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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

anna karenina


[ razoável ]

título original. anna karenina.

género. drama.

duração. 129 min
ano.
2012
realização. joe wright
argumento. tom stoppard.
protagonistas. keira knightley. kelly macdonald. jude law. matthew mcfadyen.
sinopse. uma dama da alta sociedade russa, anna karenina, renuncia a tudo por amor ao abastado e sedutor conde vronsky. [imdb-do-filme]

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em anna karenina, assistimos à reunião de joe wright com a sua actriz-fétiche, keira knightley, depois de expiação e orgulho e preconceito, dois filmes maravilhosos que adoro rever, embora o primeiro tenha uma carga dramática significativa que o torna difícil de digerir; já a adaptação do clássico de jane austen é demasiado delicioso e irresistível.

assim, com colaborações do duo keira-joe tão bem sucedidas no passado, esperava mais de anna karenina, uma das obras mais famosas de tolstoy, que já conheceu várias adaptações ao ecrã. visualmente, o filme é bastante interessante, ao ponto de ser esse o seu ponto máximo, mas perde força em pontos-chave como a escolha de actores e na forma como a história é contada, o que se nota nos momentos de maior dramatismo.

um ninho de víboras em pleno jet-set russo do séc. 19

falta grandiosidade (e bom gosto) ao filme, o que se nota nas actuações do protagonistas (a escolha de conde vronsky não pode ter sido a melhor, embora a actuação seja boa; mas o actor parece muito jovem para o papel) e a carga dramática não é forte o suficiente à medida que o filme evolui. acho que keira knightley esteve especialmente apagada neste filme, embora jude law e o elenco secundário tenham tentado compensar isso.

percebi a força da história e o por quê do prestígio da obra de tolstoy, mas achei-a mal retratada aqui; faltou garra e faltou paixão. achei os enredos laterais mais interessantes que o drama de anna, aqui retratado como mais um adultério aristocrata em vez do escândalo que realmente é.

a keira está agarrada a um rapaz de 16 anos (o bigode denuncia-o)

apesar de alguns cenários bastante bem conseguidos, como o baile onde anna e vronsky dançam pela primeira vez e a corrida de cavalos, anna karenina é oco. bonito por fora, com um trailer promisor mas a que falta a força que justifique a acção do que nos é contado. o sentimento entre os protagonistas parece mais uma atracção física do que um amor avassalador e nunca somos envolvidos verdadeiramente no que se passa.

senti-me desiludida no final.

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. the man who can't govern his wife, has gone as far as he can go in government .

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quinta-feira, 15 de março de 2012

expiação



título original. ATONEMENT

realização. joe wright.
argumento.
christopher hampton.
protagonistas. keira knightley. james mcavoy. saoirse ronan.
género.
drama.
duração. 123 min
ano.
2007
sinopse. robbie está apaixonado por cecilia e é correspondido, bastando uma faísca para a relação se tornar mais forte. quando isso acontece, briony, que tem um fraquinho por robbie e ciúmes da irmã, acusa-o de um crime que ele não cometeu. [imdb-do-filme]


avaliação [ muito bom ]


crítica. expiação / atonement é hipnoticamente belo, com um argumento baseado no romance de ian mcewan. da mesma equipa técnica (realizador incluído) de orgulho e preconceito, transporta-nos ao longo de 2 horas de pura magia.

a história é poderosa e explora as várias facetas (as positivas e as mais negras) do ser humano, com a acção passada nos anos 30 e 40.
a belíssima história de amor entre cecilia e robbie serve de âncora a momentos dramáticos de grande intensidade e visualmente muito ricos; a primeira meia hora do filme é sublime. é impossível ficar indiferente à beleza da cenografia e dos actores.


um belo "trapinho", ícone de um filme poderoso

todo o filme é cativante, raro, de uma beleza poética subtil e cenas assombrosas. é incrível o mal que a imaginação fértil de uma adolescente ressentida pode causar, ainda que inconscientemente. as acções têm as naturais consequências...

expiação / atonement retrata temas fortes de uma forma fabulosa. os protagonistas (knightley, mcavoy e garai) são excelentes e os actores secundários bem escolhidos (destaque para o novo sherlock da televisão, benedict cumberbatch, num papel menos escrupuloso do que o de mister holmes) mas a espantosa keira knightley destaca-se; todas as cenas em que aparece são memoráveis, como a do mergulho na fonte e a da fatídica noite social; o vestido esmeralda tornou-se icónico.

se ainda não viram o filme, procurem-no e vejam. eu adorei.


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. i wouldn't necessarily believe everything briony tells you. she's rather fanciful .

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

a duquesa


título original.
THE DUCHESS

realização.
saul dibb.
argumento. saul dibb. jeffrey hatcher. anders thomas jensen.
protagonistas.
keira knightley. ralph fiennes. charlotte rampling.


género.
biografia. drama histórico.
duração.
110 min

ano.
2008

sinopse. esta é a história de georgiana spencer, a mulher mais fascinante da sua época. enquanto a sua beleza e carisma lhe trouxeram êxito, os seus gostos extravagantes tornaram-na infame. georgiana casou jovem com o duque de devonshire, íntimo de ministros e príncipes, e tornou-se um ícone de moda, uma mãe devota, uma astuta figura política e a mulher mais adorada pelo povo. [site-oficial-do-filme]


avaliação
[ bom ]

crítica.  a duquesa / the duchess é a biografia histórica da duquesa de devonshire, georgiana spencer, uma nobre inglesa bastante famosa do século 18, que se envolveu nos movimentos políticos da altura e foi uma figura social proeminente.

o filme é todo ele um drama, na forma fiel como retrata o papel da mulher, do casamento, do status, agudizando as tragédias dos personagens. georgiana casou-se aos 17 anos com o duque de devonshire, bastante mais velho, preocupado somente em ter um varão. o marido revela-se um homem distante e frio, que a trai constantemente, e a jovem vira-se para os eventos sociais e para a política, na luta contra o absolutismo.

a sua fama cresce e torna-se  a mais cobiçada mulher de inglaterra, quer nas festas quer nos comícios políticos. a sua vida doméstica e conjugal, porém, corre pelo pior, sem amor nem confiança.
georgiana conhece a traição, a infidelidade e a chantagem por aqueles que lhe são mais queridos, onde lhe dão a escolher entre o amor de um homem ou o amor aos filhos.

uma lata de laca por dia, no mínimo, para armar o cabeção!

o elenco d'a duquesa / the duchess é muito bom, com destaque para keira knightley (no papel da duquesa) e para hayley atwell (como lady bess foster). o guarda-roupa é deslumbrante e os cenários espantosos. a história é bastante apelativa e as duas horas de duração passam rápido.

um ponto menos positivo é o andamento do filme, algo lento, que se foca demasiado no casamento e amores da duquesa e quase nada nas suas façanhas políticas (como a luta pelo sufrágio feminino) e acções de mecenato. nada que desvirtue o que é apresentado, no entanto.

recomendo.

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. g
ood people of westminster! the world is on the brink of disaster or salvation. from france to america, men and women are struggling to free themselves, to find meaning in their existence. change is upon us !


.
today we have won the vote. tomorrow we define the future .

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terça-feira, 9 de agosto de 2011

orgulho e preconceito




título original.
PRIDE & PREJUDICE

realização.
joe wright.

argumento. deborah moggach.
protagonistas. keira knightley. matthew macfadyen. donald sutherland. judi dench.

género.
romance. drama.
duração. 129 min
ano.
2005

sinopse. 1797. as irmãs bennet foram criadas por uma mãe determinada em encontrar-lhes maridos que assegurem os seus futuros. lizzie, encorajada pelo pai, vê as coisas doutra forma. quando o abastado sr bingley, ainda solteiro, passa a habitar uma mansão vizinha, as bennet entram em alvoroço. [site-oficial-do-filme]


avaliação
[ muito bom ]

crítica.  orgulho e preconceito é um filme de época delicioso, a que não faltam apontamentos de humor e crítica social, uma história de amor intemporal adaptada do livro homónimo de jane austen, publicado em 1813.

condensar toda a complexidade da história e personagens do livro em duas horas é uma tarefa ingrata (e muitos foram os fãs que desancaram o filme, desde o facto de algumas personagens não terem sido desenvolvidas/reduzidas a secundárias até à omissão de algumas cenas importantes), mas eu acho que o resultado final foi bastante bom, tendo em conta as limitações. perde em intensidade mas mantém a beleza narrativa e a inteligência dos diálogos do livro o melhor que pode.


o clássico de austen retrata o orgulho, preconceito e diversos mal-entendidos que acontecem nas relações humanas, em plena época georgiana, onde já se adivinham mudanças sociais e políticas. na sociedade rural, contudo, as alterações tardam a chegar. com 5 filhas mulheres, os bennet não têm como assegurar que o legado familiar continue na família chegada, sendo que o parente homem mais chegado é um primo "fraco de cabeça".

quando um solteirão cobiçado, o sr bingley, chega à região, a matriarca bennet começa imediatamente a fazer planos para o emparelhar com a beleza da família, jane, a filha mais velha. com bingley vem darcy,
um fidalgo antipático que responde torto, tomado de ponta por elizabeth bennet, que jura ser-lhe indiferente. a partir daqui, sucedem-se inúmeras situações, que aproximam ou afastam os personagens da sua felicidade e objectivos.


ó p'rá menina fresquiiiiinhaaaa, é só escolher, freguês, é só escolher!


o elenco: keira knightley interpreta uma elizabeth bennet muito credível, fresca, cáustica e inteligente, e um matthew macfadyen um mr darcy demasiado inexpressivo por vezes (mesmo nas cenas em que devia interpretar alguém que tem de pôr o orgulho de lado, a muito custo); a mãe bennet (brenda blethyn) é divertidíssima nos seus intentos casadoiros e judi dench fácil de odiar, com a sua interpretação da snob e desagradável lady de bourgh. donald sutherland também se destaca como mr bennet, o senhor da casa que não manda nada, rendido aos encantos e desejos da esposa e filhas.

a fotografia do filme é muito bela, com imagens arrebatadoras dos campos ingleses no seu intenso verde assim como das mansões magníficas, cuidadosamente conservadas.

o filme tem duas horas, mas de bom grado teria visto mais uma. muito bom.


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have you no consideration for my nerves?
. you mistake me, my dear. i have the utmost respect for your nerves. they've been my constant companion these twenty years .


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