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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

transamerica

[ bom ]

título original. transamerica.

género. drama.
duração. 103 min
ano.
 2005

realização e argumento. duncan tucker.

protagonistas. felicity huffman. kevin zegers. stella maeve. elizabeth peña.
sinopse. bree é uma transsexual que, a dias de se tornar uma mulher a 100%, socorre toby, um adolescente que sonha encontrar-se com o pai que nunca conheceu. os dois partem juntos, numa viagem de carro, sem que o rapaz saiba que bree é o seu pai. [imdb]
 
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bree é uma transsexual a dias de fazer a operação definitiva que a tornará numa mulher. seguida de perto por psicólogos, que a acompanham na transição de sexo, segue segura na sua resolução. até ao dia em que recebe um telefonema que a destabiliza: descobre que tem um filho, cuja existência desconhecia, nascido numa altura em que bree era stanley.


uma das terapeutas que a segue é peremptória:
bree deve conhecer o filho e fechar esse capítulo antes de seguir em frente. o incentivo? a operação final fica adiada até que o faça. bree faz-se então passar por uma assistente social cristã e paga a caução de toby, que confidencia que quer seguir até los angeles.


juntos, fazem a road trip e são nessas cenas que se concentra o núcleo emocional do filme. vamos conhecendo o passado e as provações dos protagonistas e o que os motiva, as pessoas que têm nas suas vidas e como todos lidam com as suas desilusões e sucessos, com a diferença que os protagonistas são uma transsexual e o seu filho prostituto em vez dos habituais rebeldes sem causa\timas de crises de meia idade\intelectuais incompreendidos que habitualmente populam este género de filme.


transamerica é um filme despretensioso apesar da temática. gostei do ritmo, dos diálogos e adorei a felicity huffman, que só conhecia da série donas de casa desesperadas, da qual não sou fã, embora tente ver um episódio de vez em quando para ver se a coisa se compõe (ná!). vejam, é bom.

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. my body may be a work-in-progress, but there is nothing wrong with my soul .
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sábado, 11 de maio de 2013

eles voltam


[ razoável ]

título original. eles voltam.

género. drama.

duração. 100 min
ano.
2012
realização e argumento. marcelo lordello.
protagonistas. maria luiza tavares. elayne de moura. georgio kokkosi. irma brown.
sinopse. as horas vão passando e com elas cresce o medo de dois adolescentes, sozinhos numa estrada no meio do nada, onde os pais os deixaram. quando o irmão se cansa e decide ir à procura de ajuda, cris, de 12 anos, fica à sua sorte. [imdb-do-filme]

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do cartaz do indie lisboa'13, decidi ir ver o filme brasileiro eles voltam, de marcelo lordello, nomeado para melhor longa metragem do festival. a história segue cris, de 12 anos, deixada à berma da estrada com o irmão mais velho, e forçada a encontrar o caminho para casa sozinha.

o ritmo do filme é lento, arrastado, e dá uma ideia ao espectador diferente da realidade, pois este não é um thriller psicológico, mas sim um filme de contrastes sociais e de crescimento da personagem principal, a adolescente cris. com cris, que fala pouco (quase nada, na realidade), descobrimos um brasil rural queimado pelo sol, com gente humilde e samaritana, que nunca desiste de ajudar a jovem a voltar para casa, e um brasil mais citadino, estéril e frio, onde as pessoas não comunicam nem se "dão", numa dicotomia campo/cidade demasiado óbvia.

a história é dominada por personagens femininas (com boas interpretações do elenco), que aparecem em pequenos segmentos da viagem de cris, representando diferentes classes e experiências de vida. ao início, esta abordagem promete ser interessante e original mas rapidamente desagua numa interpretação demasiado aberta e vaga, onde há muitas mais questões do que respostas.


a mensagem do filme é boa, centrada na alienação e na dificuldade das pessoas forjarem laços afectivos, mas a forma como a história é contada tornou o filme enfadonho para mim, com um final demasiado brusco e que comprometeu tudo o que vi até então.

nota: eles voltam não ganhou o prémio de longa metragem nem qualquer menção honrosa no indie lisboa'13, o que não surpreende. 

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domingo, 26 de agosto de 2012

juno


título original. JUNO

realização. jason reitman.
argumento. diablo cody.
protagonistas. ellen page. michael cera. jason bateman. jennifer garner.
género. comédia. drama.
duração. 96 min
ano.
2007
sinopse. juno tem 16 anos e está grávida. ao início opta pelo aborto, mas muda de ideias, decidindo-se pela adopção, o que lhe vai trazer algumas complicações. [imdb-do-filme]

 

avaliação [ bom ]


juno é um filme que nos deixa com um sorriso quando começa o genérico final. ficamos com a sensação de que vimos um filme de qualidade, com diálogos divertidos e personagens raras. juno é um filme fixe.

a base da história é a de uma adolescente que, na sua primeira vez, fica grávida. juno é uma maria-rapaz com boa onda e despreocupada com a opinião dos outros, mas engravidar do melhor amigo aos 16 anos abala qualquer um e com ela não é diferente. apesar de ter uma família espectacular e uma melhor amiga que não gasta tempo a criticar o que é impossível de desfazer, o aborto parece a melhor hipótese.

no entanto, juno desiste da ideia e decide publicar um anúncio no jornal à procura de pais adoptivos para o bebé. quem responde ao anúncio é um casal cujo estilo de vida não tem nada a ver com o da mãe biológica, o que vai originar uma dinâmica interessante. se juntarmos a isso diálogos engraçados, uma protagonista refrescantemente original e uma forma de encarar a vida tão sana que parece amalucada, temos um filme que inova um tema gasto e que degenera, muitas vezes, em dramas de matiné.


o filme vale pelo argumento, pelas boas interpretações e por uma actriz principal muito talentosa e que encarna um juno irrepreensível, sarcástica e inconsequente como só uma adolescente pode ser
.

porém, as mesmas coisas que mais gostei no filme são as menos positivas: juno vive no seu mundinho (e tem a sua própria linguagem) e pensa que controla a maior parte da situações, quando isso não é real. uma gravidez na adolescência não é certamente uma experiência tão leve como aparenta no ecrã nem é qualquer progenitor que acata as decisões da filha sem um ai ou concorda com pais adoptivos sorteados de um anúncio de jornal para perfilhar um neto; é irreal, no mínimo.

claro que isto não interfere com o prazer com que se vê o filme, mas nem a gaiatice de juno esconde o facto da mesma ultrapassar a gravidez adolescente e o aborto com a mesma facilidade com que descarta um cd de uma banda foleira, o que não passa a melhor mensagem do mundo a jovens espectadores.  

fora isso, é um bom filme.


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curiosidade: juno é a esposa de júpiter e a rainha dos deuses; representa a fertilidade e o casamento. no canadá, onde o filme foi rodado, tem um grande simbolismo: "juno" era o nome de código da praia onde as tropas canadianas desembaracaram no dia d, e onde morreram cerca de mil soldados a tentar defendê-la; "juno" é também o nome dos prémios de música (os "grammy" do canadá).


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. you should've gone to china, you know, 'cause I ihear they give away babies like free ipods. you know, they pretty much just put them in those t-shirt guns and shoot them out at sporting events .

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