.

duração. 122 min
ano.
 2012
realização e argumento. david o russell.
protagonistas. bradley cooper. jennifer lawrence. chris tucker. robert de niro.
sinopse. pat solatano perdeu tudo: a casa, o trabalho e a mulher. depois de oito meses numa instituição, encontra-se a viver de novo em casa dos pais, determinado a reconstruir a sua vida e a recuperar a esposa. as coisas complicam-se quando conhece a desbocada tiffany, que se oferece para o ajudar em troca de um favor. este acordo acaba por estabelecer uma inesperada ligação entre os dois. [imdb-do-filme]

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guia para um final feliz / silver linings playbook é um dos grandes favoritos aos óscares 2013, que são entregues na noite em que publico esta opinião. dos restantes nomeados, só vi django libertado, mas não falta diversidade à lista, que deixa adivinhar grande densidade dramática. apesar de ser um bom filme, não achei o argumento adaptado do livro de matthew quick tão excepcional como o apregoam.


pat é bipolar e começa o filme num sanatório, onde passou os últimos 8 meses. os pais concordaram em responsabilizar-se por ele legalmente e acolhem-no em casa. mas pat não quer recomeçar nada, ele quer retomar a vida que tinha, quer recuperar a mulher e o seu casamento, custe o que custar, apesar de toda a gente à sua volta o aconselhar a não pensar mais nisso, o que gera vários episódios de agressividade. o aliado (e a calma) chega sobre a forma de uma mulher com os seus próprios problemas: tiffany é uma jovem viúva com dificuldades de socialização e promete ajudar pat se ele for o seu parceiro num concurso de dança, o seu desafio mais recente. o filme tem momentos engraçados e diálogos genuínos assim como jennifer lawrence encantadora com a sua desbocada tiffany, mas o filme vai perdendo força com o avançar da história e, ainda antes de chegar à recta final, vamos prevendo como vai ser o desfecho.

uma boa personagem, sem dúvida, mas um óscar? ná!

creio que uma das razões que não me convenceram em guia para um final feliz / silver linings playbook é o facto de, apesar do filme tratar sobre a bipolaridade e o distúrbio obsessivo-compulsivo, o espectador nunca se sente realmente desconfortável nem compassivo com a "diferença" dos personagens, porque estes nunca são realmente uns desajustados, ou seja, a sua diferença é como que controlada, e basta quererem "com um bocadinho de força" para tudo se resolver, o que é pouco credível. se os distúrbios mentais fossem tão fáceis de ultrapassar, não haveria tantos pais desesperados com a situação dos filhos doentes (que simplesmente não são aceites, nem se conseguem integrar, na sociedade "normal", por mais vontade que haja).

outra razão é o desempenho de bradley cooper como pat. simplesmente, não consigo dissociar a imagem do actor e ver apenas o personagem (uma carinha laroca com um sorriso pepsodent que tem um ar, bem, nada sofredor), ainda mais quando as personagens estão sempre a mencionar como pat está diferente e emagreceu tanto (!) e nos inúmeros flashbacks o tipo está exactamente na mesma. se juntarmos o facto de pat se recompor em 2 semanas, junta-se uma personagem fraca a um erro de casting e... flop.

tal pai, tal filho (até na "pancada")

e o final... a sério? meloso, meloso como uma comédia romântica. esperava-se outra coisa. o amor cura obsessões e transtornos psicológicos em meia dúzia de dias quando profissionais da área da saúde e terapia especializada não o fizeram? só em hollywood (e no teleshopping)!
um filme bonzinho que não cai na mediania por uma unha negra, leia-se pelos diálogos e pela personagem (e interpretação) de jennifer lawrence.

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i do this! time after time after time! i do all this shit for other people! and then i wake up and i'm empty! i have nothing !

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quarta-feira, 27 de junho de 2012

cop land - zona exclusiva


título original. COP LAND

realização e argumento. james mangold.
protagonistas. sylvester stallone. harvey keitel. ray liotta. robert de niro.
género. policial. drama.
duração. 104 min
ano.
1997
sinopse. freddy heflin é o xerife de uma pequena localidade, povoada por polícias da cidade de nova iorque. no entanto, algo de obscuro se passa por detrás da fachada de serenidade. [imdb-do-filme]



avaliação
[ bom ]


cop land - zona exclusiva tem, independentemente do seu mérito, um aspecto digno de nota: mostra que sylvester "rambo" stallone sabe representar, indo além da carantonha raivosa, de vingança ou apática, características dos papéis que o tornaram famoso. para o papel engordou 20 quilos e pôs de lado as deixas foleiras dos filmes de acção.

o filme é interessante, com um naipe de actores fabuloso e bons diálogos. a ideia é apelativa: seguimos o xerife freddy pela cidade de garrison, que tem o condão de ser povoada em grande parte por polícias nova-iorquinos. a criminalidade é quase inexistente e a que há passa por ofensas pequenas, de trânsito e municipais.

mas freddy queria mais, queria ser um detective e investigar crimes graves, mas a surdez de um dos ouvidos tornou-o inapto para a função
. tudo muda quando um agente dos assuntos internos lhe pede ajuda num caso: o da corrupção de alguns polícias que vivem em garrison


um stallone em grande forma mas em baixo de forma (hein?!)

apesar da história intrigante e do elenco, o filme teve pouca visibilidade e muitos não sabem da sua existência. mas vale a pena ver, quanto mais não seja pelas diferenças de ideais e profissionalismo entre polícias e a forma como se interrelacionam. a dinâmica de acção é interessante, embora tenha achado o final um pouco decepcionante.

um drama inteligente com muita bófia e pouca violência.


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curiosidade: no final do filme, uma nota explicativa esclarece que garrison, nova jérsia, não poderia ser o local de residência dos polícias, porque nos estatutos da polícia de nova iorque é obrigatório que os agentes vivam no estado nova iorquino.


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. being right is not a bullet-proof vest, freddy !

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