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domingo, 20 de janeiro de 2019

the hurt locker - estado de guerra

[ muito bom ]

título original. hurt locker.

género. drama. guerra.
duração. 131 min
ano.
 2008

realização. kathryn bigelow.
argumento. mark boal.

protagonistas. jeremy renner. anthony mackie. david morse. guy pearce.
sinopse. durante a guerra do iraque, um sargento destacado para uma brigada de explosivos causa várias tensões pelo seus métodos inconvencionais. [imdb]
 
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demorou alguns anos até ver finalmente o filme que colocou kathryn bigelow na lista dos realizadores mais respeitados de hollywood mas finalmente aconteceu. 

excelente; hurt locker - estado de guerra é excelente.

do argumento às interpretações, passando pela fotografia, é um filmaço, um verdadeiro testemunho das tensões e drama que passam as tropas norte-americanas no médio-oriente, captando espectacularmente a dinâmica com que os militares se vêem confrontados quando encerrados nos quartéis e com a hostilidade dos locais onde estão destacados.


desde cedo percebemos a intensidade com que tudo é vivido pelos militares e a forma como as relações de camaradagem se formam e fortalecem. a componente visual é forte e combina na perfeição com a história acelerada e o cenário de desolação de uma cidade em estado de guerra (embora o filme tenha sido filmado na jordânia, não no iraque).

já passaram algumas semanas desde que o vi mas ainda recordo várias cenas do filme; a personagem do sargento james - interpretado por jeremy renner - é inesquecível, assim como os vários segmentos que envolvem as saídas do esquadrão de explosivos, recheados de suspense e adrenalina e que nos fazem dar graças por não vivermos num território em conflicto.

os cenários de guerra produziram filmes e documentários memoráveis, tão bem degustados no conforto do lar, a anos-luz dessa realidade. durante duas horas hurt locker - estado de guerra transporta-nos para um lugar escuro onde ser humano é a mais frágil das condições. obrigatório.

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. the rush of battle is often a potent and lethal addiction, for war is a drug .
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sábado, 25 de abril de 2015

bowling for columbine

[ bom ]

título original. bowling for columbine.

género. documentário.
duração. 120 min
ano.
 2002

realização e argumento. michael moore.

protagonistas. michael moore. charlton heston. marilyn manson. bill clinton. george bush.
sinopse. o cineasta michael moore tenta perceber as razões por trás do massacre em columbine e o porquê da violência extrema na américa. [imdb]
 
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michael moore é um realizador famoso nos estados unidos (e na europa), mas confesso que foi apenas há uns 10 anos que tomei consciência da sua mensagem. na altura, trouxe da biblioteca municipal um livro que me chamou a atenção, com um título subversivo, brancos estúpidos - e outras desculpas esfarrapadas para o estado da nação, da sua autoria, que li com um misto de horror e deleite.

o livro é o manifesto de moore contra a malfeitoria e mediocridade de uma nação onde os tribunais corruptos escolhem o presidente e o dinheiro é que manda. aqui moore destila o seu desprezo por george w bush, «o ladrão-mor, um usurpador da sala oval», e fala das reformas de bill clinton, «um dos melhores presidentes que a américa teve», tristemente derrotado por uma nódoa de esperma num vestido azul... sem papas na língua, portanto, o que pauta o seu estilo.


em bowling for columbine, moore parte do massacre na escola (que comemorou 16 anos no passado dia 20), levado a cabo por dois estudantes que vitimou 13 pessoas, para tentar explicar o porquê da violência na américa e a ligação da mesma à legislação sobre as armas de fogo (que são vendidas em lojas da especialidade que existem na mesma quantidade que um qualquer outro estabelecimento comercial) e disponibilidade de munições (que são vendidas em grandes superfícies, como o k-mart), assim como a existência de milícias e grupos pró-armas.

mas não é apenas a facilidade e conveniência que tornam a proliferação de armas de fogo um problema, é a mentalidade de quem as compra: os americanos agarram-se com unhas e dentes à ideia de que têm o direito de se defender e à sua família e propriedade caso alguém a ameace porque... a violência está em todo o lado e ninguém quer ser a próxima vítima. se juntarmos o facto de qualquer outra pessoa ser um potencial agressor, é a receita para o desastre.



as razões desta paranóia são o cerne do documentário de moore, que ilustra uma américa aterrorizada pelos media e pelos políticos, onde as massas consomem o sensacionalismo em todas a suas formas e cuja militarização, passado violento e racismo altamente enraizado contribuem para uma taxa de violência muito maior do que em países onde a política de armas é igual mas onde a taxa de crimes é muito menor: canadá, alemanha, japão e reino unido.


moore sugere uma cultura de medo e aponta as razões: heavy metal, acesso às armas, cinema, videojogos, mas cada vez que compara o número de crimes aos estados unidos, as contas não batem certo: por que razão os outros países têm acesso e estão expostos às mesmas coisas sem sofrerem a onda de violência que se faz sentir em terras do tio sam? a explicação possível é explicada através de vários exemplos: o passado violento dos colonos que formaram a américa, o gosto pelo sensacionalismo, a legislação das armas de fogo, o nra, etc. vale a pena ver o documentário, que pode ser encontrado facilmente, na íntegra, no you tube (aconselho ainda, do mesmo autor, sicko e capitalism: a love story, que também já vi).



michael moore tem de ganhar a vida e este documentário catapultou-o como nenhum outro, o que muito contribuiu o óscar para melhor documentário (o clip do you tube abaixo é o controverso discurso de agradecimento na cerimónia, em 2002) e outros prémios (em cannes, inclusivé); vários críticos apontam a edição selectiva de algumas cenas para um impacto maior (ou informações erradas, como o facto de eric harris e dylan klebold não terem praticado bowling no dia do massacre e ser dito que sim), mas isso não desvirtua a mensagem final, extremamente relevante (e esse mérito é-lhe merecido).

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. if more guns make people safer, then america would be one of the safest countries in the world. it isn't. it's the opposite. 

. i have only five words for you: from my cold dead hands !

. after columbine, no one could figure out why the boy had resorted to violence .
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domingo, 11 de maio de 2014

os fantasmas de goya

[ razoável ]

título original. goya's ghosts.

género. drama. guerra.
duração. 113 min
ano.
2006

realização e argumento. milos forman.
protagonistas. javier bardem. natalie portman. stellan skarsgard. randy quaid.
sinopse. o pintor francisco goya vê-se envolvido num escândalo quando a sua musa é acusada de heresia. [imdb]
 
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espanha, 1792. a filha de um mercador, musa do pinto goya, é presa pela temida inquisição. a família tenta libertá-la mas os seus esforços saem gorados; desesperados, recorrem a goya para chegar ao monge que aprisionou a filha nos calabouços da inquisição, mas inés não será libertada tão cedo.


e este é basicamente o envolvimento de goya em todo o filme, um filme com o seu nome no título e pouco mais, visto que a história se foca sobretudo no monge lorenzo e nas consequências das suas acções muito pouco cristãs. lorenzo deixa-se guiar pela luxúria, pela ganância e pelo poder, usando a igreja e a sua riqueza para satisfazer os seus apetites.


os fantasmas de goya falha em vários aspectos: o argumento é pobre e banal, longe do que poderia esperar de milos forman. apesar da boa fotografia, somos distraídos pela acção demasiado melodramática, onde é desperdiçado todo um elenco com provas dadas mas que não consegue brilhar neste filme medíocre.


a previsibilidade da história é agravada pela duração do filme. chegamos ao final sem um desfecho satisfatório, porque um drama histórico é um género onde não resulta bem um final aberto, mas é isso que nos é dado.


apesar da qualidade técnica (som, fotografia, caracterização), o filme sabe a pouco, ainda mais com os nomes sonantes que contém. nada memorável.

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there will be no liberty for the enemies of liberty!
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