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domingo, 2 de junho de 2013

o deus da carnificina


[ bom ]

título original. carnage.

género. drama.

duração. 80 min
ano.
2011
realização. roman polanski.
argumento.
yasmina reza.
protagonistas. jodie foster. kate winslet. christoph waltz. john c reilly.
sinopse. dois casais, os longstreet e os cowan, reúnem-se para conversar sobre uma luta de recreio entre os filhos. a tarde começa de um modo civilizado, mas não se mantém assim durante muito tempo... [imdb]

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o controverso roman polanski, um dos mais famosos fugitivos da justiça americana, tem neste o deus da carnificina um olhar crítico e assertivo sobre a interacção social e a dinâmica de casais.

adaptado de uma peça multi-premiada da francesa yasmina reza (que escreveu igualmente o argumento para cinema), segue o encontro entre dois casais que se reúnem para discutir uma agressão entre os filhos de 11 anos.


quanto tempo se aguentarão aquelas tulipas ali?...

o casal convidado são alan cowan, um advogado que não larga o telemóvel, interrompendo frequentemente a conversa para falar sobre uma acção pendente, e nancy, que trabalha na área da finança e é a tensão em pessoa. o casal anfitrião são penelope e michael, uma activista de direitos humanos que está a escrever um livro sobre o darfur e um vendedor por conta própria.

o serão degenera inevitavelmente em discussões e situações imprevisíveis, à medida que se entra no campo do racismo, da homofobia e do sexismo, e o que começa de uma forma educada e civilizada vai dando lugar à rudeza e ao caos
.


a kate é uma actriz do caraças!
inegavelmente, o ponto forte do filme são dois: jodie foster e kate winslet, a primeira pela interpretação impecável de uma intelectual afectada e a segunda pelas melhores deixas do filme (e também por ser a personagem mais complexa, na minha opinião). claro que o minúsculo elenco é todo ele estelar - com uma pequena aparição de polanski como o vizinho do lado -, mas as senhoras destacam-se.

adaptado de uma peça, não surpreende que a acção do filme se reduza a um par de divisões de um apartamento mas isso revela-se um ponto a favor. é fantástico como a nossa percepção inicial das personagens se vai alterando e dando lugar a diversas emoções à medida que as vamos conhecendo melhor. é caricato reconhecermos alguns comportamentos, tanto nossos como alheios.

por tudo isto, recomendo
o deus da carnificina.

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. i've got a john wayne idea of manhood, too. what is it he had? a colt .45. something that empties a room. any man that doesn't have those loner vibes just doesn't come off as having any substance .

. i saw your friend jane fonda on tv the other day. made me want to run out and buy a ku klux klan poster .
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sábado, 3 de março de 2012

o silêncio dos inocentes


título original. THE SILENCE OF THE LAMBS

realização. jonathan demme.
argumento.
ted tally.
protagonistas. jodie foster. scott glenn. anthony hopkins.
género.
thriller.
duração. 118 min
ano.
1991
sinopse. com o intuito de tentar perceber a mente do assassino, o fbi manda a agente clarice starling entrevistar um prisioneiro, o psiquiatra hannibal lecter, que poderá fornecer informações psicológicas do perfil de um homicida, buffalo bill. [imdb-do-filme]

 

avaliação [ muito bom ]


crítica. o silêncio dos inocentes é um thriller aliciante que se tornou num clássico do cinema, em grande parte graças ao carisma e profundidade que anthony hopkins deu a hannibal lecter, um psiquiatra brilhante que se tornou um homicida canibal.

as interpretações do filme são todas muito boas, desde jodie foster a ted levine (o vilão buffalo bill) e a atmosfera do filme é toda ela muito sombria. clarice starling é praticamente lançada aos lobos quando a mandam falar com hannibal lecter e a sua inteligência brilhante conquista a admiração do psicopata, e todas as cenas que os dois partilham têm subjacente uma aura de perigo e atracção muito fortes.


a forma como a trama se desenrola é hábil e vai escalando até ao final, numa combinação perfeita de suspense e lógica psicológica, suportada pelas frases enigmáticas que lecter vai dando e clarice vai desvendando.


por mais filmes que faça, sir anthony hopkins será sempre o nosso canibal favorito

o silêncio dos inocentes é um filmaço e as cinco estatuetas douradas que ganhou (melhor actor, melhor actriz, melhor filme, melhor realizador e melhor argumento adaptado) são prova suficiente. os diálogos são riquíssimos e as personagens principais magnéticas. li que a luta pelos papéis de protagonista foram concorridas (mais de 300 actrizes fizeram audições para o papel de clarice starling e inúmeros nomes sonantes, como sean connery e jack nicholson, foram convidados para interpretar hannibal lecter), mas o resultado final é fenomenal e não imagino outras caras.

há cenas icónicas (como a de bufallo bill a dançar com o "apetrecho" preso entre as pernas e as conversas entre starling e lecter), o simbolismo do filme é muito forte (a traça, os cordeiros) e a acção intensa. lecter fica como um dos maiores vilões do cinema e o filme elevou a fasquia dos thrillers a um nível a que nenhum outro filme chegou desde então.


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. a census taker once tried to test me. i ate his liver with some fava beans and a nice chianti .

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