Mostrando postagens com marcador jennifer lawrence. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jennifer lawrence. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de maio de 2014

the hunger games - os jogos da fome

[ razoável ]

título original. the hunger games.

género. aventura. ficção científica.
duração. 142 min
ano.
2012

realização e argumento. gary ross.
protagonistas. jennifer lawrence. donald sutherland. stanley tucci. elizabeth banks.
sinopse. katniss everdeen voluntaria-se para o lugar da irmã nos jogos da fome, um evento televisivo que opõem vários jovens entre si e de onde apenas um sairá vivo. [imdb]
 
---

 não li os livros que inspiraram os filmes desta trilogia nem fiquei com grande interesse, depois de ter visto este primeiro filme, embora a história tenha pormenores bastante interessantes.

anualmente, nas ruínas do que foi outrora a américa do norte, o capitólio de panem força cada um dos seus doze distritos a enviar um rapaz e uma rapariga para competir nos jogos da fome.



esta obrigação é a punição por uma revolta contra o poder, há anos atrás, e uma táctica de intimidação do governo. os jogos da fome são um evento mediatizado e transmitido pela televisão para todo o país, onde os jovens, ou “tributos”, devem lutar um contra o outro até à morte, cobrindo de glória o sobrevivente. as suas famílias e os habitantes dos distritos de onde vêm assistem, impotentes, às mortes dos seus jovens.


no capitólio, os coloridos (e abastados) habitantes fazem apostas quanto ao sobrevivente e vibram com o desafio, protegidos de um destino semelhante.

a história é interessante, o visual do filme é espectacular e a história excitante (apesar de não ser inédita; é uma versão do japonês battle royale), todos os ingredientes para um bom filme. tem um elenco competente e todo o dinheiro de hollywood por detrás. o que falhou, então?


a execução cor-de-rosa e açucarada, que abafa todo o peso emocional do argumento e a violência dos acontecimentos, minimizando o cerne de tudo. desconheço se os livros também são assim, mas não deixa de ser um desperdício do enorme potencial da história.

gostei da primeira parte do filme, apesar do tiques melodramáticos; já a segunda parte, centrada na sobrevivência dos jovens, é algo irrealista e demasiado suavizada, se considerarmos o que está em jogo. é tudo muito certinho e arranjado, o que acaba por desperdiçar o argumento e um elenco maioritariamente talentoso.


para mim, este the hunger games - os jogos da fome fica como um battle royale fofinho: uma história dura e crua sem tutano, amaciada com adolescentes e para adolescentes.

»»»
. welcome! we salute your courage and your sacrifice and we wish you happy hunger games!
»»»

domingo, 24 de fevereiro de 2013

guia para um final feliz



bom ]

título original. silver linings playbook.

género. drama. romance.

duração. 122 min
ano.
 2012
realização e argumento. david o russell.
protagonistas. bradley cooper. jennifer lawrence. chris tucker. robert de niro.
sinopse. pat solatano perdeu tudo: a casa, o trabalho e a mulher. depois de oito meses numa instituição, encontra-se a viver de novo em casa dos pais, determinado a reconstruir a sua vida e a recuperar a esposa. as coisas complicam-se quando conhece a desbocada tiffany, que se oferece para o ajudar em troca de um favor. este acordo acaba por estabelecer uma inesperada ligação entre os dois. [imdb-do-filme]

---

guia para um final feliz / silver linings playbook é um dos grandes favoritos aos óscares 2013, que são entregues na noite em que publico esta opinião. dos restantes nomeados, só vi django libertado, mas não falta diversidade à lista, que deixa adivinhar grande densidade dramática. apesar de ser um bom filme, não achei o argumento adaptado do livro de matthew quick tão excepcional como o apregoam.


pat é bipolar e começa o filme num sanatório, onde passou os últimos 8 meses. os pais concordaram em responsabilizar-se por ele legalmente e acolhem-no em casa. mas pat não quer recomeçar nada, ele quer retomar a vida que tinha, quer recuperar a mulher e o seu casamento, custe o que custar, apesar de toda a gente à sua volta o aconselhar a não pensar mais nisso, o que gera vários episódios de agressividade. o aliado (e a calma) chega sobre a forma de uma mulher com os seus próprios problemas: tiffany é uma jovem viúva com dificuldades de socialização e promete ajudar pat se ele for o seu parceiro num concurso de dança, o seu desafio mais recente. o filme tem momentos engraçados e diálogos genuínos assim como jennifer lawrence encantadora com a sua desbocada tiffany, mas o filme vai perdendo força com o avançar da história e, ainda antes de chegar à recta final, vamos prevendo como vai ser o desfecho.

uma boa personagem, sem dúvida, mas um óscar? ná!

creio que uma das razões que não me convenceram em guia para um final feliz / silver linings playbook é o facto de, apesar do filme tratar sobre a bipolaridade e o distúrbio obsessivo-compulsivo, o espectador nunca se sente realmente desconfortável nem compassivo com a "diferença" dos personagens, porque estes nunca são realmente uns desajustados, ou seja, a sua diferença é como que controlada, e basta quererem "com um bocadinho de força" para tudo se resolver, o que é pouco credível. se os distúrbios mentais fossem tão fáceis de ultrapassar, não haveria tantos pais desesperados com a situação dos filhos doentes (que simplesmente não são aceites, nem se conseguem integrar, na sociedade "normal", por mais vontade que haja).

outra razão é o desempenho de bradley cooper como pat. simplesmente, não consigo dissociar a imagem do actor e ver apenas o personagem (uma carinha laroca com um sorriso pepsodent que tem um ar, bem, nada sofredor), ainda mais quando as personagens estão sempre a mencionar como pat está diferente e emagreceu tanto (!) e nos inúmeros flashbacks o tipo está exactamente na mesma. se juntarmos o facto de pat se recompor em 2 semanas, junta-se uma personagem fraca a um erro de casting e... flop.

tal pai, tal filho (até na "pancada")

e o final... a sério? meloso, meloso como uma comédia romântica. esperava-se outra coisa. o amor cura obsessões e transtornos psicológicos em meia dúzia de dias quando profissionais da área da saúde e terapia especializada não o fizeram? só em hollywood (e no teleshopping)!
um filme bonzinho que não cai na mediania por uma unha negra, leia-se pelos diálogos e pela personagem (e interpretação) de jennifer lawrence.

»»»

i do this! time after time after time! i do all this shit for other people! and then i wake up and i'm empty! i have nothing !

»»»

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

despojos de inverno


título original. WINTER'S BONE

realização. debra granik.
argumento. debra granik. anne rosellini.
protagonistas. jennifer lawrence. john hawkes. garret dillahunt. dale dickey.
género. drama. mistério.
duração. 100 min
ano.
2010
sinopse. ree tenta encontrar o pai a todo o custo, para evitar perder a casa de família. a jovem desafia os códigos de conduta que imperam na comunidade, arriscando a vida para salvar a sua família. [imdb-do-filme]

avaliação
[ muito bom ]



despojos de inverno / winter's bone
é um filmaço, senti-o desde o início, e a ideia reforçou-se ao longo do filme. a qualidade da cinematografia e da narrativa destacam-se claramente.


o argumento é adaptado do romance, publicado em 2006, de daniel woodrell, famoso pelo seu estilo "country noir". nele, seguimos a história de ree dolly, uma rapariga  determinada que vai desafiar a mentalidade patriarcal da comunidade onde vive, imersa entre a pobreza rural de subsistência e o fabrico de drogas caseiras. a jovem tenta defender com unhas e dentes o que resta à família dolly: a casa onde vivem. ela, os irmãos mais novos e a mãe senil vão ficar na rua se o pai, um foragido da polícia que deu a casa como fiança, não se entregar. como ree não acredita em milagres (nem na competência das autoridades), decide investigar sozinha e procurar o pai.



mas a tarefa não é fácil: nas montanhas ozarks, valoriza-se a discrição e cada um mete-se na sua vida. ree é recebida com rostos fechados e ameaças veladas, mas à medida que avança e faz progressos, provoca situações que vão pôr à prova a sua força e coragem. 

as interpretações do filme são soberbas, bastante cruas; tanto jennifer lawrence como john hawkes são avassaladores. a história é sombria mas equilibrada, e não cai no erro do melodrama ou da exploração de temas batidos. a carga dramática é forte sem se tornar desconfortável.
 

este é um filme que dificilmente agradará a todos, mas foi justamente nomeado para quatro óscares. é uma jóia do cinema independente e um dos melhores filmes que vi este ano.
»»»

curiosidade: para o papel de ree dolly, jennifer lawrence teve de aprender a lutar, cortar lenha e esfolar esquilos.


»»»

. never ask for what oughta be offered .

»»»

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...