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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

o hobbit: a batalha dos cinco exércitos

 
[ bom ]

título original. the hobbit: the battle of the five armies.

género. aventura. fantasia.
duração. 144 min
ano.
2014

realização. peter jackson.
argumento. peter jackson. guillermo del toro. phillipa boyens. fran walsh. jrr tolkien (livro).
protagonistas. martin freeman. richard armitage. ian mckellen. orlando bloom.
sinopse. ao sucumbir ao mal do dragão, thorin escudo-de-carvalho sacrifica a amizade e honra na sua busca pela lendária arkenstone. incapaz de ajudar o amigo a ver a razão, bilbo tem de fazer uma escolha desesperada e perigosa, ignorando que perigos ainda estão para vir. [imdb]
 
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depois de o hobbit: a desolação de smaug, chega o último filme da trilogia baseada no livro de tolkien, o hobbit. pela mão de peter jackson, responsável pela excelente adaptação ao cinema da trilogia o senhor dos anéis, do mesmo autor, chega-nos a derradeira aventura de bilbo e dos companheiros anões, que tentam defender a montanha solitária de um enorme poder maligno, num confronto de (cinco) grandes exércitos.
    


neste terceiro filme, fiquei desiludida. o realizador peter jackson enveredou pelo caminho (fácil) dos efeitos especiais e da acção a rodos. tudo estaria bem se a história não tivesse sido alterada, mas foi-o, e ao ponto de tirar protagonismo às personagens que a deveriam ter (os anões, bilbo, beorn) e concentrá-la em cenas que nem sequer estão no livro (que são todas em que a elfo tauriel entra; esta personagem foi uma invenção da equipa de argumentistas, que inclui o realizador). houve situações por concluir (o que aconteceu ao tesouro de smaug, por exemplo), que só quem leu o livro sabe.



o que me leva à necessidade de adaptar um livro de 300 páginas e "esticá-lo" numa trilogia. os dois primeiros filmes foram muito bons (tirando a inclusão de histórias que não existem no livro; yep, estou a falar da tauriel outra vez), mas este último pareceu que serviu para encher chouriços, claramente um enchido recriado pelos argumentistas e pouco fiel à obra de tolkien. apesar do terceiro filme começar exactamente onde o segundo acabou, pouco depois a história começa a descarrilar, ao ponto de bilbo baggins passar quase a ser uma personagem secundária e o foco ser apenas numa acção desmedida e cheia de cgi (mal feito, na maioria das cenas, o que é inacreditável com os milhões de hollywood por trás).


o trabalho de actores é muito bom, assim como a banda sonora. é fantástico podermos ver no ecrã as criaturas que tolkien imaginou e desenhou, ver as insinuações de sauron (ainda a tentar retomar o poder que veremos n'o senhor dos anéis), revisitar as personagens mais queridas (gandalf, legolas, elrond), mas não consegui evitar uma decepção no final do filme: várias pontas ficaram por atar, e a história não precisava de ter sido tão alterada (o original já é tão rico em ideias e imagens, para quê mexer?). fica clara a certeza de que é tudo sobre o lucro, ironicamente um dos pontos em que se foca o filme: a ganância.



o hobbit: a batalha dos cinco exércitos é um bom filme. fica muito aquém da mística d'o senhor dos anéis, foi demasiado "mexido" e recorre demasiado ao cgi, mas é uma adaptação de tolkien e nunca poderia ser mau; espero que os filmes atraiam as pessoas à obra original, muito superior (para não variar) à adaptação cinematográfica.

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. farewell, master burglar. go back to your books, your fireplace. plant your trees, watch them grow. if more of us valued home above gold, it would be a merrier world .

.
you are a very fine fellow, mr baggins, and i am very fond of you. but you are really just a little fellow, in a wide world .

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domingo, 15 de dezembro de 2013

o hobbit: a desolação de smaug

[ muito bom ]

título original. the hobbit: the desolation of smaug.

género. aventura. fantasia.
duração. 161 min
ano.
2013

realização. peter jackson. 
argumento. peter jackson. guillermo del toro. phillipa boyens. fran walsh.
protagonistas. martin freeman. richard armitage. ian mckellen. orlando bloom.
sinopse. continua a aventura de bilbo baggins e dos treze anões liderados por thorin escudo-de-carvalho, que tentam chegar à montanha solitária e ao reino perdido de erebor. [imdb]
 
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depois de o hobbit: uma viagem inesperada, chega o segundo filme da trilogia baseada no livro de tolkien, o hobbit. pela mão de peter jackson, responsável pela adaptação ao cinema da trilogia o senhor dos anéis, do mesmo autor, chega-nos mais uma aventura imperdível, onde seguimos a jornada de bilbo baggins e os 13 anões em direcção à montanha solitária, de forma a restaurar o reino de erebor.

graças a um passatempo da mgm portugal, pude ver o filme ontem à noite, e que filmão!

a viagem de bilbo e dos anões levam-nos a atravessar uma terra média cada vez mais perigosa e infestada de orcs e criaturas sanguinárias, cujas motivações são sempre sombrias. o pequeno hobbit continua a revelar-se uma ajuda preciosa, tendo evoluído para uma personagem corajosa e determinada mas cada vez mais impotente perante o poder do anel, que continua a exercer uma influência impossível de resistir (e que se revela imprescindível nas situações de perigo); ainda assim, bilbo salva os anões em mais do que uma ocasião, ciente que terá de enfrentar smaug sozinho, quando alcançarem a montanha.


uma das principais diferenças, em relação ao filme anterior, é a acção sem molengas. conhecemos os elfos da floresta tenebrosa, os homens do lago e aranhas gigantes, vemos como os violentos orcs se organizam e posicionam no território, assistimos ao regresso de sauron e ao seu confronto com gandalf, num piscar de olhos à estética e acção da história d'o senhor dos anéis, tudo intercalado com espadalhada e muito efeito especial. puro entretenimento.

embora o filme seja muito bom, as semelhanças com a obra de tolkien são algo difusas, pois há pouca interacção entre as personagens (onde abunda no livro) e as cenas de acção, leia-se pancadaria da boa, estão presentes no filme a cada 10 minutos como se o público-alvo fossem adolescentes comedores de pipocas; ainda assim, os fãs d'o hobbit perdoam, porque vemos o filme com um conhecimento e deslumbramento muito além de quem não leu e essa é uma vantagem brutal.

(a conversa entre smaug e bilbo perdeu bastante na versão cinematográfica e não é mostrada a evolução da amizade e aceitação entre o hobbit e os anões, apenas aligeirado.)


qualquer forma ou tipo de desolação só existe na palavra do título, porque o filme tem tudo o que um fã de aventuras fantásticas pode querer: acção, emoção, perigos a cada esquina para serem superados e personagens inesquecíveis (até tem um dragão!), tudo bem encadeado e bonitinho.

o primeiro filme é bastante bom, mas o hobbit: a desolação de smaug consegue superá-lo, o que aguça o apetite para o encerrar da trilogia, mas isso agora... só para o ano!

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. i am fire... i am death

. such is the nature of evil, in time all foul things come forth !
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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

o hobbit: uma viagem inesperada



título original. THE HOBBIT: AN UNEXPECTED JOURNEY


realização. peter jackson.
argumento. fran walsh. peter jackson. guillermo del toro. philippa boyens.
protagonistas. martin freeman. ian mckellen. richard armitage. andy serkis. hugo weaving.
género. aventura.
duração. 169 min
ano.
2012
sinopse. seguimos a viagem de bilbo baggins numa jornada épica para reconquistar o reino dos anões das garras do dragão smaug. apesar do seu destino ser a montanha solitária, primeiro terão de escapar aos túneis dos gnomos, onde bilbo conhece uma criatura que irá mudar a sua vida para sempre… [imdb-do-filme]

avaliação
[ bom ]



o hobbit - uma viagem inesperada é o primeiro de uma trilogia, baseada no livro de culto de tolkien. depois do sucesso estrondoso d'o senhor dos anéis, peter jackson assume novamente a realização (e parte do argumento) deste filme, que serve como uma prequela à trilogia dos anéis, onde reconhecemos várias personagens e cenários.


mesmo para quem nunca leu nada de tolkien nem viu os filmes anteriores (difícil, a não ser que tenha hibernado durante mais de uma década), é difícil não ficar deslumbrado pela história, o ambiente e todo o elemento de fantasia. faz parte do nosso imaginário infantil as figuras de feiticeiros, dragões e lutas de espada, onde o bem triunfa sempre. ora, os filmes de jackson são ainda melhores, porque não só agradam a crianças como aos adultos, com acção, mitologia e imaginação a rodos e suficientes para agradar a todos, tenha-se lido a obra ou não.
xiiiii, no que ele se foi meter...
peter jackson oferece-nos três horas de filme, mas o condão é que não damos pelo tempo a passar (ok, sou suspeita, gostei do livro e é uma delícia ver a tecnologia dar vida à imaginação de uma forma que há 20 ou 30 anos seria impensável). o rigor e beleza dos cenários é de deixar cair o queixo e é emocionante reconhecer nomes (e caras) de personagens-chave: gandalf, bilbo, galadriel, saruman, frodo. mesmo sabendo o que vai acontecer, ficamos na expectativa se tudo irá correr bem e se bilbo vai conseguir sobreviver a tantas peripécias.

estou entusiasmada e ansiosa em ver o filme seguinte, mas teremos de esperar mais um aninho até ao segundo filme. a razão porque não dou pontuação máxima? o facto de me querer reservar para os filmes seguintes. afinal, o hobbit é um livro de 300 páginas que jackson tripartiu, ao passo que o senhor dos anéis somava um conjunto de mais de 1300 páginas; espero que valha a pena a espera e que jackson não "empastele" demasiado a história.


recomendado.

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. loyalty, honor, a willing heart, i can ask no more than that .

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